Josh estacionou o carro na entrada da minha casa, nem esperei por ele, gritei um agradecimento de longe e corri para dentro. Eu estava pronta para matar Maximus que ele não tivesse um bom motivo para me assustar daquela forma.
Adentrei a sala ouvindo uma voz familiar e só acreditei que era quem eu pensava quando eu estava em seu braços.
Meu querido amigo de infância, Dylan.
Eu não o via há tanto tempo que quase chorei quando ele me abraçou forte. A gente se falava o tempo todo por mensagem, mas não era a mesma coisa. Dylan era como um irmão para mim, havia sido um anjo na minha vida quando nos mudamos para o Canadá.
Foi a mudança mais turbulenta que já fizemos porque Max tinha odiado sair do país, então ele e meu pai brigavam o tempo todo pelas coisas mais idiotas. A única pessoa preocupada comigo naquela época era Dylan e sua família, então vê-lo ali, me deixava tão feliz.
E ele já não era o mesmo de quando tínhamos dez anos. Havia tirado o aparelho, os olhos castanho ainda brilhavam como se fossem uma constelação e seus cachinhos loiros tinham um corte moderno, ele estava lindo de morrer.
Eu estava prestes a dizer isso a ele, quando a campainha tocou. A euforia era tanta que só me lembrei que eu havia deixado Josh para trás quando vi ele à porta.
- Meu Deus, me perdoa. Entra - ele riu aliviada e entrou quando dei passagem.
- Está todo mundo bem aqui?
Ele me seguiu até a sala e eu percebi seu sorriso se desmanchar quando viu Dylan sentado no sofá.
O loiro se levantou para cumprimenta-lo e eu os apresentei.
- Está sim. Dylan, este é o Josh... Josh, este é...
- Dylan... bom te conhecer - Josh disse e apertou a mão do outro, parecendo desconfortável.
Ele lançou um olhar para mim, depois para Dylan.
- Eu não vim para ficar, só queria ter certeza de que estava tudo bem. Você pareceu bem preocupada, então eu também fiquei...
- Tem certeza? - ele assentiu - Te acompanho até a porta...
- Não precisa. Até mais marrentinha - ele disse e beijou minha bochecha antes de sair.
Encarei a porta por alguns segundos, de repente me senti desapontada, mas Dylan não me deu nem um segundo.
- Cara, que clima. Então esse é o tal Josh...?
- Ah, nem começa. Você é que tem que responder as minhas perguntas. O que faz aqui?
- Férias da faculdade mais viagem a trabalho. Eu queria fazer uma surpresa, por isso não avisei.
Abracei ele de novo.
- Senti tanto a sua falta - Max apareceu, finalmente, e eu avancei sobre ele.
Discutimos um pouco - em espanhol, para não espantar a visita -, eu pelo alarde e ele por eu ter demorado para atender o telefone. Depois nos juntamos para entrevistar Dylan sobre sua vida.
Ele nos contou sobre suas aventuras na faculdade, sobre as festas, as dificuldades e planos. Aquilo me deixou pensativa, aquela realidade estava cada vez mais próxima de mim, ano que vem seria o último antes da faculdade e eu ainda não sabia o que queria fazer e nem tinha um trabalho. Honestamente, meu pai e Carmen ganhavam bem o bastante para sustentar nossa família com conforto, mas minhas economias dos trabalhos de verão em breve não seriam o bastante para bancar todos os passeios que eu andava fazendo com meus novos amigos.
Dylan disse que iria me ajudar com a busca por algum estágio e que tentaria me indicar para algo na empresa em que trabalhava, aquilo seria ótimo.
Continuamos conversando, rimos e quase choramos de nostalgia relembrando algumas coisas que vivemos juntos, como na vez em que quase ficamos presos no armário da quadra de educação física porque queríamos ver como era e a porta emperrou. Foi quando eu descobri que eu garoto podia gritar mais fino que eu, Dylan não gostou muito de ser lembrado disso.
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Dona da Bola [Revisado]
RomanceMaya está de volta à sua cidade natal. O calor ainda é o mesmo e sua amiga de infância continua doida como sempre, mas muita novidade cerca a menina de uma vez. A começar por uma nova pessoa que invade a sua vida com um show de inconveniência, mas...
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