- Beatriz? - falou o Gustavo assim que me viu e ele parecia surpreso em me ver ali.
- O que você está fazendo aqui? - perguntei me levantando da cadeira em que estava sentada e então corri até ele. – Você me seguiu?
- Eu não te segui. Eu... Eu não posso dizer o que estou fazendo aqui. - respondeu ele me olhando serio.
- Achei que sua vida fosse um livro aberto. – falei o olhando com certa curiosidade.
- Mais ou menos. - falou o Gustavo. - Tem muita coisa que você ainda não sabe sobre mim.
- Depois de tudo o que me aconteceu nesses últimos dias só falta mesmo eu descobrir que você não é o príncipe encantado e sim o sapo. - falei.
- Acha que eu sou um príncipe? - perguntou o Gustavo e deu um leve sorriso.
- Eu não disse isso. – falei tentando disfarçar para não parecer que eu gostava do jeito dele, mas ele tinha entendido exatamente o que eu quis dizer. - Mas você é um cara legal. Não gostaria de descobrir que é um mal caráter.
- Não é nada tão ruim assim o que você não sabe sobre mim. - falou o Gustavo. - Tudo o que eu te falei la na fazenda sobre os meus sentimentos e sobre o meu caráter eram verdade. Aquela pessoa que você viu la é quem eu realmente sou.
- Se não é nada tão ruim então porque não me conta? – perguntei o encarando.
- Por que... Porque eu tenho medo do que você vai pensar de mim. – falou o Gustavo. – Eu não quero que você fique brava comigo de verdade.
- Eu insistiria, mas quer saber agora não importa porque você está aqui. - falei e meus olhos já ficaram marejados outra vez. - Eu preciso de um amigo.
- Eu estou aqui. - falou o Gustavo e em seguida me abraçou bem forte. - Eu fiquei muito preocupado quando te vi chorando hoje mais cedo. Foi bom eu ter te encontrado aqui.
- Desculpa não ter te dado atenção. - falei assim que terminamos o abraço.
- Eu sei que deve ter um motivo. - falou o Gustavo compreensivo como sempre. - Me conta porque está aqui. O que aconteceu?
- Meu pai passou mal hoje de manhã. - falei. - Ele começou a sentir dor no peito. Ainda não sabemos o que ele tem.
- Vai ficar tudo bem. - falou o Gustavo tentando me confortar. - Não podemos perder as esperanças.
- Eu espero que fique tudo bem mesmo. - falei. - Eu não vou suportar perder ele. A minha vida está um verdadeiro desastre. Esta tudo desabando de uma só vez.
- Fica calma. - falou o Gustavo já com os olhos marejados. - Vai dar tudo certo.
- Parentes de Frederico Junqueira? - perguntou uma médica se aproximando de nós.
- Somos nós. - falou o William já se levantando da cadeira e correndo até a médica.
- Somos os filhos dele. - falei me aproximando também. - O Gustavo é um amigo.
- Tudo bem. - falou a médica. - O senhor Junqueira sofreu um infarto e foi sorte terem conseguido trazer ele a tempo para cá. Ele já está sendo medicado.
- Ele vai ficar bem né? - perguntei aflita.
- A situação dele é delicada, mas vamos fazer o possível para que ele fique bem sim. - falou a médica. - Se quiserem ir para casa descansar e comer alguma coisa podem ir. Ele ficará em boas mãos e será muito bem cuidado.
- Eu não vou sair daqui até saber que meu pai vai ficar bem. - falei. - Will vai você. E lá avisa a Laura sobre o que aconteceu. Eu tinha combinado de ir à casa dela hoje, mas nem vou.
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Brincando de Cupido
Teen FictionO que você faria se levasse um pe na bunda bem no dia do seu pedido de casamento? O que você faria se pedisse alguém em casamento e essa pessoa dissesse não? Beatriz sempre foi uma moça rica e mimada, mas tudo começa a mudar quando ela leva um pé na...
