Capitulo 33 - Morando sozinhos - Parte 2 (Beatriz)

21 2 29
                                        

- Você tem muito que aprender. - falou o Gustavo e foi ai que nós vimos água escorrendo por debaixo da porta da lavanderia.

- O que você aprontou lá? - perguntou o Gustavo já com medo da resposta.

- Eu só coloquei a roupa para lavar na maquina. - falei. - Eu tenho certeza que fiz tudo certo. Não pode ter dado nada errado. 

- Parece que deu algo errado sim. - falou o Gustavo e nós três nos aproximamos da porta da lavanderia.

Quando o Gustavo abriu a porta nós fomos surpreendidos com uma montanha de espuma que estava espalhada por toda a lavanderia e nós três arregalamos os olhos.

- Isso que ela disse que estava tudo sobre controle. – falou a Laura parecendo impressionada.

- Eu achei que estava mesmo tudo sobre controle. – falei desesperada e olhei para o Gustavo. – Gustavo fala sério o que está acontecendo aqui? 

- Quanto de sabão você colocou nessa máquina? - perguntou o Gustavo me olhando. 

- Eu ia colocar só um pouco, mas como sou desastrada deixei a caixa toda cair dentro da máquina. – falei e o Gustavo ficou de boca aberta. 

- Você jogou uma caixa inteira de sabão em pó dentro da máquina? - perguntou o Gustavo admirado e sem conseguir acreditar que estava mesmo ouvindo aquilo.

- Foi um acidente. – falei tentando me explicar. - Mas quanto mais sabão mais limpa fica a roupa não é?

- Não. - falou o Gustavo e a espuma só aumentava. - Quanto mais sabão mais espuma. 

- Isso está aumentando como eu faço para parar? – perguntei e eu ficava mais desesperada a cada minuto.

- Tem que desligar a maquina da tomada. - falou o Gustavo.

- E como eu vou fazer isso com toda essa espuma? – perguntei.

- Entrando no meio da espuma. - falou o Gustavo como se fosse óbvio. 

- Tá doido? – perguntei o encarando. - E se o sabão fizer mal para a minha pele? Isso é para lavar roupa e não gente. 

- Se desse alergia ninguém conseguiria colocar a mão na roupa depois de lavada. – falou o Gustavo e a Laura só observava e ria da situação. - Não vai fazer mal para a sua pele. 

- Por que isso está acontecendo comigo? – perguntei fazendo uma careta e depois entrei no meio da espuma para tentar ir na direção da tomada, mas acabei escorregando e cai no meio da espuma soltando um grito. E o Gustavo começou a rir enquanto a Laura já estava tendo uma crise de risos.

- Socorro. – gritei colocando uma mão para fora da espuma e o Gustavo riu mais ainda. - Eu vou morrer afogada. E pior afogada na espuma. Aí eca engoli sabão. 

- Que desastre. - falou o Gustavo rindo, mas acabou entrando no meio da espuma para me ajudar. - Eu estou indo te ajudar minha donzela indefesa. 

- Me chama de donzela indefesa mais uma vez que eu quebro a sua cara. – gritei e engoli mais espuma. Que droga.

- Que amor. Delicada igual coice de mula - falou ele e assim que chegou perto de mim ele me ajudou a levantar.

- Obrigada. – falei assim que consegui ficar em pé. 

- De nada. - falou ele e começou a rir outra vez. 

- Do que você está rindo? – perguntei sem entender que motivos ele teria para rir agora. 

- Você ficou engraçada com essa espuma toda em você. - falou o Gustavo rindo. 

- Eu não sei fazer nada disso. – falei e o olhei desanimada. - Eu sou um completo desastre quando se trata de cuidar de uma casa. Eu vou acabar colocando fogo nesse prédio e sendo presa. 

Brincando de CupidoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora