- Você tem muito que aprender. - falou o Gustavo e foi ai que nós vimos água escorrendo por debaixo da porta da lavanderia.
- O que você aprontou lá? - perguntou o Gustavo já com medo da resposta.
- Eu só coloquei a roupa para lavar na maquina. - falei. - Eu tenho certeza que fiz tudo certo. Não pode ter dado nada errado.
- Parece que deu algo errado sim. - falou o Gustavo e nós três nos aproximamos da porta da lavanderia.
Quando o Gustavo abriu a porta nós fomos surpreendidos com uma montanha de espuma que estava espalhada por toda a lavanderia e nós três arregalamos os olhos.
- Isso que ela disse que estava tudo sobre controle. – falou a Laura parecendo impressionada.
- Eu achei que estava mesmo tudo sobre controle. – falei desesperada e olhei para o Gustavo. – Gustavo fala sério o que está acontecendo aqui?
- Quanto de sabão você colocou nessa máquina? - perguntou o Gustavo me olhando.
- Eu ia colocar só um pouco, mas como sou desastrada deixei a caixa toda cair dentro da máquina. – falei e o Gustavo ficou de boca aberta.
- Você jogou uma caixa inteira de sabão em pó dentro da máquina? - perguntou o Gustavo admirado e sem conseguir acreditar que estava mesmo ouvindo aquilo.
- Foi um acidente. – falei tentando me explicar. - Mas quanto mais sabão mais limpa fica a roupa não é?
- Não. - falou o Gustavo e a espuma só aumentava. - Quanto mais sabão mais espuma.
- Isso está aumentando como eu faço para parar? – perguntei e eu ficava mais desesperada a cada minuto.
- Tem que desligar a maquina da tomada. - falou o Gustavo.
- E como eu vou fazer isso com toda essa espuma? – perguntei.
- Entrando no meio da espuma. - falou o Gustavo como se fosse óbvio.
- Tá doido? – perguntei o encarando. - E se o sabão fizer mal para a minha pele? Isso é para lavar roupa e não gente.
- Se desse alergia ninguém conseguiria colocar a mão na roupa depois de lavada. – falou o Gustavo e a Laura só observava e ria da situação. - Não vai fazer mal para a sua pele.
- Por que isso está acontecendo comigo? – perguntei fazendo uma careta e depois entrei no meio da espuma para tentar ir na direção da tomada, mas acabei escorregando e cai no meio da espuma soltando um grito. E o Gustavo começou a rir enquanto a Laura já estava tendo uma crise de risos.
- Socorro. – gritei colocando uma mão para fora da espuma e o Gustavo riu mais ainda. - Eu vou morrer afogada. E pior afogada na espuma. Aí eca engoli sabão.
- Que desastre. - falou o Gustavo rindo, mas acabou entrando no meio da espuma para me ajudar. - Eu estou indo te ajudar minha donzela indefesa.
- Me chama de donzela indefesa mais uma vez que eu quebro a sua cara. – gritei e engoli mais espuma. Que droga.
- Que amor. Delicada igual coice de mula - falou ele e assim que chegou perto de mim ele me ajudou a levantar.
- Obrigada. – falei assim que consegui ficar em pé.
- De nada. - falou ele e começou a rir outra vez.
- Do que você está rindo? – perguntei sem entender que motivos ele teria para rir agora.
- Você ficou engraçada com essa espuma toda em você. - falou o Gustavo rindo.
- Eu não sei fazer nada disso. – falei e o olhei desanimada. - Eu sou um completo desastre quando se trata de cuidar de uma casa. Eu vou acabar colocando fogo nesse prédio e sendo presa.
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Brincando de Cupido
Novela JuvenilO que você faria se levasse um pe na bunda bem no dia do seu pedido de casamento? O que você faria se pedisse alguém em casamento e essa pessoa dissesse não? Beatriz sempre foi uma moça rica e mimada, mas tudo começa a mudar quando ela leva um pé na...
