Em um mundo cuja a existência de vampiros é tolamente tida como lenda, dois jovens descobrem logo cedo de que não se deve enxergar esses seres como mitos. Um programa criado pelos vampiros, consistia em levar crianças órfãs para serem doadoras de sa...
— Está me ameaçando moleque? Que patético... — Falou com desdém — Agora as coisas ficam interessantes...
As luzes dos postes começaram a piscar, e assustados os humanos olharam para elas. Quando desceram o olhar, os vampiros haviam desaparecido.
Naquele cenário de terror, as luzes que antes piscavam, apagaram-se sincronizadamente, deixando-os no breu total. Logo os sons dos rosnados chegaram em seus ouvidos, e os olhos brilhantes começaram a surgir na escuridão.
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— Lena! Posso entrar? — Chamou Leticia do lado de fora.
— Pode. — Selena permitiu. A garota entrou, encontrando-a arrumando a cama.
— Como foi a conversa com o Drake? — Perguntou curiosa. Selena parou e sentou-se sob a colcha, olhando-a.
Havia evitado falar sobre o assunto durante muito tempo, e concluiu que após esses dias, a amiga se sentiria melhor em conversar sobre.
— Quase discutimos. — Respondeu. Leticia aproximou-se e se sentou ao seu lado.
— Foi tão ruim assim?
— Foi melhor do que eu imaginava, mas eu fiz uma pergunta e ele se ofendeu. Na verdade foram duas que irritou ele.
— Selena...
— Ué eu tinha que perguntar! — Argumentou. — Mas estou um pouco arrependida, devia ter pego mais leve. — Abaixou a cabeça.
— O que exatamente você perguntou pra ele?
— Perguntei se ele tomaria uma cura caso houvesse, e questionei o fato dele ter tentado te morder.
— E ele?
— Disse que queria usar uma ligação pra ver se era minha amiga de verdade, disse que não tomaria, e que vampirismo não é doença pra ser curado.
— Que patada! — Comentou sem pensar, Selena a olhou séria.
— Então né, isso ele certamente não mudou.
— Mas e você, vai falar com ele de novo?
— Acho que sim, acho não, vou.
Centro de Recuperação de Caçadores Feridos (CRCF)
— Como ele está? — Perguntou um homem a médica que passava pelo corredor. A mulher parou, desviando o olhar de sua prancheta para ele, que mantinha seus olhos castanhos fixos a ela. Seu terno preto transmitia elegância e intimidação, os cabelos negros, bem penteados davam lhe formalidade. Ela logo percebeu quem era, e corrigiu a postura ao se dirigir a ele.
— Lamento senhor, mas a situação dele e muito grave — Respondeu. O homem suspirou.
Sem dizer mais nada, passou por ela e abriu a porta e adentrando o local, a médica entrou a trás. Victor estava praticamente todo engessado, com várias escoriações pelo rosto.