Musica: Guns N' Roses Patience
A noite estava especialmente bela, os vampiros interagiam entre si no salão, normalmente. Outros estavam caçando na cidade, Dominic era um deles.
Caçar supria a necessidade dos vampiros de serem predadores, além de melhorar significantemente seus sentidos ao longo do tempo, pois durante a caçada, eles os usavam constantemente. Além de tudo, caçar, espreitar e atacar a vítima certa proporcionava-lhes certa diversão, principalmente pra ele, que por ser adolescente vivia com tédio.
A beira de um parapeito, observava as pessoas que caminhavam na rua, e em um momento inesperado, sentiu um cheiro que chamou sua atenção. Procurou com o olhar o dono ou dona do aroma e sorriu de lado ao encontrá-la. Vampiros tendem a preferir o sexo oposto como vítima, é algo que vai da sexualidade, logo, outras orientações sexuais podem alterar essa preferência.
Seu apetite ampliou-se consideravelmente, o que fez seus sentidos ficaram ainda mais aguçados. Suas presas formigaram assim que imaginou cravando-as no pescoço da humana, que andava tranquilamente até o ponto do ônibus.
Ele continuou na espreita, observando, e a acompanhou com o olhar até ela adentrar o coletivo que havia acabado de parar.
Certo de que já era a hora, Dominic saltou do prédio, tornando-se corvo a poucos metros de distância chão.
O vampiro seguiu o veículo, atento cada pessoa que descia. Ele não percebeu, mas também estava sendo seguido.
O ônibus chegou a zona residencial, cujas as ruas sossegadas não emitiam um barulho, nem movimento. A jovem desceu em um ponto, frente a um boteco que ainda estava aberto. Os bêbados dali a cantaram, mas a jovem estava tão exausta da rotina pesada, que nem os olhou. Dominic continuou a seguindo, bem camuflado na escuridão.
A garota seguiu pela rua, logo a frente havia um viaduto, cuja a sombra deixaria seu caminho escuro o suficiente para que o vampiro atacasse sem ser percebido.
Sua fome o fez priorizar apenas seu olfato e sua visão. Ignorou a audição que denunciaria os sanguinários que o seguiam.
Dominic assumiu sua forma normal novamente, e aproximou-se da jovem sorrateiramente por trás. A garota sentiu a presença do vampiro, através do calafrio, mas não pode reagir a tempo, Dominic tapou sua boca e mordeu seu pescoço de maneira desajeitada, fazendo o sangue espirrar assim que a veia foi perfurada. Porém, logo tomou controle da situação e evitou o desperdício. Sua força a impediu que desvencilhasse, e inimaginável era o desespero pelo fato de não nem sabia quem ou o que estava a mordendo.
A jovem parou de remexer, e concluiu que era inevitável relutar. Foi bom para ela, já que movimentos bruscos ampliam a dor, impossibilitando que o humano sinta o prazer que a mordida de um vampiro pode oferecer caso ele tenha algum interesse pelo mesmo; pelo sangue e/ou principalmente romântico.
Saciado, Dominic a soltou e humana se virou num momento breve de curiosidade, conseguiu ver com dificuldade seu traje e seus olhos brilhantes. Não ficou ali olhando por mais tempo, virou-se e saiu correndo. Ele ponderou, em dúvida se iria atrás para hipnotizá-la ou não. Seus ombros caíram, estava com preguiça de alcançá-la.
Acabou por apenas limpar a boca e virar-se saindo, era menos trabalhoso.
Porém, ouviu um grito, e por esse motivo olhou para trás. Levantou as sobrancelhas ao ver a garota ao chão, aos pés de três sanguinários, jovens como ele. Um deles segurava um coração na mão.
— Quando iniciar uma refeição, termine-a, fraco! — Reprovou o negro jogando o coração que caiu ao seu lado. O vampiro olhou o orgão com pesar, afinal tinha empatia, e ela era uma humana que não merecia morrer.
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Anjos do Anoitecer
VampireEm um mundo cuja a existência de vampiros é tolamente tida como lenda, dois jovens descobrem logo cedo de que não se deve enxergar esses seres como mitos. Um programa criado pelos vampiros, consistia em levar crianças órfãs para serem doadoras de sa...
