Capítulo 67

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Musica: Evanescence - Imperfection

— Tamara? — Chamou Rodrigo se aproximando. A iluminada levantou-se, interrompendo sua meditação. Sua expressão estava muito distante da alegria que transmitia antes, viu-se em seu rosto um perceptível descontentamento. 

Aquilo tornou-se ainda mais intenso quando viu a mochila nas costas de Rodrigo.

— Já está indo? — Perguntou já sabendo da resposta. Talvez queria tentar ao menos convencê-lo a ficar.

— Sim, eu sinto que eles precisam de mim. 

A iluminada suspirou abaixando a cabeça, e não lhe disse nada de imediato. Triste, Tâmara aproximou-se dele e o abraçou. Ele foi pego de surpresa, afinal, não esperava por aquilo, mesmo assim retribuiu. Permaneceram abraçados por um breve momento, até ela desvencilhar-se.

— Vou sentir sua falta, e por favor mande notícias. Assim que precisar, nos chame. — Tentou passar confiança em sua voz, e até conseguiu, porém ainda temia por ele. O bruxo estava para entrar numa guerra de proporções catastróficas.

— Irei entrar com contato com Otávio assim que puder, mas não fique preocupada, vai dar tudo certo. — Disse forçando um sorriso, Tâmara faz o mesmo.

— Iremos organizar as coisas aqui, e se precisar, iremos a seu encontro. — Disse por fim. Rodrigo levou seus lábios a sua testa, depositando um beijo carinhoso. Sorriu uma ultima vez antes de virar-se e sair.

 Sorriu uma ultima vez antes de virar-se e sair

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— Selena eu vou descer para impedi-los. Vá a sala Marius e ative o alarme, a senha da tranca da porta é 23795. — Informou virando-se correndo. Selena fez o mesmo, porém para o lado oposto. Primeiro passou em seu quarto para pegar sua foice, depois seguiu até a sala de Marius.

Dois, três, sete, nove e cinco... dois, três, sete, nove e cinco... Cacete, o que têm de tão importante nessa sala para colocarem senhas nessa porra.

Dominic usou sua força para arrastar estantes e móveis pesados até a porta principal. Sua preocupação agora era com as janelas, mas estas eram mais fáceis de serem defendidas, já que não eram muitas.

Mesmo assim tinha que tomar o maior cuidado possível, pois os humanos eram os mais frágeis ali. Ele sabia disso, por isso foi até os quartos, cujas as portas estavam devidamente trancadas. O maior deles estava cheio, Leticia tentava acalmar as pessoas que estavam desesperadas, gerando uma grande barulheira. O garoto bateu na porta, Letícia rapidamente abriu. Todos ficaram em silêncio assim que ele entrou.

— Gente, acalmem-se, estamos sob ataque, os inimigos arrebentaram o portão de entrada, e estão sondando para entrar na mansão. Fiquem aqui, que iremos defender vocês. — Disse firme numa tentativa de acalma-los. — Leticia, fica com eles, eu vou para o arsenal pegar minha espada. — Avisou. Leticia assentiu com a cabeça, e ele partiu dali rapidamente.

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