Em um mundo cuja a existência de vampiros é tolamente tida como lenda, dois jovens descobrem logo cedo de que não se deve enxergar esses seres como mitos. Um programa criado pelos vampiros, consistia em levar crianças órfãs para serem doadoras de sa...
— Tamara? — Chamou Rodrigo se aproximando. A iluminada levantou-se, interrompendo sua meditação. Sua expressão estava muito distante da alegria que transmitia antes, viu-se em seu rosto um perceptível descontentamento.
Aquilo tornou-se ainda mais intenso quando viu a mochila nas costas de Rodrigo.
— Já está indo? — Perguntou já sabendo da resposta. Talvez queria tentar ao menos convencê-lo a ficar.
— Sim, eu sinto que eles precisam de mim.
A iluminada suspirou abaixando a cabeça, e não lhe disse nada de imediato. Triste, Tâmara aproximou-se dele e o abraçou. Ele foi pego de surpresa, afinal, não esperava por aquilo, mesmo assim retribuiu. Permaneceram abraçados por um breve momento, até ela desvencilhar-se.
— Vou sentir sua falta, e por favor mande notícias. Assim que precisar, nos chame. — Tentou passar confiança em sua voz, e até conseguiu, porém ainda temia por ele. O bruxo estava para entrar numa guerra de proporções catastróficas.
— Irei entrar com contato com Otávio assim que puder, mas não fique preocupada, vai dar tudo certo. — Disse forçando um sorriso, Tâmara faz o mesmo.
— Iremos organizar as coisas aqui, e se precisar, iremos a seu encontro. — Disse por fim. Rodrigo levou seus lábios a sua testa, depositando um beijo carinhoso. Sorriu uma ultima vez antes de virar-se e sair.
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— Selena eu vou descer para impedi-los. Vá a sala Marius e ative o alarme, a senha da tranca da porta é 23795. — Informou virando-se correndo. Selena fez o mesmo, porém para o lado oposto. Primeiro passou em seu quarto para pegar sua foice, depois seguiu até a sala de Marius.
Dois, três, sete, nove e cinco... dois, três, sete, nove e cinco... Cacete, o que têm de tão importante nessa sala para colocarem senhas nessa porra.
Dominic usou sua força para arrastar estantes e móveis pesados até a porta principal. Sua preocupação agora era com as janelas, mas estas eram mais fáceis de serem defendidas, já que não eram muitas.
Mesmo assim tinha que tomar o maior cuidado possível, pois os humanos eram os mais frágeis ali. Ele sabia disso, por isso foi até os quartos, cujas as portas estavam devidamente trancadas. O maior deles estava cheio, Leticia tentava acalmar as pessoas que estavam desesperadas, gerando uma grande barulheira. O garoto bateu na porta, Letícia rapidamente abriu. Todos ficaram em silêncio assim que ele entrou.
— Gente, acalmem-se, estamos sob ataque, os inimigos arrebentaram o portão de entrada, e estão sondando para entrar na mansão. Fiquem aqui, que iremos defender vocês. — Disse firme numa tentativa de acalma-los. — Leticia, fica com eles, eu vou para o arsenal pegar minha espada. — Avisou. Leticia assentiu com a cabeça, e ele partiu dali rapidamente.