Capítulo 61

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Musica: will.i.am Feelin' Myself


— E então, quando o ataque ocorrerá? — Perguntou a vampira
enquanto aproximava por trás. Vladimir olhou por cima dos ombros, e depois voltou a olhar para frente. 

Ela inclinou seu corpo e colocou suas mãos em seus ombros, massageando-os. Sua posição acabou avantajando sua bunda tapada por um curto vestido vermelho. Porém, ao mesmo tempo, seus olhos estavam focados em outro rapaz, que a fitava de longe com um olhar discreto, enquanto degustava o sangue em sua taça.

— Ocorrerá em breve. Está tudo indo bem, estamos convocando os melhores soldados. — Ele respondeu. — Diria que formamos um belo casal. — Comentou acariciando a mão dela, que pendeu o olhar sob os cabelos do ancião.

— Sim, formamos um belo casal, todos aqui se curvam aos nossos pés. Fomos feitos um para o outro Vlad, e eu só tenho olhos pra você. — Mentiu voltando a fitar o vampiro que ainda a olhava. Discretamente, ele piscou para Zayah, que sorriu de lado.

Ele a prensou contra parede, beijando-a intensamente. Suas mãos foram aos seus seios, apertando-os. Zayah gemeu, e o som de seu prazer ecoou pelo corredor vazio e escuro, solitário o suficiente para que nenhuma alma os incomodasse. Tratava-se do corredor dava acesso aos quartos daquela mansão, e como o salão estava cheio, e estava longe de amanhecer, ninguém passaria por ali.

 Os beijos do rapaz desceram para seu pescoço, e seus chupões criaram marcas visíveis em sua pele pálida. Devido a isso, ela o empurrou, e ele a olhou confuso.

— Isso não, Vladimir pode ver. — Advertiu preocupada. O vampiro assentiu e logo em seguida voltou a beijá-la. Seus corpos se colaram o suficiente para que ela sentisse sua ereção, e por mais que estivessem sozinhos, não queriam correr risco algum de serem descobertos.

Então se afastaram novamente olharam para os lados, mesmo não havendo ninguém ali, decidiram, talvez sabiamente, fazer o que pretendiam entre quatro paredes.

A vampira o puxou pelo colarinho de sua blusa e o levou para seu quarto, onde cautelosamente fecha a porta. O vampiro a empurrou, lançando-a na cama, e logo subiu em cima de si reiniciando os beijos calorosos. Logo ele começou a tirar a camisa, e ela sorriu apreciando a cena. Ele também sorriu, e voltou deu continuidade ao que havia interrompido, beijando seu pescoço enquanto sua apertava suas grossas pernas.

Suas mãos, das unhas pintadas em cor prata, tão intenso quanto o próprio metal, alisavam o cabelo do nobre, e mesmo olhando para o teto, não percebeu, ou não deu importância, para a luz que piscou rapidamente, estava tomada pelo prazer.

Eles começaram a se despir e já nus, começaram um sexo caloroso e agitado, que fez a cabeceira da cama bater continuamente contra a parede. Sendo penetrada por seu amante, ela gemia baixo. Eles já estavam juntos fazia um tempo, e pensavam estar enganando o ancião. Só se esqueceram que ele têm séculos de anos nas costas.

Ele estava quase chegando ao ápice, e ela também, uma das coisas que ela mais gostava nele era o fato de ele ser bom de cama. Mas ambos não chegaram, pois o nobre sentiu algo entrar em suas costas e puxar seu coração. Ele parando as estocadas, fez Zayah encará-lo e ver seus olhos perderem o brilho. O corpo inerte rolou para o lado, e assim ela pôde ver Vladimir olhando-a com um sorriso perverso, segurando o coração do nobre em sua mão.

As lágrimas não foram seguradas por ela, caíram como caem de uma criança frustrada. Ele por sua vez esboçou nenhuma empatia, apenas jogou o coração em cima da cama, aos pés dela.

Anjos do AnoitecerOnde histórias criam vida. Descubra agora