capítulo 21

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Ando até chegar em uma lanchonete, entro na mesma e peço um sanduíche natural e um copo de suco de manga.

Não estou com fome, mas preciso comer pelo meu filho, nunca deixaria de comer para o fazer mal, só por um capricho meu. Ele é, e sempre será prioridade!

Sento em um banco que tem no balcão e deixo que as lágrimas, caiam. Não posso evitar, é mais forte que eu.

Como eu fui tão idiota ao ponto de achar que Aron ia terminar com a namorada e ficar comigo?
Pois foi isso sim que pensei!

Somos de mundos totalmente diferentes e ele tem uma namorada na altura dele. Não gosto de me colocar para baixo, mas nesse caso, é a pura verdade.

Limpo as lágrimas do meu rosto e evito que novas se formem, não quero chorar por Aron e nem por ninguém.

Agora o melhor que tenho a fazer é encontrar outro emprego, mesmo que seja quase impossível. Eu estando grávida e sem experiência, pois trabalhei poucos dias na empresa.

Mas por enquanto não posso sair de lá, tenho que engoli meu orgulho e continuar. Ao menos que ele me demita... Eu, realmente, não sei se ele vai fazer isso.

Meu pedido chega e começo a comer. Não sinto o sabor do sanduíche, apenas mastigo e engulo com a ajuda do suco.

Depois de terminar e pagar a conta... Saio do estabelecimento e caminho até a empresa.

Entro no elevador de cabeça baixa, mas quando olho para cima dou de cara com Teodoro e ele também me olha.

- Senhor Goulart.
- o comprimento.

- tudo bem com você, Olivia?
- ele pergunta com uma expressão de preocupado.

- sim. - minto. - e com o senhor? - pego o livro que eu sempre levo na bolsa para me abanar, pois mesmo com o ar condicionado que tem aqui, é uma mania minha fazer isso.

- estou bem! Mas você parece triste... Estava chorando?

- impressão sua. - dou um meio sorriso. - não estava chorando não.

O elevador para e depois que a porta se abre, eu falo um "até logo" para Teodoro e saio do elevador. Ele continua me olhando e dá um sorriso que parece ser sincero.

Ando até minha mesa e depois de colocar o livro e a minha bolsa em cima da mesma... sento na cadeira.

Começo a fazer o meu trabalho normalmente. Mesmo que seja bem difícil se concentrar.

- ainda bem que você está aqui... foi tudo um mal entendido naquela hora, deixa eu te explicar.
- Aron fala muito nervoso enfrente a mesa.

- me deixa fazer o meu trabalho, Aron, por favor.
- levanto da cadeira.

- eu sou louco por você, Olivia! Não faz isso comigo.
- ele choraminga.

- não estou fazendo nada! - falo tentando evitar que lágrimas saiam dos meus olhos. - Só... Não podemos.

- não fala isso.
- vem para trás da mesa onde estou.

- não faz isso, Aron.
- falo depois dele chegar bem perto do meu rosto.

E o meu coração bate tão forte que parece que vai explodir do meu peito.

- por favor, Olivia.
- sussurra bem perto da minha boca e pega na minha nuca.

Então não tem para onde fugir, ele me beija e é tão intenso e emocionante como a primeira vez.

Me sinto tão... Tão, entregue perto dele, como se eu fosse guiada por uma força maior e não conseguisse me afastar.

Com a outra mão ele puxa minha cintura para mais perto dele.

Quando dou por mim, já estou com minhas mãos em seus cabelos macios.

- eu quero você, Olivia...
- sussurra pausando o beijo.

Fico apenas parada sem saber o que falar.

Na verdade sei... eu quero Aron, tanto quanto ele me quer.

Mas tomo a decisão mais sensata.

- eu só vou pedir essa vez, deixa eu fazer meu trabalho em paz. - o empurro com delicadeza.  - por favor...

- eu não consigo mais ficar longe de você.

- você consegue sim! - dou um sorriso sem humor. - pense na namorada linda que você tem.

- eu não amo ela!
- fala auto e todos que passam olham para nós.

Se não ama, porque está com ela? - tenho vontade de perguntar, mas não pergunto.

- me escuta, Aron, eu preciso mesmo desse emprego. - começado a falar e ele não desvia o olhar do meu. - estou grávida e não terei a ajuda do pai do meu filho. Moro em uma pensão, não tenho família para me ajudar, apenas minha madrinha, mas preciso pagar minhas coisas e terei muitos gastos com meu filho. Então pelo amor de Deus, me deixe trabalhar em paz, eu preciso muito desse trabalho, não nasci em berço de ouro como você.

- não queria que fosse assim, Olivia. - diz olhando para o chão. - estou apaixonado por você e estou disposto a enfrentar tudo. - vem de novo para perto de mim. - me deixa ficar com você e cuidar do seu filho.

Agora ele se deu conta de que vou ter um filho.

- não posso e não quero te dá essa responsabilidade...

- mas eu quero isso!

- vamos continuar como estamos, eu sei que é difícil se ver todos os dias aqui, mas eu vou atrás de outro emprego. Só quero viver minha vida em paz.

Ele não fala mais nada. Caminha até sua sala e entra na mesma.

E eu fico completamente acabada. Eu o quero tanto, mas tenho a consciência de que não posso.

Só queria que tudo fosse mais fácil... Mas eu e Aron, somos de mundos totalmente diferentes. E também não quero dá a responsabilidade de ficar comigo, eu estando grávida, é um desejo meu! E ainda tem a namorada dele, eu não quero comprar briga com esse tipo de gente.

O melhor que tem a ser feito é nos tratarmos como chefe e empregado. Só nos falarmos quando necessário, e só sobre o trabalho.

Sento na cadeira e volto a fazer o meu trabalho. As pessoas ainda me olham e eu só tento se concentrar no meu trabalho.

Aron não saiu da sala e nem eu precisei levar alguma coisa para ele, apenas ficamos assim... ele lá e eu aqui.

Dá a hora de eu ir para casa e não sei como falar com ele para dizer que já vou.

O telefone toca e eu torço para que seja ele falando que eu já posso ir embora.

- pode ir, Olivia.
- Aron fala com uma voz séria.

- certo.
- digo apenas, e ele desliga o telefone.

Levando da cadeira depois de arrumar as minhas coisas, e mesmo com a vontade de ir até Aron e se entregar em seus braços... caminho até o elevador entrando no mesmo e indo embora.













Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora