capítulo 42

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O almoço se procede tranquilamente. Mas sempre com olhares tortos em minha direção.

Depois de acabar de comer, voltamos todos para sala.

- já vou embora, Teodoro.
- falo para que só Teodoro escute, enquanto os outros conversam.

- mais já? Fique mais um pouco para conhecer a casa.

- melhor eu ir...

- está com mal estar, sentindo alguma coisa?
- ele pergunta assustado, e nesse momento todos nos observa.

- estou bem.
- respondo.

- então fique mais um pouco, para conhecer a casa pelo menos.

Penso se devo ficar, Teodoro pede com muita calma e sei que está sendo sincero quando pede para eu ficar.

- certo. Ficarei mais um pouco.

Ele sorri amplamente e pega na minha mão para que eu levante do sofá e vá junto com ele conhecer a casa.

As outras pessoas só nos observam sem falar nada.

Caminhamos primeiro sobre a parte externa na casa, e posso dizer q o que mais me encantou foi o jardim.

Depois entramos mais uma vez na casa e vemos o andar de cima, os quartos, a outra sala de estar...

Quando estamos prestes a descer a escada, fico admirando alguns quadros nas paredes. São pinturas lindas, e uma me encanta em especial.

É um desenho de uma mulher jovem, muito bonita. A pele dela é branca e tem lindos olhos azuis, os cabelos não dá para saber como são, ela está com um grande chapéu. A mulher sorri na pintura, sorriso muito bonito que destaca as suas bochechas.

- gostou dessa pintura?
- Teodoro pergunta atrás de mim.

- é muito bonita a mulher do quadro.
- respondo sem desviar os olhos da pintura.

- essa é a sua avó, Cecília.

Minha avó? Mãe dele?

- minha mãe morreu muito cedo, antes mesmo de eu completar a maior idade, ficou só o meu pai que me deixou grande parte do que eu tenho, a fortuna da minha mãe, nunca descobrimos o que aconteceu. Enfim, meu pai morreu mais velho. - fala com um grande pesar. - a minha mãe era linda. - volta a olhar para o quadro.

- sim, muito linda.

- vocês se parecem em algumas coisas, a boca, o nariz, o tom da pele e até meio que na personalidade. Eu lembro que minha mãe era muito guerreira e tinha uma doçura, que era encantador, assim como você, Olivia.

- ela deve ter sido uma grande mulher.

- ela foi, lutou para ter reconhecimento onde só homens tinham, por isso ela nunca aceitava o cargo de ser dona de casa, muito pelo contrário, ela queria está no meio dos negócios.

Sorrio com as palavras dele, é muito bom saber que ela impôs seu lugar.

Depois de admirar mais a pintura, andamos para o andar de baixo e voltamos para onde ainda estão todos.

- gostou de tudo, Olivia?
- Mirela pergunta.

- sim, principalmente da pintura da mãe de Teodoro.
- falo.

- também sempre me encanto com aquele quadro, ela era linda.
- Aron diz e eu dou um sorriso em sua direção.

- agora eu já vou embora...

- espere mais um pouco, Olivia. - Teodoro me interrompe. - pedi para prepararem bolo de chocolate com baunilha, sua madrinha disse que o bolo de chocolate é o seu preferido e o de baunilha é o preferido de Aron.

Olho para Mirela que faz uma cara nada boa quando Teodoro pede para eu ficar, mas não sairei correndo só porque elas não me querem aqui, ficarei mais um pouco.

- certo, ficarei mais um pouco.
- sorrio.

Voltamos para a sala de jantar e o bolo já está servido para todos.

- irei sair da minha dieta só hoje.
- Liz fala depois de sentar a mesa.

Agora eu me pergunto, para quê essa menina faz dieta? Ela é tão magra... Povo estranho.

- já escolheu o sabor do bolo do casamento, filha?
- Maitê pergunta, enquanto comemos.

- acho que será o de baunilha, é o sabor que Aron mais gosta.
- ela fala enquanto come, e parece que está comendo com nojo.

Leonel e Maitê riem para o que a filha fala, parece que a coisa mais importante, para eles, é falar sobre esse casamento.

- gente, ainda falta tanto tempo para o casamento, que frescura de está arrumando tudo meses antes, sendo que será apenas no civil.
- Aron revira os olhos.

- filho, esse é o dia mais especial na vida de uma mulher. - Mirela olha para mim e sorri falsamente. - lembro o dia que casei com Teodoro, foi tudo muito especial, mas foi tudo bem corrido, pois só tive um mês para arrumar tudo.

- só teve um mês porque queria casar logo.
- Teodoro fala.

- claro, amor, não queria casar com a barriga aparecendo, já estava com quatro meses de gestação, a barriga só não estava tão grande porque eu era bem magrinha.

- como assim, quatro meses de gestação?
- Teodoro pergunta.

- sempre erro as contas. - Mirela rir. - Aron nasceu quando eu estava com oito meses de gestação, por isso sempre erro.

- Aron mão nasceu no tempo certo, mas era um bebê muito forte, sabe Olivia.
- Teodoro sorri, acho que com as lembranças. - pena que eu não pude ficar para ver o bebê, tive que ir embora, pois Aron ficou na incubadora e não pude ir visita-lo, só Mirela podia ficar lá.

Quando os bebês estão na incubadora, não podem receber visitas de outras pessoas?

- mas depois ele pôde vir para para casa.

- teremos um menino tão lindo quanto o pai.
- Liz fala e sorri para Aron.

- com certeza, o meu neto será lindo.
- Leonel fala orgulhoso.

- agora eu tenho mesmo que voltar para casa, quero descansar um pouco.
- falo querendo sair logo daqui.

- pena que tem que ir, espero que venha muitas vezes. - Teodoro sorri. - vamos, vou com você até a pensão.

Despeço-me de todos com apertos de mão. O mais chato foi na hora de despedir de Leonel, ele me olha de um jeito estranho e que me causa arrepios, sensação horrível, não é nada boa.

Despeço-me também de Aron com apenas um sorriso para evitar que a noiva dê um ataque.

Depois saímos da casa e o motorista arruma o carro para irmos.







Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora