capítulo 07

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Chego em casa, entro e sento no sofá, finalmente relaxando.

- já chegou, minha filha?
- escuto a voz da minha madrinha vindo da cozinha.

- sim madrinha, acabei de chegar.
- respondo.

- como foi a procura de emprego?
- ela pergunta sentando ao meu lado no sofá.

- fui em uma loja perguntar sobre uma vaga de vendedora e a senhora disse que só contratava moças com experiência.
- falo.

- não fica triste, você vai encontrar um logo.
- ela fala me consolando.

- amanhã irei para uma entrevista, fui em uma empresa e estão precisando de uma secretaria, amanhã irei para a entrevista de secretaria de Teodoro Goulart.
- falo.

Minha madrinha escuta as palavras e vejo sua cor mudar, ela é muito branca, mas seu tom de pele muda para vermelho.

- madrinha, o que está acontecendo?
- pergunto nervosa e a abanando, ela não responde.

Vou até a cozinha, encho um copo de água e a levo.

Ela bebe todo o conteúdo e vai se acalmando.

- me diz o que aconteceu com a senhora, eu estava falando sobre minha entrevista de emprego, de repente a senhora começou a passar mal.
- pergunto agora mais calma.

- não se assuste filha, isso sempre acontece. - ela fala com um sorriso para me tranquilizar. - você não acha melhor procurar emprego aqui mais perto? Essa empresa é um pouco longe.

- a senhora conhece a empresa?
- pergunto. - e não é melhor ir no medico ver o que pode ser isso?

- já ouvi falar. E já fui no médico, ele disse que é normal.
- acho estranho mas resolvo não questionar.

- não acho que seja longe, só pegar um ônibus que deixa lá pertinho, e também vou só para uma entrevista.
- falo.

- você por acaso, é... conheceu o Teodoro?
- ela pergunta.

Por quê será que ela está me perguntando isso?

- na verdade passei a maior vergonha hoje, esbarrei nele lá na empresa. - falo e ela me olha com os olhos arregalados. - mas no fim ficou tudo bem, só me desculpei e vim embora.

- menos mal. - não entendo por que ela perguntou isso, mas deve ser só preocupação. - você não conhece a cidade e nem as pessoa, por isso me preocupo com você, Olivia. - sabia que era isso.

- eu sei, muito obrigada por isso, madrinha. Agora eu vou lá encima trocar de roupa, depois desço para almoçar e ajudar a senhora a arrumar as coisas.
- falo levantando.

- está bem, filha, desça logo para comer.

Subo os degraus e vou direto para o quarto. Tiro a roupa que está me apertando, visto uma levinha e deito na cama.

Abro minha bolsa e tiro meu celular.

Uma chamada perdida da minha mãe.

Nossa, esqueci completamente que meu celular estava tocando. Depois de esbarrar naquele senhor eu esqueci desse detalhe.

Logo retorno a ligação. Toca algumas vezes e escuto a voz da minha mãe do outro lado da linha.

- onde você estava, filha? Te liguei e você não atendeu.
- ela fala com um tom preocupado.

- fui procurar emprego hoje, mãe, não escutei meu celular tocando na bolsa.
- minto. Não quero deixar minha mãe preocupada por eu ter esbarrado naquele senhor, ela deve conhece-lo assim como minha madrinha, então não vou preocupa-la.

- e como foi? Encontrou alguma coisa?

- ainda não, mas amanhã irei para uma entrevista em uma empresa.
- falo.

- ainda bem que você está seguindo em frente, filha.

- estou sim, pretendo amanhã mesmo ir no médico, quero cuidar da minha gravidez.

- faça isso mesmo minha filha. Agora vou passar para Rodrigo, ele está louco para falar com você.

- até depois mãe, beijos.

- até Liv, beijos.

- Liv?
- escuto a voz do meu irmão, pelo tom de voz me diz que ele está prestes a chorar, também estou, estou com muitas saudades dele.

Converso com Rodrigo até dá a hora dele ir para a escola.

Desço e vou para a cozinha, encontrando minha madrinha e outros moradores daqui.

- demorou, Dolores disse que você só tinha ido trocar de roupa.
- Brena fala, ela está sentada comendo.

- eu estava falando com minha mãe e meu irmão.
- respondo.

- na próxima ligação, deixe-me falar com Ingrid, Olivia, estou com muita saudades da minha amiga.
- minha madrinha fala vindo na minha direção.

- ah, claro madrinha, como não fui lembrar disso antes.
- falo lembrando que elas ainda não se falaram.

- sem problemas, filha, você tem muita coisa na cabeça.
- ela fala sorrindo.

Sorrio e a ajudo a colocar mais comida nas mesas.

- agora sente-se e coma.
- Dolores fala depois de terminarmos de arrumar as mesas.

Sento perto de Brena, que ainda não acabou, e coloco a comida no prato.

- as pessoas tem razão, grávidas comem por dois.
- ela fala olhando para o meu prato e sorri.

- estou tendo muita fome ultimamente.
- falo sorrindo.

- normal, na minha gravidez também foi assim.
- uma senhora com aparecia de uns cinquenta anos fala.

- ainda bem que é normal.
- falo.

- você já foi no médico.
- Brena pergunta.

- ainda não, irei amanhã se tudo der certo.

- eu queria muito ir com você, minha filha. - Dolores fala pegando em meus cabelos. - mas tenho que ficar para fazer comida para essa gente toda.

- não se preocupa madrinha, te contarei todos os detalhes de como foi lá.
- falo.

- qual a sensação de está grávida Olivia? Não me lembro mais.
- a senhora que falou antes volta a falar.

- porque você não lembra mais Fábiola?
- Brena pergunta.

- eu era muito jovem, tinha apenas quatorze anos.
- ela fala com uma tristeza, ela demonstra muito isso no olhar e pelo o jeito deve ter uma grande mágoa do passado.

- a sensação é maravilhosa, Fábiola. Claro, tem os medos, mas garanto a vocês que a sensação de felicidade prevalece.
- respondo.

- você será uma mãe maravilhosa.
- Fábiola fala. - da pra ver isso por o sorriso que você tem no rosto à falar sobre a sua gravidez.

- Espero. Farei de tudo por essa pessoinha que cresce dentro de mim.
- falo enquanto passo a mão na minha barriga.

Todas me olham e sorri.

- agora deixem a Olivia comer, ela precisa comer por...

- por dois, a senhora sempre fala isso.
- Brena interrompe minha madrinha e fala, fazendo todas nós sorrir.

- isso mesmo, coma para ficar forte por esse bebê.
- ela completa.








Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora