Chego em casa e subo direto para o meu quarto.
Faço um coque frouxo no cabelo e vou direto para o banheiro tomar banho.
Depois de terminar, visto uma roupa e vou para o quarto.
Deito na cama e lágrimas começam a rolar no meu rosto. Não sei o que está acontecendo comigo, como fui me apaixonar tão rápido por Aron?
Isso não deveria ter acontecido. Agora estou aqui como uma boba chorando por ele.
Escuto batidas na porta do meu quarto e logo limpo meu rosto por causa das lágrimas.
- sou eu Olivia.
- escuto a voz suave da minha madrinha.
Levanto da cama, abro a porta e a vejo com uma bandeja na mão, onde contém um sanduíche e um copo de leite.
- não precisava ter trazido, madrinha, eu já ia descer para comer.
- falo enquanto ela entra no quarto e fecho a porta.
- pensei que estivesse indisposta. Não foi na cozinha quando chegou como sempre faz.
- senta na cama e eu a acompanho.
- na verdade estou um pouco indisposta.
- pego o sanduíche e dou uma mordida no mesmo.
- está sentindo algum desconforto, tipo cólica? - passa a mão na minha barriga. - não acha melhor irmos para o hospital?
- não madrinha, estou bem. É só um pouco de cansaço, trabalhei um pouco mais hoje. - minto.
- ainda bem que é só isso, minha filha. - dá um sorriso confortante e eu continuo a comer. - mas você parece triste. Estava chorando?
- não! É só o cansaço mesmo.
- sorrio e ela parece se conformar.
Depois de terminar de comer, madrinha sai do meu quarto e me aconselha a dormir.
Faço o que ela aconselhou e acabo adormecendo.
(...)
Acordo com o barulho de uma confusão lá em baixo, pego meu celular e vejo que ainda não amanheceu, na verdade ainda é nove da noite. Logo fico atenta para escutar o que falam lá em baixo.
- já mandei você ir embora daqui!
- escuto a voz da minha madrinha gritar.
- não irei até falar com Olivia.
- essa é a voz de Teodoro? Não pode ser.
Praticamente pulo da cama e depois de calçar minha sandália, saiu do quarto e desço os degraus o mais rápido que posso.
- senhor Goulart? O que aconteceu?
- pergunto depois de chegar próximo a eles e ver que está bastante gente aqui.
- eu preciso conversar com você, Olivia.
- Teodoro diz nervoso.
- você não tem nada para conversar com ela, saia daqui!
- madrinha grita.
- madrinha! Calma, eu trabalho na empresa dele, ele só veio falar alguma coisa de lá.
- olho para madrinha que está encostada em Brena.
- na verdade não é nada sobre a empresa. - Teodoro fala e eu fico sem entender. - só me responda uma coisa, como é o nome da sua mãe?
Como assim? Pra quê ele quer saber o nome da minha mãe?
- não importa! Eu vou chamar a polícia, saia daqui.
- madrinha volta a gritar.
- a senhora vai acabar passando mal, madrinha, se acalme.
- passo a mão nos cabelos dela.
- responda, Olivia.
- Teodoro fala baixo.
Pra quê ele quer saber? Mas é melhor eu falar logo.
- Ingrid.
Teodoro dá um largo sorriso, vem até mim e me abraça.
Eu fico sem entender e apenas permaneço parada, sem reação.
- algo me dizia que era você...
- ele sussurra para mim.
- por favor, me falem o que está acontecendo aqui! Não entendo nada.
- peço me afastando de Teodoro.
- vou te contar toda a verdade, mas é melhor que sente-se.
- ele diz olhando para mim e sorrindo.
- não vou sentar! Quero saber agora.
- digo me exaltando.
- calma filha, pense no seu bebê.
- madrinha diz vindo até mim.
- só quero saber logo essa história.
- vou te contar tudo do começo...
- Teodoro começa.
(...)
- o que eu tenho a ver com essa história toda?
- pergunto confusa depois de escutar o relato de um romance que ele teve com uma mulher.
- essa mulher é sua mãe, Olivia, e o bebê que ela esperava é você!
Meu deus, me diz que isso tudo é mentira!
- isso não pode ser verdade!
- grito.
- isso é verdade sim, minha filha.
- madrinha diz pegando em meus cabelos.
- minha mãe e o senhor... - sussurro. - mas ela perdeu o bebê. - lembro desse detalhe que ele contou na história e me dá uma esperança.
- ela não perdeu! - madrinha diz baixo. Eu e Teodoro olhamos para ela. - mas antes que você me pergunte, Teodoro, só ela poderá dizer toda a verdade. Só estou dizendo isso porquê não tem mais como esconder.
- alguma coisa me dizia que ela não tinha perdido aquele bebê...
- escuto Teodoro falar de longe.
Mas parece que de repente tudo começou a girar e só escuto vozes de longe...
- Olivia...
- escuto a voz da minha madrinha e depois não escuto e nem vejo mais nada.
(...)
Acordo em um quarto todo branco e logo deduzo que seja um quarto de hospital.
Olho para o lado onde tem uma cadeira de plástico e vejo Brena quase caindo da mesma, por está dormindo.
- Brena...
- falo baixo e logo ela levanta e vem até mim.
- como está se sentindo?
- pergunta com o semblante preocupado. Parece que nem estava dormindo, pois está atenta e isso me faz ver toda a preocupação dela.
- como está meu filho?
- não respondo a pergunta dela. Só quero saber como está o meu filho.
- está tudo bem, não precisa se preocupar.
- ela diz e consigo respirar mais aliviada.
- me diz que tudo aquilo que aconteceu na pensão é mentira...
- peço. Mas tenho a certeza que aconteceu sim, infelizmente.
- não pensa nisso agora, Olivia, você passou por um grande choque e acabou desmaiando, o médico disse que precisa descansar.
- ela diz.
Uma lágrima rola em meu rosto e ela logo trata de enxugar.
- e minha madrinha? Onde está?
- pergunto.
- está na recepção, não podia ficar duas pessoas aqui, ela saiu agora a pouco do quarto e eu vim. - responde. - agora só descanse...
Depois dela falar isso... Fecho os meus olhos e só penso no meu filho, durmo pensando nele... me acalmo pensando nele...
VOCÊ ESTÁ LENDO
Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)
Romance#30EmRomance: 21/04/2018 ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ #27EmRomance: 22/04/2018 ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ Olivia vivia uma vida razoavelmente boa, até descobrir que está grávida do seu namorado que sempre a traiu, ser rejeitada pelo mesmo e, em consequência disso, ser expulsa de cas...
