capítulo 29; bônus Aron

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- explica o motivo de você não ter aparecido esses dias na empresa, Aron.
- meu pai pergunta enquanto faço cara de tédio, ele não pode ver mesmo...

- estava indisposto, pai, sem vontade...
- ah, se o motivo fosse esse...

- você precisa voltar para , sabe que preciso de você.

- eu sei...

- então voltará amanhã?
- pergunta com animação em sua voz.

- claro.
- acabo cedendo pois eu gosto de trabalhar .

- sua mãe quer falar com você. - escuto ao fundo a voz da minha mãe pedindo logo o celular. - Abraço filho.

- um abraço pai.
- digo e passa alguns segundos sem ninguém falar.

- filho. - escuto a voz da minha mãe. - venha jantar hoje aqui, você e sua namorada, mandei fazer um jantar especial.

- não estou com vontade, mãe, pode ser outro dia?

- não, Aron, tem que ser hoje! Também chamei os pais de Liz, e eles confirmaram presença. - fala com animação. - vem, filho, faz tempo que você não janta aqui.

- está bem, eu irei.
- acabo cedendo também.

- ótimo. - diz e aposto que deu um pulinho de felicidade. - te esperarei, beijos meu amor.

- Beijo mãe.

Desligo o celular e o jogo para longe de mim no sofá.

Desde que tudo aconteceu eu não voltei para a empresa, depois de saber que Olivia é minha meia irmã.

Meu Deus, por quê tem que ser assim?

Eu gosto dela de verdade e sei que é um grande pecado deseja-la.

Mas eu desejo! E como desejo...

Toda hora eu penso em seu beijo, seu toque, seu cheiro... e sempre a imagino aqui comigo.

Sei que isso é muito errado, mas o que posso fazer? Até um dia desses o que nos empatava a ficar juntos, era Liz e na cabeça de Olivia, o bebê que ela espera.

Mas eu ia resolver tudo com Liz, e ficaria com ela, amaria seu filho como se fosse meu...

Mas agora o que nos empata é sermos meios irmão. Eu pedi muito a Deus para que isso fosse mentira, mas meu pai chegou comprovando toda a história. Foi aí que começou o meu desespero, por saber que nunca mais poderei beija-la.

Escuto a campainha tocar e logo levanto para ver quem é. Célia está de folga, por isso ainda não apareceu aqui para a abrir, mesmo eu dizendo sempre que se estiver em casa, posso fazer isso.

Abro a porta e vejo Liz em pé, com uma das roupas de patricinha que sempre usa. Sempre de salto, mesmo sendo alta, fica case da minha altura. E com um vestido curto e que fica solto em seu corpo.

Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora