capítulo 28

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Chegamos no restaurante e Brena vai comigo até o escritório da dona do restaurante. Espero que ela esteja no local.

Brena dá três batidas na porta e uma voz feminina dá autorização para que entre.

- licença, dona Verônica, eu trouxe uma moça que quer se candidatar a vaga de ajudante de cozinha.
- Brena fala e eu apenas olho para a mulher que está na minha frente.

Ela parece ter em média de quarenta anos, é um pouco acima do peso e veste uma roupa exagerada de perua, com jóias e mais jóias distribuídas pelo pescoço, orelhas, dedos e pulso.

- você não é uma das funcionárias da cozinha? - ela fala olhando para Brena e ela apenas balança a cabeça em concordância. - então o que está fazendo aqui em horário de trabalho?

Ela fala em um tom muito ignorante, e vejo que minha amiga está prestes a bater nela.

- só vim trazer a minha amiga para a vaga...

- pode deixar ela aqui, vou entrevista-la. - interrompe Brena. - agora vá trabalhar.

Brena fuzila a tal Verônica com os olhos e vira as costas.

- boa sorte com a megera.
- ela sussurra no meu ouvido e eu dou uma risadinha baixa.

- sente-se.
- Verônica fala logo após Brena ter saído.

- obrigada.
- sento a sua frente e logo a entrego um currículo.

- Olivia Tavares... - fala meu nome enquanto olha o papel. - você não tem nenhuma experiência como ajudante de cozida. - ela deduz.

- mas eu aprendo muito rápido...

- sabe, eu estou precisando mesmo de uma ajudante de cozinha. Parece que o trabalho todo atrasou depois que a outra funcionaria pediu demissão.

Fico com muita esperança nas palavras dela.

- mas o trabalho é bem puxado, não sei se você aguenta.
- ela diz sem desviar o olha de mim, e tenho certeza que é para me testar.

- aguento sim, para mim não tem problema trabalhar muito.
- falo.

Penso se devo falar sobre eu está grávida...

- você é amiga daquela moça que a trouxe aqui? Brena o nome dela, não é?

- sim, o nome dela é Brena e somos amigas, moramos na mesma pensão.

- entendi... tem certeza que dá conta do trabalho?
- diz olhando para mim com um sorrisinho nos lábios.

- sim, só preciso de uma oportunidade!

- certo! Está contratada só porquê estamos precisando logo de uma funcionária.
- diz e eu me surpreendo.

- muito obrigada, dona Verônica.
- falo com animação.

- faça o seu trabalho direitinho, para não ser demitida.

- claro.

- então vamos acertar tudo sobre seu salário e horário de trabalho... Você pode começar amanhã?

- claro!
- sorrio.

                            (...)

Chego em casa e vou direto para a cozinha para dar a notícia a madrinha.

- que bom que já chegou. - madrinha fala assim que me ver entrar na cozinha. - senta aqui que o seu bolo preferido acabou de sair do forno. - aponta para uma cadeira a seu lado e eu logo sento.

- tenho uma ótima notícia... - falo enquanto preencho um copo de suco. - consegui o emprego. - sorrio.

- eu sabia, minha filha. - dá um beijo na minha bochecha e depois coloca uma fatia de bolo no meu prato. - você falou que está grávida?

- não falei não, fiquei com medo dela não me contratar...

Falo enquanto penso que eu posso ser demitida assim que ela souber.

- não fale por enquanto e se por acaso ela ver sua barriga crescendo depois, diga que engravidou depois de ser contratada.

- farei isso, não tenho escolha. - tomo um pouco do suco. - tenho que trabalhar.

Madrinha sorri e continuamos comendo o bolo.

Subo para o meu quarto depois de terminar de comer. Troco de roupa e deito na cama.

Nesse instante o meu celular toca e eu vejo que é Rebeca, atendo e começamos a conversar.


                          (...)


- então... Como foi com a Verônica? Ela te contratou?
- Brena pergunta enquanto eu ajudo madrinha a preparar o jantar.

- fui contratada.
- falo com animação e dou um abraço nela.

- sabia que conseguiria. - fala animada. - você não falou nada sobre está grávida, não é?

- não... Não falei, espero que não seja despedida depois que ela descobri.

- vamos rezar para que nada aconteça. - fala. - é tanto trabalho, Olivia, as vezes acho que nem vou conseguir fazer tanta coisa. - senta em uma cadeira.

- não é melhor arranjar outro emprego, minha filha?
- madrinha diz enquanto corta verduras.

- emprego não tá fácil, madrinha, o melhor que tenho a fazer é me esforçar para ficar nesse.

- a Olivia tem razão, dona Dolores. E ela é forte, conseguirá dar conta de tudo. - olhamos para madrinha e ela parece em dúvida, mas concorda. - quando começará?

- amanhã! - sorrio. - iremos juntas todos os dias.

- vai ser muito bom ter uma companhia até o trabalho agora...
- se anima.



                          (...)



O dia amanhece e eu levanto da cama depois de ter tido uma noite um pouco melhor.

Pego as minhas coisas, saio do quarto e vou até o final do corredor, onde tem uma pequena fila em frente o banheiro.

Chega a minha vez e quando olho para trás, Brena acaba de chegar.

- dorminhoca.
- falo e ela sorri.

Entro no banheiro e tomo um banho rápido, pois tem algumas pessoas que o querem usar.

Depois de terminar de me arrumar, desço para a cozinha e depois de falar "bom dia" para todos, começo a tomar o meu café da manhã.

- bom dia, gente.
- Brena fala e senta ao meu lado.

- bom dia! Vamos terminar logo, não quero me atrasar.
- sorrio e continuamos a comer.

- Deus abençoe, filha. - madrinha fala depois de me abraçar. - tenha cuidado nesse emprego.

- pode deixar, dona Dolores, vou ficar de olho nessa menina.
- Brena fala enquanto me puxa para irmos logo.

- até mais tarde madrinha.

Saímos de casa e andamos até o ponto de ônibus. Onde depois de esperar alguns minutos, ele vem e vamos para o meu novo emprego.













Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora