capítulo 34; bônus Aron

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Três meses se passaram...

Três meses que eu não tive mais contato com Olivia...

Na verdade eu a vi algumas vezes.

Eu ficava meio que escondido no meu carro e a via sair do local onde ela trabalha. Sempre acompanhada de um homem e uma mulher, os três ficam de braços dados e eu não faço idéia de quem seja o tal homem.
A mulher eu já vejo sempre com Olivia e também mora na pensão.

Quando a barriga de Olivia começou a crescer, foi como se ela ficasse mais linda, mais radiante, cheia de vida...

Ela está maravilhosa. Seu corpo mudou um pouco, a conheci um pouco mais magra, mas com curvas. Agora ela parece ter mais bumbum e os seios parecem maiores.

Simplesmente linda.

Ela sempre está com um largo sorriso no rosto, sorriso lindo que encanta qualquer um que vê de longe.

Não sei se ela pensa em mim, realmente não sei, mas eu não consigo tira-la da cabeça. Não consigo.

Quanto mais com o meu pai falando sempre dela. Ele quer muito se aproximar de Olivia, mas ela não permite isso. Eu a entendo, deve ser muito difícil só conhecer o pai depois de dezoito anos.

Ela pediu um tempo ao meu pai, e assim ele fez, não tentou a aproximação, mas sempre, assim como eu, a vê de longe.

Minha mãe está simplesmente uma fera esses dias depois que soube da existência de Olivia, eu também entendo ela, ela no caso foi traída, mas meu pai estava apaixonado, por isso não jugo.

Acho que o relacionamento dos meus pais já acabou faz tempo, mas minha mãe ainda bate na mesma tecla, não quer deixar, de jeito nenhum o meu pai. Ele não a ama, isso dá para ver. Ela também parece não ama-lo.

A companhia do meu apartamento toca, e eu sou obrigado a sair dos meu pensamentos para ir abri a porta.

- pode deixar que eu vejo quem está na porta, Aron.
- Célia se aproxima de mim.

- não precisa, já estou indo.
- ela sorri e volta para a cozinha.

Abro a porta e vejo a minha mãe, Liz e a mãe dela.

- amor...
- Liz logo me abraça.

- entrem.
- falo fazendo com que Liz se afaste de mim para eu poder cumprimentar as outras duas mulheres.

- mande a emprega trazer alguma bebida para nós, Aron.
- minha mãe diz enquanto senta no sofá junto das outras.

- a senhora não quis dizer, "peça para a Célia trazer alguma bebida"?

- tanto faz.
- ela fala de um jeito que não está nem aí mesmo.

Caminho até a cozinha ao invés de gritar por Célia.

- você pode fazer algum suco para a minha mãe, Liz e a mãe dela?
- falo para Célia que está guardando alguma coisa na geladeira.

- claro, daqui a pouco levo.

- obrigado.

Volto para a sala e vejo as três com revistas na mão.

- para quê tanta revista?
- pergunto enquanto sento no sofá.

- estamos vendo coisas do casamento.
- a mãe de Liz fala enquanto vira a página da revista.

Há três meses quando eu tive a maravilhosa idéia de pedi Liz em casamento, que elas não param de me perturbar.

É sempre o mesmo papo de: temos que ver o vestido e o terno; madrinhas, padrinhos...

Sempre a mesma chatice e eu já estou cansado de dizer que não quero nada grande, aliás, eu já deixei bem claro que não quero casar na igreja.

Isso deu uma grande polêmica entre todos, e ainda dá. Mas eu simplesmente não quero casar com Liz na igreja!

- seria tão lindo o casamento na igreja. - minha mãe fala enquanto imagina alguma coisa. - é o dia mais especial na vida de uma mulher, Aron, Liz merece casar na igreja.

- concordo com você Mirella, sempre foi o nosso sonho ver a minha filha casando.
- Maitê diz.

- não tem como mudar de idéia, amor? - Liz faz uma voz manhosa. - eu quero muito.

- já disse que não! Iremos nos casar no civil e pronto.
- falo sem me importar se fui grosso ou não.

Nesse momento Célia entra na sala com uma bandeira em mãos. Coloca na mesa de centro e preenche cada copo com o suco que está na jarra.

- espero que não tenha tanta açúcar.
- Liz comenta enquanto pega um copo.

Eu apenas finjo não ter escutado.

- obrigado Célia! Pode preparar aquele bolo de baunilha que só você sabe fazer?

- sim, claro. Já vou preparar.
- ela diz com um largo sorriso e logo após se retira da sala.

- pensei que os meus bolos fossem os melhores.
- minha mãe finge está ofendida.

- a senhora nunca fez bolo algum, sempre foi as funcionárias da casa.

- nunca tive habilidades na cozinha.
- ela diz com o nariz empinado.

- ainda bem que iremos ter empregada, não sou boa na cozinha, assim como a minha sogra.

- era bom se não tivéssemos, não é Liz? Você iria ter que fazer tudo.
- falo e as três abrem a boca em espanto.

- minha filha não pode fazer essas coisas domésticas.

- ela pode fazer sim, Maitê. - falo quase perdendo a paciência. - mas é melhor mudarmos de assunto, o que vocês vieram fazer aqui mesmo?

Elas se olham e depois olham para mim.

- queríamos te convencer de que o melhor era, também, casarmos na igreja.
- Liz fala vindo até mim e sentando no meu colo.

- já viram que não vão me convencer.
- falo.

- mas mesmo assim, viemos também mostrar algumas decorações de festas...

- vocês três farão o melhor trabalho. - interrompo a minha mãe. - não importa a minha opinião.

- amor, eu tô correndo como uma louca para termos o melhor dia, não é fácil organizar uma festa em tão pouco tempo... - Liz faz cara de choro. - falta poucos meses para nos casar.

- me desculpe, Liz, mas eu nem queria festa nem nada, vocês que inventaram isso tudo. E também ainda tem um bom tempo para arrumar tudo.

- Aron tem razão, Liz, homem só atrapalha nesses momentos. - minha mãe vem até nós e pega nos cabelos de Liz. - ele só irá escolher a roupa e pronto.

- pronto! Todas satisfeitas?
- pergunto com ironia e todas balançam a cabeça em concordância.










Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora