capítulo 44

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Dias se passam e eu já estou no sexto mês de gestação.

A ansiedade só aumenta, pois falta apenas três meses para eu ter a minha princesa em meus braços.

Essas últimas semanas foi tudo bem normal, tirando o fato de Aron e a namorada ainda atormentarem os meus pensamento... Quando Teodoro veio me deixar em casa no dia do almoço, ele pediu o número do meu celular, desde então, me liga algumas vezes, para conversarmos, perguntar como eu e minha filha estamos.

No mesmo dia que fui almoçar na casa dele, liguei para a minha mãe contando que tinha ido, ela não concordou no início, mas depois aceitou, pois como ela disse, Teodoro é o meu pai. Eu omiti a parte em que Mirela falou para eu não fazer parte da vida deles, minha mãe já tem muita raiva dessa mulher, não quero que ela tenha mais um motivo.


Chego da minha consulta de pré-natal e caminho até a cozinha para falar com madrinha e comer alguma coisa.

A vejo de costas para a porta, na pia, cortando alguns legumes.

- não acha que trabalha demais e que deveria descansar?
- falo depois de ela notar a minha presença.

- como foi na médica?
- ela pergunta ignorando totalmente a minha pergunta.

Vem até mim e dá um beijo na minha testa.

- está tudo bem com a bebê. - falo. - mas é sério madrinha, a senhora deveria descansar.

- se eu parar de fazer o que faço, acabarei morrendo. - ela ri e eu balanço a cabeça em negação. - preparei uma torta de frango, quer prova-la? - muda de assunto.

- vou aceitar sim, estou com bastante fome.

Com um sorriso enorme, ela vai até o forno e tira uma travessa. Coloca na mesa e sai para buscar pratos e talheres, depois volta e coloca tudo na mesa.

Madrinha parte duas fatias generosas da torta e coloca uma em cada prato.

Começo a comer e sinto o gosto maravilhoso.

- está maravilhosa, madrinha.
- falo com a boca cheia e ela sorri.

Logo após levanta da cadeira e vai até a geladeira, trazendo de lá uma jarra de suco, eu levanto e pego dois copos.

Preencho os dois copos com o suco e depois continuamos a comer.

     
                           (...)

- eu já falei para fazer isso direito, Olivia.
- uma das cozinheiras grita comigo, por que diz que eu não cortei as verduras de um jeito correto.

- eu cortei como sempre faço, e é de um jeito que todos fazem também.
- falo.

Ela balança a cabeça para os lados enquanto todos param os afazeres para nos olhar.

- o que está acontecendo aqui? Vim ver como andava as coisa por aqui e vejo todos parados!
- Verônica -a minha patroa- grita fazendo todos voltarem aos seus afazeres.

- essa menina passa dos limites, dona verônica.
- a cozinheira fala.

- o que ela fez?
- verônica pergunta olhando para mim.

- não faz nada direito, nem verdura ela sabe cortar.

- ela faz muitas coisas erradas mesmo, assim como outras funcionárias.
- outra cozinheira fala.

- olhem só! - Verônica grita e todos param e olham para ela. - quero que façam seus trabalhos direito, tem muita gente lá fora querendo trabalhar. Então cuidem dos seus empregos!

Olha para mim.

- e você, Olivia, eu já faço muito por você te deixando vir trabalhar só no período da tarde uma vez por mês, então agradeça e faça seu trabalho direito! Entendeu?

Balanço a cabeça em concordância e ela sai da cozinha, depois de gritar para todos voltarem ao trabalho.

Todos voltam a o que estavam fazendo e Brena vem até mim para dizer o quanto essas cozinheiras e a patroa são mal amadas.

Eu rio baixo com o seu comentário e continuo o meu trabalho.

Finalmente o expediente acaba e vamos para casa no ônibus.


- que mulheres mais insuportáveis.
- Brena fala no meu quarto quando já estamos deitadas para dormir.

Hoje ela resolveu dormir no meu quarto para conversarmos e fazer uma "festa" do pijama.

- nem me fala, elas têm uma implicância comigo. - rio. - não, elas têm implicância com todos.

Pego um pouco de pipoca na tigela.

- isso mesmo, aquelas ali não tem coração. - Brena gargalha. - e a cobra da Verônica? Aquela mulher me dá enjôo.

- mas temos que agradecer por nossos trabalhos, só assim posso comprar as coisas da minha filha.

- falando nisso, você ainda não escolheu o nome?
- Brena pergunta passado a mão na minha barriga, esperando para sentir a minha menina chutar.

E ela faz exatamente o que Brena queria, fazendo nós duas rir.

- é tão difícil escolher um nome.
- falo a verdade. - mas acho que já tenho uma idéia de qual nome colocar.

- me conta.
- ela fala eufórica.

- quando eu tiver certeza eu falo. - Brena faz uma carinha triste e eu rio com isso. - ainda falta bastante tempo para ela nascer.

- só falta três meses, e eu não vejo a hora de ver o rostinho dela.

- também não vejo a hora, a ansiedade só aumenta a cada dia.
- falo enquanto acaricio a minha barriga.

- porquê as mocinhas ainda estão acordadas?
- madrinha pergunta enquanto nos espia por a porta entreaberta.

- estamos conversando sobre a nossa princesinha.
- Brena diz e madrinha entra no quarto, sentando em uma cadeira próximo a nós.

- vocês lembram tanto, eu e Ingrid. - ela sorri. - ficávamos desse jeito, imaginando como seria o bebê de Ingrid, que no caso só descobriu que era uma menina no dia do nascimento.

- deve ter sido mais ansiedade.
- falo.

- sim, porque tinha a dúvida de saber qual o sexo, compramos tudo em branco, amarelo e vermelho. Tudo para que ou uma menina ou menino pudessem usar.

Madrinha suspira e depois volta a falar.

- mas Ingrid tinha certeza que seria uma menina, ela já sabia como você se chamaria, então só se referia a barriga como Olivia. - madrinha ri com as lembranças e Brena e eu a observamos. - foi um tempo tão bom, e agora vendo vocês  duas, me dá muita saudades.

- oh, madrinha... - levanto e vou até ela, abraçando-a em seguida. Brena faz o mesmo. - é muito difícil separar de quem amamos, mas acredito que minha mãe ainda voltará para ficar aqui com a senhora, pois eu prometi que tiraria ela e meu irmão daquela casa.

Vejo madrinha secar algumas lágrimas que caíram.

- por enquanto estamos aqui, Dolores.
- Brena diz e madrinha nos abraça mais apertado.

- vocês são as duas filhas que eu nunca pude ter...
- ela deixa escapar.

Eu e Brena nos olhamos, mas não questionamos as suas palavras.









Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora