capítulo 18; bônus Aron

16.4K 1.2K 75
                                        

Olivia já está trabalhando como secretária há uma semana, e eu já a admiro muito.

Como ela disse... nunca trabalhou como secretária, mas faz as coisas com tanto cuidado e carinho que as vezes até me surpreende.

Falando nisso, tenho que agradecer ao meu pai por te-la deixado como minha secretária. Nem sei porquê ele mudou de idéia, mas agradeço por isso.

Olivia me tratou friamente a semana toda, eu sei que temos que nos tratar assim! Mas, não sei explicar... eu só queria ficar perto dela.

- amor? Ainda está ?
- escuto a voz de Liz, e lembro que estamos nos falando pelo celular.

- estou aqui.

- então... estava dizendo que estou indo para seu apartamento.
- fala manhosa.

- e é como eu te disse, estou pronto para dormir e acordo bem cedo amanhã.

- não me dispensa, Aron!

- não estou te dispensando, apenas estou cansado e preciso dormir.
- falo uma verdade, estou bem cansado.

- então podemos nos ver amanhã? Como é sexta-feira a gente vai em alguma balada.
- fala se animando.

- claro! Agora vou desligar, tenha uma boa noite.

- durma bem, amor.

A ligação acaba e jogo meu celular na minha cama.
Vou até a cozinha e bebo um copo de água.

Volto para o quarto, deito na cama e acabo adormecendo.

                            (...)

- bom dia, Célia.

- bom dia, Aron! Fiz o bolo de baunilha que você gosta.
- sorri.

- você é um anjo, Célia. - Beijo a bochecha dela. - quero comer o bolo todo.

Ela sorri e eu me sirvo com uma fatia do bolo maravilhoso que só Célia sabe fazer.

Acabo de tomar meu café da manhã, e depois de me despedi de Célia, desço para o estacionamento.

Sigo direto para a empresa.

O dia se passa normalmente, já é de tarde, e chega a hora da reunião com os acionistas.

- vamos para a reunião.
- falo para Olivia que está em sua mesa anotando alguma coisa em alguns papéis.

- vamos.
- escuto sua voz doce e no mesmo instante ela levanta da cadeira e me segue.

                            (...)

A reunião acaba e vejo todos saírem, mas quando Olivia vai sair da sala, Leonel faz com que ela pare.

Não escuto o que falam, mas vejo Olivia sair de perto dele com pressa.

Conheço muito bem Leonel. Ele trabalha há alguns anos na empresa e é o pai da minha namorada.

Leonel tem fama de conquistar as moças que trabalham para ele como secretária. Isso Liz e sua mãe, Maitê, não ver. Para elas, Leonel é um santo.

Depois que vou para a minha sala, ligo para Olivia vir até mim. Queria saber o que Leonel conversou com ela.

Ela disse que foi só uma pergunta sobre o trabalho, mas alguma coisa me diz que não foi só isso.

Depois disso, começo a me aproximar dela e ela se afasta.

- não precisa ter medo de mim...

- não é medo, Aron, é só que... Você é meu chefe e também tem namorada.
- fala tudo de uma vez e por sua cara tenho certeza que se arrependeu.

Agora tenho a certeza, ela não se aproxima de mim por causa de Liz.

- então é por isso que me trata tão friamente?

- é como te disse... só quero fazer o meu trabalho, eu preciso muito disso. Tenho que criar meu filho sozinha.
- fala calmamente.

- então você é sozinha?
- pergunto realmente surpreso.

- não terei a ajuda do pai do meu bebê.
- fala simplesmente.

- porquê?

- não acho que esse seja um assunto que você queira saber.

- na verdade eu quero sim.
- sorrio.

Então ela resolve falar que o namorado a abandonou depois que soube da gravidez.

E eu tenho a certeza que esse ser é desprezível.

Depois dessa breve conversa, eu a chamo para leva-la para casa, mas ela não aceita. Insisto, mas é em vão.

E assim ela desce pelo elevador depois de sair da minha sala.

Depois de pegar o meu carro no estacionamento... Dirijo pela rua.

Até que vejo Olivia em um banco a espera do ônibus. Por causa da chuva, tenho um pouco de dificuldade para ver, mais tenho certeza que se trata dela.

Saio do carro e sem me importar como vou ficar, todo molhado por causa da chuva, vou até ela.

E, finalmente, ela aceita minha carona.

- desculpa por está molhando o seu carro.
- ela fala enquanto dirijo depois de ela me passar seu endereço.

- não tem problema, Olivia. - sorrio. - você é muito teimosa, sabia?

- um pouquinho.
- fala se segurando para não ri.

- você quis dizer muito?
- olho para ela.

- tá, sou muito teimosa.
- admite.

- pelo menos admite.
- ri.

Depois de conversarmos mais um pouco, dirijo até a casa dela.

Depois de me agradecer pela carona, sai do carro e corre para a porta de sua casa.

Decide logo, Aron...

Sai logo desse carro e vai falar com ela!

- Olivia!
- grito seu nome por cima da chuva.

Dou alguns passos e ela volta de encontro a mim.

Ficando assim, os dois na chuva.

- não consigo tirar você dá cabeça dês da primeira vez que te vi.
- falo baixo.

- confesso que também não tirei você dá cabeça.
- ela diz e eu tenho a certeza do que fazer agora.

Estamos tão perto um do outro. Mesmo com a chuva consigo ver sua beleza... Ela está toda molhada, mesmo assim eu consigo ver como é linda.

Estamos sincronizados pelo olhar.

Me aproximo um pouco mais de Olivia e a beijo.

Um beijo doce assim como ela é. Transmito carinho no meu beijo, mas também tem muito desejo.

Aproximo mais nossos corpos pegando em sua cintura, com isso ela pega na minha nuca e aprofundamos o beijo.

Até que nos afastamos, mas sem desviar o olhar. E ainda estamos bem perto um do outro.

- eu preciso entrar.
- Olivia fala se afastando de mim e correndo até a porta de sua casa.

Quando chega na porta, fica alguns segundos me olhando, até que abre a porta, entra e eu não a vejo mais.

Mas mesmo estando nessa chuva... Estou muito feliz, não consigo descrever a felicidade que sinto.

E estou sorrindo como um bobo aqui... No meio da rua e na chuva!












Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora