capítulo 02

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Depois de me despedir de Rebeca, vou direto para a casa de Tomás.

Espero que ele esteja em casa, não nos falamos mais direito, ele diz que eu o evito, e realmente, esses dias estou o evitando mesmo.

Chego na frente da casa, me aproximo da porta, respiro fundo e toco a campainha.

Segundos depois Beatriz, mãe de Tomás, abre a porta e quando me ver abre um grande sorriso.

- Olivia, quanto tempo, minha linda. - ela fala. - entra.

- tudo bem, Beatriz? O Tomás está em casa. - falo tentando retribuir o sorriso e entro na casa.

- Tudo bem comigo, o Tomás está no quarto. - ela responde.  - você não parece está bem, está um pouco pálida. - ela fala tocando o meu rosto.

- eu estou bem, deve ser porquê não comi direito. - falo uma meia verdade.

- então vamos para a cozinha, parece que eu estava adivinhando que você vinha, fiz aquele bolo de chocolate que você adora.

- vou conversar com o Tomás primeiro, depois venho comer uma fatia do bolo, seu bolo sempre foi o melhor. - o bolo da minha sogra sempre foi o melhor mesmo.

- obrigada pelo elogio, minha linda, depois venham comer o bolo. - ela fala sorrindo.

Vou para o quarto de Tomás, assim como Beatriz falou.
Dou três batidinhas na porta e escuto um "entra".

Passo pela a porta e vejo Tomás deitado na cama assistindo televisão.

- meu amor, que saudades. - Tomás fala levantando da cama assim que me ver.

- precisamos conversar. - falo seria.

- claro, mas só depois de matarmos a saudade. - ele fala me abraçando e beijando o meu pescoço.

- é sério, Tomás. - falo o empurrando.

- tá bom, Olivia, fala.
- ele diz, sentando na cama chateado.

Sento também na cama.
Abro minha bolsa e pego o papel do exame.

Ele olha para as minha mãos sem entender nada, respiro fundo e decido falar.

- eu estou gravida. - falo de uma vez, sem rodeios.

Ele passa alguns segundos olhando para mim com cara de assustado, até que decide pegar o papel. Depois de ler o exame ele joga-o para mim e levanta da cama.

- isso não pode ser verdade.
- ele fala com raiva, andando de um lado para o outro e com as mãos na cabeça. - usamos camisinha, Olivia, esse filho não pode ser meu.

- o quê? - falo com a boca aberta, não acredito que ele duvida de mim. - sei que usamos caminha, não sei o que aconteceu, mas o fato é que estou gravida.

- claro, você está grávida de outro e veio jogar a culpa para mim. - ele grita.

- não me ofenda, Tomás.
- grito também, apontando o dedo na cara dele. - você sabe que eu era virgem, só tive uma relação na minha vida, e foi com você.

- quer saber, eu te traí esse tempo todo.

Como assim? Do que ele está falando?

- lembra a primeira vez que te pedi para transar, que você me negou? - ele não espera minha resposta e continua falando. -  Então, naquele dia, quando saí da sua casa, fui em uma balada e peguei várias meninas, depois daquele dia sempre te traí. Não sei como você foi tão idiota de acreditar em mim esse tempo todo. Você acha mesmo que eu ia esperar quase três anos? Três anos, Olivia.

Olho chocada para ele.

- Até que você resolveu transar comigo, finalmente a princesinha resolveu perder a virginda...

- não acredito que você fez isso comigo. - o interrompo chorando. - porquê você ficou comigo esse tempo todo?

- você sempre foi a menina linda, doce e que todos os meus amigos tinham inveja, como dizem por aí, você era a mulher de casa, nunca que eu ia me contentar só com você. - ele joga tudo na minha cara como se tivesse contando a coisa mais simples do mundo.

- eu não acredito nisso...
- falo realmente sem acreditar que isso está acontecendo.

- sai da minha casa, Olivia.
- ele fala de costas para mim.

- o quê? Não faz isso comigo Tomás, eu estou gravida de você.
- falo com desespero, ele não pode me abandonar...

- nunca me procure, eu estou te avisando, vai ser melhor para você e pra essa criança aí.
- ele fala apontando para a minha barriga com desprezo.

- você não pode me abandonar!

- SAI.
- ele grita, eu acabo me assustando e permanecendo parada no lugar.

Ele vem até mim, pega no meu braço e praticamente me arrasta para fora do quarto.

Fecha a porta na minha cara!

Fico parada alguns segundos no lugar e depois saio praticamente correndo.

- Olivia, escutei gritos no quarto do Tomás, o que acon...

Não deixo Beatriz terminar de falar e nem respondo, saio da casa batendo a porta atrás de mim.

Ando pela rua e penso o que eu vou fazer agora. Meu Deus, o que eu vou fazer sem o pai dessa criança para me ajudar.

Chego na minha casa, abro a porta e entro encontrando todos no sofá.

- aonde você estava, Olivia? Saiu cedo sem dizer para onde ia e não levou celular. - minha mãe fala nervosa levantando do sofá.

- eu sempre disse para não dá tanta liberdade a essa menina, mas você nunca me escutou.
- meu padrasto fala com cara de poucos amigos.

- eu preciso conversar com a senhora, mãe. - falo sentando no sofá.

- fale. - minha mãe fala se acalmando e sentando.

- eu estou gravida. - falo de uma vez, antes que perca a coragem.

- o quê? - minha mãe fala sem expressão no rosto.

Meu padrasto está sério, olhando para mim. Meu irmão está normal, nem sei se ele entendeu o que eu disse.

- como isso foi acontecer, minha filha? Você já falou para o Tomás? - minha mãe fala.

- já contei, ele não aceitou a gravidez, me colocou para fora da casa dele. - falo de cabeça baixa, não posso mentir, foi isso o que aconteceu.

- eu sabia que isso ia acabar acontecendo. - Joel fala com raiva. - pode arrumar suas coisas e ir embora da minha casa.

Ele fala a última parte e eu não me surpreendo, ele sempre me odiou. O motivo? Eu não sei.

- como assim, Joel, você não pode colocar a minha filha para fora de casa. - minha mãe fala nervosa.

- como você disse, ela é sua filha, criei essa menina desde os sete anos, Ingrid, não vou ter responsabilidade com o filho dela.

- por favor, não faça isso.
- minha mãe fala derramando uma lágrima.

- calma, mãe. - falo tentando acalma-la. - tá tudo bem. - falo e vejo minha mãe entrar em desespero.

- você não tem para onde ir, Olivia. - ela fala.

- eu vou me virar. - falo, depois olho para Joel. - só me deixa dormir essa noite na sua casa, amanhã mesmo eu vou embora.
- falo destacando "sua casa".

- tanto faz. - ele diz e sai da sala.

- então eu vou ganhar um sobrinho. - Rodrigo fala. - a irmã de um amigo meu tem um filho e ele disse que é seu sobrinho.

- isso mesmo, você vai ganhar um sobrinho. - falo sorrindo para o meu irmão.  - agora eu vou tomar banho.

- depois conversamos, filha.
- minha mãe fala segurando minha mão.

- claro, mãe.








Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora