capítulo 05

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Acordo com o barulho de vozes lá em baixo.

Levanto da cama, vou até o banheiro e lavo meu rosto. Desço os degraus e vou direito para a cozinha, encontrando várias pessoas conversando.

Logo Dolores me ver e chama a atenção de todos para falar.

- era essa a menina que chegou para morar conosco, minha afilhada Olivia. - Dolores fala para um grupo de homens e mulheres, acho que tem umas dez pessoas, estão separados em duas mesas.

- prazer. - falo com um meio sorriso e recebo muitos em troca.

- venha, Olivia, senti-se aqui nessa mesa, vou servir o almoço.
- Dolores fala apontando para uma mesa onde tem três mulheres e um homem.

- eu ajudo a senhora, madrinha.
- falo e vejo o sorriso de Dolores engrandecer.

- você ainda está cansada, minha linda, então sente-se para comer.
- ela fala gentil.

Puxo uma cadeira e sento, ao lado de uma menina que parece ter vinte anos no máximo.

- Oi, me chamo Brena.
- a jovem fala muito gentil. - esse é o Hugo. - ela fala apontando para um homem que deve ter no máximo trinta anos e que sorri para mim. - essa é, Kelly. - aponta para uma mulher que parece ter mais de trinta anos e que parece não ter gostado muito de mim, pois não esboça nenhuma expressão. - e essa é, Janice, fala sobre uma jovem que me parece ter vinte e poucos anos.

- muito prazer. - falo sorrindo.

- porquê você veio para essa cidade, Olivia, Dolores falou que foi problemas com a sua família.
- Hugo me pergunta.

- isso mesmo, problemas familiares, família é sempre difícil de lidar. - respondo.

- com certeza, também mudei para essa cidade por causa desses problemas, mas acho que diferente de você, minha mãe era uma pessoa má, que só estava interessada no meu dinheiro quando trabalhava. - Brena fala e eu vejo uma tristeza enorme no seu olhar.

- que triste Brena. - falo pegando em sua mão e ela retribui com um sorriso.

- agora vamos todos comer.
- Dolores termina de colocar a comida na mesa com a ajuda de outra mulher.

A comida está deliciosa, minha mãe conheceu Dolores quando ia fazer um jantar em uma mansão, não esperava menos da sua comida, é tão boa quanto a da minha mãe.

Depois de comer, muitos saíram para trabalhar, ficou apenas Brena, Hugo e outra mulher, que foi deitar um pouco, disseram que só trabalham daqui à uma hora.

- quantos anos você tem, Olivia?
- Hugo pergunta, estamos todos sentados no sofá assistindo um filme.

- dezoito e vocês?
- tiro a atenção um pouco da televisão para fita-los.

- eu tenho vinte.
- Brena responde.

- e eu vinte e oito. - Hugo diz. - pareço muito velho para morar em uma pensão né, mas daqui à poucos dias sairei daqui, vou conseguir o meu próprio apartamento. - ele fala.

- espero que consiga, também desejo muito ter o meu, assim poderei morar com o meu filho.
- falo.

- como assim? Você tem um filho?
- Brena fala, pelo visto minha madrinha não contou sobre a gravidez.

- na verdade estou gravida.
- falo e os dois olham para minha barriga. - estou de poucas semanas. - logo trato de explicar.

- você tem marido ou namorado.
- Hugo pergunta.

Eu não me sinto constrangida e nem com vergonha de dizer que vou ser mãe solteira, quem devia se envergonhar era Tomás, foi ele que me abandonou.

- serei mãe solteira, criarei o meu bebê sozinha.
- falo e sinto um grande orgulho de mim por esta seguindo em frente.

- você conseguirá, Olivia, tudo dará certo.
- Brena fala segurando nas minhas mãos.

- qualquer coisa, estamos aqui, vamos ajudar você.

- obrigada gente, conheci vocês hoje e já sinto uma simpatia enorme.
- falo a verdade.

- agora temos que ir, Hugo, se não chegaremos atrasados.

Me despeço dos dois e vou para o meu quarto.

Pego o meu celular e disco o número da minha mãe, depois de três toques ela atende.

- alô?
- escuto a voz de minha mãe.

- Oi, mãe, liguei para dizer que cheguei bem, não liguei antes porquê fui descansar.

- minha filha, como você está? O endereço de Dolores era o mesmo? Ela te acolheu bem?
- minha mãe faz várias perguntas e eu sei que está nervosa.

- é o mesmo endereço, minha madrinha me recebeu muito bem e eu estou bem, como está tudo por ?

- graças a Deus deu certo, por aqui está igual, Rodrigo ficará triste quando souber que não falou com você.

- ligarei depois para falar com ele. Agora vou desligar, ligarei para Rebeca e depois vou descansar. Pretendo ir procurar emprego amanhã.

- está bem, filha, qualquer coisa me liga e se cuida. Deus te abençoe.

- amém. Se cuida também.

Termino a ligação e logo após disco o número de Rebeca.

- amiga, como você está?
- ela atende nervosa, como sempre.

- calma, Rebeca, estou bem.

- estou com tantas saudades, como está tudo por , deu tudo certo?
- ela fala se acalmando.

- estou com muitas saudades também, deu tudo certo sim, estou na casa da minha madrinha e pretendo ir procurar emprego. Como está tudo por ?

- tudo muito chato sem você, está se cuidando direitinho?

- estou sim, quero ir logo em um médico também.

- queria tanto está com você, acompanhar essa gravidez.

- pena que tem que ser assim, mas como eu disse, nos falaremos sempre. Agora me diz, você viu o Tomás ou alguém da família dele?

- Tomás passou por aqui ontem a noite com os amigos, me viu, olhou e não falou nada, também fiquei na minha.

- melhor assim, vida que segue.

- vida que segue. Agora vou desligar, Liv, minha mãe está chamando para cuidar do meu irmão, depois nos falamos.

- certo, amiga, até depois.

- Beijos.

- Beijos.

Depois de encerar a ligação, vou desfazer as minhas malas para arrumar no armário. É um armário pequeno, perfeito para as minhas roupas que são poucas.

Depois desço para ajudar minha madrinha com o jantar, tomo banho, todos chegam, agora tem mais gente que antes.

Todos jantamos e vou dormir cedo, amanhã sairei para procurar trabalho.









Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora