capítulo 38

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- como assim, você vai para a casa de Teodoro?
- Brena grita, fazendo eu e madrinha nos assustar.

Estamos as três no meu quarto e acabei de contar tudo o que conversei com Teodoro.

- fala baixo menina.
- madrinha repreende Brena.

- foi mal, Dolores. - ela dá uma risadinha baixa. - e se Aron estiver lá? - ela faz a pergunta direcionada a mim.

- não sei... - sinceramente, não sei. - vamos torcer para ele não aparecer lá com a noiva.

- pior de tudo é a mulher de Teodoro, aquela mulher é uma cobra.

- eu até pensei em não aceitar. Mas que culpa ele tem por não ter convivido comigo? Na verdade ninguém tem culpa... Mas confesso que estou um pouco preocupada com isso tudo, de como será lá.

- com certeza, será bem difícil para você, filha, mas você vai enfrentar tudo.

- isso mesmo, Dolores está certa. - Brena sorri. - não abaixe a cabeça para ninguém.

Balanço a cabeça concordando.

- sabe o que estou querendo agora?
- falo e as duas me olham atentamente.

- bolo de chocolate.
- falo e elas sorriem.

- é um desejo de grávida?
- Brena pergunta.

- é só vontade mesmo, acho que não é desejo.

- então se não é desejo, não farei seu bolo.

- não, madrinha! Na verdade é desejo sim!

Elas duas dão gargalhadas altas por causa do meu desespero a falar que estou desejando.

- irei fazer mesmo assim, as minhas meninas merecem bolo de chocolate hoje.
- ela diz.

Eu e Brena levantamos da cama e a abraçamos.

                            (...)

- dá para ser mais rápida ao esfregar esse chão, Olivia?
- uma das cozinheiras quase grita.

- estou fazendo o possível. - tento falar calma. - e já estou terminando.

- não acho que já esteja terminando, olha só como esse chão ainda está sujo.

O chão não está sujo, ela só quer me fazer mais trabalho.

- eu posso limpar no lugar dela.
- Brena vem até mim.

- então ande logo! E, Olivia, vá lavar aquela louça.

Sussurro um "obrigada" para Brena e ela responde com um  sorriso.

Vou até a pia e começo a fazer o que ela mandou...

No fim do dia estamos cansadas, mas felizes por mais um dia de trabalho feito.

- estou morta!
- Brena diz segurando no ombro do namorado.

- hoje nos fizeram trabalhar como escravas.
- falo.

- tinha mais gente no restaurante, não parei um só minuto também.
- Samuel diz.

- seria bom você ir lá para a pensão, Sam, assisti um filminho com a agente, comer pipoca...
- Brena diz para o namorado enquanto eu ando na frente deles.

- melhor deixar para o final de semana, assim eu poderei dormir lá. O que você acha?

- acho uma ótima idéia.
- escuto ela rindo e logo após quando olho para trás, estão se beijando.

Sorrio do casal apaixonado e olho novamente para frente, vendo o babaca do Paulo, que surgiu de repente.

- Oi Livia.
- ele diz com um sorriso cafajeste no rosto.

- Olivia.
- corrijo-o.

Como ele esqueceu o meu nome tão rápido? Ah, lembrei, ele é um babaca.

- ah, foi mal, não gravo nomes.
- ri. - Samuel... - vai até Samuel e eles apertam as mãos.

Enquanto isso Brena vem até mim e fica do meu lado.

- juro que não sabia que ele apareceria por aqui.
- ela sussurra no meu ouvido.

- fica tranquila.
- sussurro para ela.

- então meninas, vamos sair para comer alguma coisa?
- Paulo fala vindo em nossa direção.

- vamos deixar uma coisa bem clara? - faço a pergunta direcionada a Paulo. - não sairei com você!

- o que é isso, gatinha... - se aproxima de mim. - não faz jogo duro, olha só para você...

- como assim, "olha só para você"?
- destaco a frase que ele falou.

- está grávida e sem o pai da criança, então deve ter transado com vários, só serei mais um.

O quê? Não acredito que ele falou isso!

- ei cara, não fala assim da Olivia!
- Samuel diz de um jeito calmo.

- é isso mesmo, você não sabe nada da minha amiga!
- Brena praticamente grita.

- o que foi gente? Só falei a verdade, essa aí nem deve saber quem é o pai da criança que está esperando.

- olha aqui... - aponto o dedo na cara de Paulo. - você não sabe nada da minha vida, então primeiro pense bem nas palavras que vai falar.

- vocês me colocaram em uma roubada. - fala direcionado à Brena e Samuel. - achei que teria um sexo fácil.

Que vontade de bater nesse homem!

- eu nunca, NUNCA! - grito a palavra "nunca" - ficaria com alguém igual você! Você é sujo, é nojento. Como pode falar de uma mulher assim? - começo a me alterar. - quero que engula todas as palavras que falou e morra engasgado. Homens como você, não devia existir.

- calma, Olivia, não se altere.
- Brena pega na minha mão.

- por favor, Paulo, não procure mais Olivia. Nunca pensei que seria assim, aliás, não procure mais nenhum de nós três, não posso ser amigo de alguém assim.

Samuel diz e Paulo apenas solta uma gargalhada.

- também pegaria a sua namorada, ela até que é gostosinha...

Samuel fecha o punho para bater em Paulo, mas Brena o impede.

- não vale a pena, Samuel, vamos embora, você não pode sujar suas mãos com esse aí!
- digo.

- não procure nunca mais a minha namorada e minha amiga, se não eu quebro a sua cara.
- Samuel grita.

- claro, um magricela desses, vai quebrar a minha cara.
- Paulo ri alto.

Brena não deixa que o namorado fale mais coisas, e puxa seu braço para perto de mim.

- vamos para o ponto de ônibus, só quero chegar em casa, tomar banho e esquecer essas palavras desse homem.
- falo enquanto andamos para o ponto do ônibus.

- eu não sabia que ele vinha aqui hoje, Olivia, nem tínhamos nos falado.

- não se preocupa Samuel, eu acredito que vocês não chamariam ele depois de eu ter falado que não queria nada com ele.

Os dois balançam a cabeça em concordância.

- que vontade de arranhar a cara daquele cara, ele falou coisas horríveis com você.

- mas já passou, amiga, só espero que nenhuma menina se engane com ele, aquele homem não merece o amor de uma mulher.







Uma chance para ser feliz (CONCLUÍDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora