Durante a tarde, James e Malu foram até minha casa e falaram que já haviam conseguido um apartamento no mesmo prédio em que Chris e Chaz moram, conversamos sobre muitos assuntos e James alegou estar negociando um novo trabalho com um cliente de Toronto. As negociações duram por volta de duas à três semanas, que é tempo que levamos para puxar toda a ficha da vítima e do cliente, saber se não é uma cilada da polícia e também o valor do pagamento, dependendo da condição em que o plano será executado, o resto é por minha conta e de James.
Quando eles foram embora no fim da tarde, liguei para Aaron, ele ainda não sabia que eu havia voltado para o Canadá, na verdade, quase ninguém sabia, eu iria esperar as coisas se estabilizarem melhor para visitar Pattie e os bisavós de Clary e Henry.
— Por que não avisou que iria vir? — Perguntei surpresa quando abri a porta e vi Aaron ali, com um buquê de flores nas mãos e duas caixas de presentes —
— Queria fazer uma surpresa — Ele deu de ombros e eu dei espaço para que entrasse —
Clary logo levantou do tapete de onde estava brincando com Henry e andou até Aaron, com um sorriso de orelha a orelha.
— O que aconteceu com o seu braço? Hein? — Ele perguntou a colocando no braço e olhou o curativo no braço da minha filha —
— É uma longa história — Eu falei suspirando — Eu vou colocar isso em um vaso, na verdade vou tentar achar um vaso nessa casa.
— Eu trouxe presente pra vocês — Aaron falou tirando os sapatos e sentou perto de Henry no chão, abrindo os presentes —
Fui até a cozinha procurar algo para colocar o buquê de rosas vermelhas e foi tentativa falha, vou adicionar isso na lista quando for comprar pratos, talheres e panelas. Voltei para a sala e Clary e Henry estavam à gargalhadas com Aaron, com seus novos brinquedos.
— Casa bacana — Aaron falou sentando no sofá ao meu lado —
— Justin sempre teve bom gosto para isso — Eu falei olhando a casa em volta —
— Para mulheres também — Ele disse dando o seu sorriso mais galanteador e eu cerrei os olhos o encarando —
— O que você disse? Ele tem um péssimo gosto! — eu ri alto — Primeiro a Audrey e depois a Blair.
— Eu me referi à você, besta — Ele disse dando risada — Você não sabe receber uma cantada.
— Eu entendi o que quis dizer — Falei cessando o riso —
— As coisas serão diferentes agora, não é? — Ele perguntou me olhando com seus olhos incrivelmente azuis, e eu encarei minhas mãos —
— Eu juro que não queria, mas você sabe que vai ser — Voltei a olhá-lo — A minha prioridade é meu trabalho e meus filhos.
— E o pai deles.
— Por favor, não começa, Justin não significa nada.. — Ele me interrompeu —
— Skylar não seja boba, e nem queira me fazer de bobo — Aaron riu balançando a cabeça — Você vai voltar pra ele na primeira oportunidade, porque ele é o pai dos seus filhos, você o ama, e eu quem peço por favor para que não negue isso.
Eu fiquei calada, não poderia negar até porque não prevejo o futuro, mas reatar com Justin não fazia parte dos meus planos, de forma alguma.
— Não precisamos falar sobre ele toda vez que nos encontramos — Eu disse —
— Você tem razão, me desculpa — ele disse e eu assenti — Me conta o que aconteceu com a Clary.
Lhe contei toda a história do chip e Aaron quase não acreditou em tamanha crueldade. Falamos sobre vários assuntos aleatórios até decidirmos pedir comida japonesa, já que na casa não havia pratos, copos e talheres.
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DEALERS
Fanfiction"Estamos todos no inferno, não há solução, pois não conhecemos nem o problema" Skylar Winslet, uma repórter investigativa recém-formada acaba se envolvendo com um narcotraficante, chefe de uma grande produção de cocaína na cidade de Denver, no Color...
