Capítulo 24

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Fui obrigado a ir estudar, assim que cheguei a minha sala, cumprimentei rapidamente os meus conhecidos, o professor já estava para chegar também e sentei num canto pegando já meu celular. Fui olhando minhas mensagens, respondendo algumas, apenas visualizando os grupos e então vi que tinha mensagem da Rita. Era só com ela que queria falar por hoje.

Mensagem

Ritinha: Desculpa não ter respondido antes suas mensagens, estava me sentindo mal, humor péssimo também e você sabe como eu fico, não é? (18h12min)

Noah: Sei sim, tá de boa. (Agora)

Ritinha: Mesmo?

Noah: Não tenho motivos pra achar ruim, relaxa.

Ritinha: Achei que estivesse puto comigo.

Noah: E eu lá consigo ficar?

Ritinha: Nem pode mesmo.

Noah: Precisando conversar contigo, rola?

Ritinha: Se for bar eu dispenso.

Noah: Eu nem ia te chamar pra lá.

Ritinha: Aham, te conheço de outro carnaval.

Noah: Dispensando cerveja então tá ruim mesmo.

Ritinha: É sério, Noah.

Noah: Tu quer ir lá pra casa então?

Ritinha: Eu amo sua criatividade, quero sim.

Noah: Ainda é abusada kkkkk

Ritinha: Eu vou sair às 20h, tá?

Noah: Eu só saio 21h50min, e agora?

Ritinha: Agora é a hora que você mata aula.

Noah: Sua função é me incentivar a estudar 👀

Ritinha: Hoje não é.

Noah: Ainda bem.

Ritinha: 🙆

Não consegui prestar atenção na aula, minha mente estava em outro universo. Queria transparecer estar bem, mas por dentro eu sentia que algo estava errado. Uma hora minha vontade era de aparecer na casa da Érica e tirar a limpo tudo o que aconteceu ontem e na outra eu sentia que uma parte de mim ainda amava muito a Érica e queria que tudo aquilo fosse mentira. O professor liberou a turma só 20h20min, mandei mensagem rapidão pra Rita querendo saber onde ela estava e assim que ela me respondeu fui atrás dela no gramado próximo do estacionamento. A Betina estava deitada no chão com a cabeça em cima de sua mochila, a Rita em sua barriga e o Peu fumando próximo delas sentado ao chão.

Noah: É aqui a turminha dos que não querem nada?

Peu: Não querer nada é pré requisito.

Rita: Deus me livre esperar por Pedro pra defender uma causa minha.

Peu: Morre sentada.

Betina: Nem advogar ele quer, Peu não sabe nem se defender, coitado.

Noah: Queria te defender, mas é impossível. – Ri sentando ao lado do Pedro e também acendi um cigarro.

Peu: Ai mano, primeiro dia de liberdade tá como? – Ele olhou para mim, com certeza os fofoqueiros já tinham feito o trabalho deles.

Noah: Como que foi pra tu o primeiro dia? – Traguei meu cigarro, joguei minha mochila para trás de mim e deitei só as costas, sustentando meu peso com os cotovelos.

Peu: Perco até minha masculinidade se falar.

Noah: Por dentro chorando, por fora sigo firme.

Peu: Ninguém vai te julgar se você chorar. – Rimos.

Agora eu quero irHistórias para pegar e não largar. Descubra agora