Miguel: Deixa meu anjo da guarda quieto. – Ele enfiou a comida da boca e enquanto mastigava brincou comigo com o olhar. Dei um gole no refri e voltei a comer. Levantei as pernas colocando em cima do colo dele não demorou muito ele veio com a sua mão livre para acariciar elas, foda que sua mão estava gelada e molhada por causa do copo de refri – Vai entender você – Ele negou com a cabeça rindo e bebeu seu refri.
Betina: Só quero uma massagem. – Levantei as duas mãos rindo e voltei a comer.
Miguel: Aham, ai quando eu faço mete o pé né, tô te sacando. – Ele me deu uma olhada maliciosa abrindo um sorrisinho de lado e voltou com a atenção pra comida.
Betina: Aquilo não foi uma massagem.
Miguel: O problema foi aquilo então? – Ele parou com o garfo perto da boca pra me olhar – Tu quis parar e eu parei.
Betina: Você quem saiu do quarto batendo a porta, eu ia fazer mais o que lá no seu quarto? Me vesti e sai. – Respirei fundo focando o olhar na comida. Ficou um silêncio ali que só era quebrado pelo o som do garfo no prato.
Miguel Narrando.
Depois que terminei o rango, a Betina me botou pra lavar a louça e meteu o pé. Lavei tudo rapidinho, combinei da gente sair de casa umas 14h, foi a hora que marquei também de buscar a Rita. Deixei a louça limpa, passei um pano na cozinha, tranquei a porta, apaguei a luz e fui para o banheiro escovar os dentes. O almoço foi simples, mas comi pra caralho, tempero da Betina é bom pra porra, só não passa a minha mãe porque tenho que dar mais moral pra ela né.
Não dá pra entender de cara o que a Betina quer, nem sempre o que ela diz bate com que ela demonstra. Nem na intenção de deixar ela puta de madrugada eu estava, morro com vontade de transar, mas o esquema não precisa ser todo perdido.
Miguel: Será que eu bati a porta com muita força? – Pensei em alto na maior dúvida – Ahhh toda cheia de frescura também, pode nem encostar a porta que chora.
Sente na minha cama, puxei meu celular do carregador, desbloqueei a tela, procurei o nome da minha mãe nos contatos e assim que achei liguei pra ela.
Ligação 📲
Saulo: Oi, filho.
Miguel: Benção pai? Minha mãe está por aí?
Saulo: Deus te abençoe. Sua mãe está no banho, chegou agora da rua, por quê?
Miguel: Quero conversar com ela, sobre a academia.
Saulo: Ela disse que voltou a treinar, boa filho.
Miguel: É sim, pai.
Saulo: Na verdade você nem deveria ter parado, mania sua de achar que pode viver de qualquer jeito.
Miguel: Eu estava bem, beleza? Não tem nada a ver com aquele problema.
Saulo: Certo, com você e com a sua mãe não tem discussão.
Rosa: Está falando com quem, Saulo?
Saulo: Miguel, ele quer falar contigo.
Rosa: Dá isso aqui, sai. – De flor minha mãe só tem o nome, porque ela é o próprio espinho – Oi, Miguel, o que você fez?
Miguel: Eu não fiz nada, posso ligar mais não?
Rosa: Você só procura a gente quando está com fome ou com problema.
Miguel: Calúnia e difamação, só isso.
Rosa: Aham, se vai vir pra almoçar os potes estão na geladeira, eu e o seu pai vamos sair agora.
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Agora eu quero ir
RomanceTraumas psicológicos levaram Betina deixar o interior de São Paulo e buscar uma vida melhor na capital. Mas para isso acontecer ela precisou mentir sua verdadeira identidade. ✓ História publicada originalmente no VK no dia 2 de dezembro de 2017 e fi...
