Capítulo 4

2K 128 5
                                        

Catarina

- Como assim cortar a água meu pai é uma decisão premeditada, o senhor não vai querer ser atacado por Montemor... – cortou me antes de terminar

- BASTA, acha que sou tão idiota assim Catarina, direi isso, mas com o objetivo de conseguir outra coisa em troca e creio que a rainha em breve suspeitara.

- Conseguir o que meu pai? – indaguei curiosa.

- A rainha tem uma antiga superstição de que os reinos não podem ser unidos por uma ligação maior do que apenas uma mera amizade, velha tola. Eu queria apenas um pretexto para propor essa ideia novamente.

- O senhor que dizer...

- Sim, isso mesmo casamento, porque não ter Montemor?

- Então senhor só fara isso para conseguir Montemor, já que se cortasse o fornecimento de água eles poderiam invadir Artena e nenhum poder restaria para nós. Muito sábio meu pai.

- Então minha filha, creio que ira concordar em se casar com Afonso de Monferrato?

- Claro que sim, sabe o quanto admiro tal poder que aquele reino tem sobre a Calia.

- Mas não sejamos apreçados, tudo deve ser feito com bastante calma, preciso saber primeiro como se sucede o problema com as minas, pois se for solucionado de imediato, este acordo não acontecerá.

- Claro meu pai, compreendo.

- Agora vá e peça a um dos guardas para que chame Demétrio, tenho um serviço para ele.

Assim que sai da sala do trono e fiz o que meu pai pediu, apressei os passos pelos corredores do palácio atrás de Constantino e logo o avistei da janela, caminhando pelo jardim. Enquanto caminhava para tal destino, me peguei pensando em como seria Afonso? só o vi poucas vezes e quando ainda era pequena, como será que ele estava? tentei afastar tais pensamentos da minha cabeça, mas parecia inútil, algo fazia com que essa nevoa continuasse a me atormentar, mas assim que coloque os pés no jardim, os pensamentos se foram e só queria agora achar Constantino, mas não conseguia, já que lá era como um labirinto, se tornava difícil de encontrar alguém ali, porém fui surpreendida pelas mãos fortes dele me abraçando por trás e cheirando o meu pescoço, no momento de imediato quis sair dali, mas me concentrei em ficar onde estava, afinal eu precisava dele e ele não era um completo troglodita. Ele me encostou no muro de plantas e me beijou ardentemente, tenho que confessar que ele beija muito bem, mas naquele momento precisava me concentrar, então o interrompi.

- Quero que faça algo par mim, meu amor.

- Tudo que precisar, minha rainha.

- Meu pai comunicara algo importante a Demétrio, peço que descubra o que é.

- Considere-se feito. – E tornou a me beijar e dessa vez não interrompi.


*


Depois dos meus afazeres reais e de um longo dia cansativo, voltei ao meu quarto e pedi para Lucíola prepara o meu banho e enquanto o tomava me perguntava o que meu pai teria de tão importante em falar com Demétrio.

- Está pensativa hoje alteza.

- São muitos questionamentos Lucíola. Eu preciso saber o que meu pai falou para Demétrio.

- A senhora não suspeita de nada alteza?

- Sim, acho que deve ter sido a respeito da mina, mas creio que não foi só uma informação. Ou a respeito do meu casamento, papai pediu calma diante de tal situação, mas é ele que não tem paciência muitas vezes.

- A senhora já descobriu alguma forma de saber de tal informação?

- Sim, Constantino irá trazer a resposta em breve, disse que hoje mesmo ainda me informaria. – falei isso e sorri. – Espero que em meio a essa informação ele não descubra da pretensão do meu pai de me casar com Afonso, já que ele pensa que ficarei com ele.

Assim que terminei de pronunciar tais palavras ouvi uma batida na porta a qual Lucíola foi atender. Aguardei que ela me comunicação quem era, mas não falou nada até fechar a porta.

- Uma carta para a senhora, creio que seja do conde. - levantei da banheira e me cobri. Peguei o pequeno papel, ao qual percebia que quem o escrevera o fez as pressas. Nela Constantino me dizia que precisou partir de imediato, para resolver problemas do seu suposto reino, também contava que o meu pai planejava algo sobre explodir alguma parte das minas para tornar difícil o processo de recuperação de Montemor em relação ao Terremoto, confessou que não entendeu o motivo para tal ato, mas que quando retornasse descobriria. O que ele mais alegou na pequena carta é que contava os dias para me rever novamente e que seu amor por mim, só crescia mais e mais. Terminei de ler e disse para Lucíola queimar a carta, troquei-me e deitei na minha cama, dormi tranquila, pois soube que não importava o que acontecesse daqui para frente eu seria rainha de Montemor.

DestinosOnde histórias criam vida. Descubra agora