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Capítulo 38

Depois de conseguirmos recuperar o ritmo da respiração, levantei devagar e deixei milhares de beijos suaves no rosto de Barbara que sorria timidamente.

—Posso tomar outro banho? — ela disse baixo enquanto levantava se enrolando no lençol e ri fraco.

Abracei a sua cintura a olhando nos olhos e beijei seu pescoço inúmeras vezes tentando conter o sorriso bobo e apaixonado, mas nem mesmo conseguia.

—Só se disser que me ama. — disse e ela riu baixo.

—Eu amo você.

—E quero saber se você gostou. — sussurrei em seu ouvido como se fosse um segredo e ao olhá-la pude ver suas bochechas rosadas.

—S-sim Z. — ela disse timidamente e ri.

—Eu te amo tanto, tanto meu amor. Espero tanto que tenha se sentido bem e que tenha sido tão bom para você quanto para mim.

Barbara olhou-me atentamente enquanto eu dizia essas isso sinceramente e então acariciou meu rosto lentamente.

—Foi muito bom. Você é bom comigo. Eu nunca senti coisas boas quando me tocavam. Você foi tão bom. — ela disse deitando a cabeça em meu peito e sorri suspirando.

—Você me fez sentir incrível babe.

—Eu também senti assim.

Barbara então se afastou para deixar um selinho em meus lábios e foi para o banheiro. Sorri a observando enrolada no lençol e suspirei.

Retirei os lençóis da cama, enrolei-os e então troquei por novos e limpos. Forrei a cama perfeitamente alinhada para Barbara quando chegasse do banho e fui levar os outros para o cesto.

Bati na porta do banheiro e ouvi a minha Barbara permitir que eu entrasse. Sorri e então o fiz, me dirigindo ao boxe com ela.

Abraçamos-nos debaixo da água e ela deitou sua cabeça em meu peito. Encostei meu queixo no topo da sua cabeça e fechei os olhos.

—Tenho tanto medo de que me deixe. — confessei sem conseguir me conter e ela iniciou carícias em minhas costas.

—Eu não vou. Você é bom comigo. Eu nunca fugiria. — ela disse calma e beijou meu peitoral lentamente.

—Gostou de Gerald?

—Ele é bom também. Eu nunca tive ninguém. Nem conheci a mamãe, e meu pai...

—Shhh... Não precisa falar dele. — disse calmo e ela assentiu.

—Eu só estou feliz em ter alguém da família. Nunca tive.

—Eu sei meu amor.

—Mas você é minha família também. Você cuida de mim e é bom, e me deu o desenho! — ela disse mostrando sua mão tatuada e ri.

—Esse desenho é ainda mais lindo na sua pele, sabia? — disse acariciando seu rosto e ela deitou a cabeça de encontro à minha mão. —Sou sua família também?

—O mais importante de todos. — ela sussurrou e sorri.

—Oh babe... — disse sentindo meu coração se acalentar e a abracei.

—Por que está triste? — ela perguntou baixo.

—Eu não estou meu amor.

—Sinto a forma como seu coração está batendo e lá no manicômio eu costumava ficar sentindo o meu para passar o tempo. — ela sussurrou e franzi o cenho. —Estava sempre assim.

Meu coração apertou um pouco nesse momento e principalmente pelo seu tom de voz, mas a abracei mais forte e beijei sua testa.

—Eu estou bem Barbara.

—Se mentir eu não posso acreditar que gosta de mim, era o que você me dizia, lembra?

Barbara me olhou nos olhos e engoli a seco sem saber o que dizer. Mas com toda certeza não iria estragar a nossa noite dizendo que o seu irmão mais velho recém-chegado queria levá-la embora.

Talvez depois.

—Eu só estou um pouco preocupado com você, mas estou bem. — disse com um mínimo sorriso e ela suspirou.

—Se estou com você, estou bem. — ela sussurrou e sorri.

***

Acordei sentindo um cheiro terrível de queimado e corri até a cozinha — que era de onde vinha o cheiro — e vi Barbara assustada enquanto tentava desligar o fogão.

Corri até lá e o fiz. Abri as janelas para o cheiro de queimado e gás de cozinha sair do cômodo e coloquei a mão no peito pelo susto.

—Deus do céu! — exclamei e vi Barbara totalmente constrangida. —Bom dia também amor.

Gargalhei ao ver que ela estava totalmente corada e ela sorriu como se fosse uma criança que acabou de fazer uma traquinagem.

—Bom dia. Eu queria fazer comida para você, porque está sempre cuidando de mim e estava tudo bem, mas os ovos não desgrudavam e...

Ainda rindo a abracei forte e deixei alguns beijos na sua cabeça. Senti seus braços envolverem minha cintura e sorri.

—Obrigado meu amor. — disse e ela bufou.

—Eu nem fiz nada. Fiz tudo errado. Deveria estar bravo comigo. — ela disse frustada e sorri.

—Para mim, a sua intenção foi o mais importante. — disse segurando seu rosto entre mãos e ela sorriu.

—Z...

—Até encheu minha barriga. — disse sorrindo e ela me olhou confusa.

—Sério?

—Não, porque eu tô morto de fome. — falei divertido e ela riu sinceramente.

Beijei sua boca várias vezes abraçando-a forte para matar o tanto de vontade que sentia de apertá-la e então me dei conta que nem mesmo escovei os dentes.

—Cacete babe, tô te beijando com esse bafo de leão e você nem diz nada! — disse já indo em direção ao banheiro e ouvi sua gargalhada.

—Gosto do seu beijo até assim. — ela disse chegando na porta do banheiro onde eu já pegava a escova de dentes.

—Sério amor? — perguntei.

—Não, melhor escovar logo. — Barbara disse divertida fazendo uma careta e gargalhei de forma sincera.

Comecei a escovar enquanto ela me olhava sorrindo pequeno da porta e mandei alguns beijinhos para ela.

Lavei meu rosto e o enxuguei na toalhinha antes de agarrar sua cintura e beijar sua boca de forma mais intensa e apaixonada.

—Nossa, como eu queria casar com você. — disse calmo a olhando nos olhos e a vi corar.

—Como nos filmes?

—Como nos filmes. — conformei sorrindo e ela sorriu timidamente.

—Eu diria sim. — ela sussurrou e meu coração se encheu.

[...]

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Psicopatia • z.mOnde histórias criam vida. Descubra agora