Em sua rudez
ele encontrou paz,
mas não é difícil imaginar que isso é narcótico,
totalmente simplório e nada eficaz.
Nas dúvidas escondidas,
mistérios soam mais que incógnitas inúteis.
Já parou e pensou o quanto é estranho amar oque não ama?
Ou, literalmente, amar quem não te ama?
Sofrer por quem reclama e espana seu amor?
Não viver, e sim, reviver a dor?
O que acontecerá se um dia ela for embora?
Vai deixar ela abrir a porta?
Deixar ela entrar e se acomodar na poltrona nomeada coração?
Que você, carinhosamente, apelidou de amor?
E se ela partir?
E se ela te disser um não disfarçado de sim?
E se ela te deixar?
Você vai se ferir?
Não quero expulsá-la de seu coração que aparenta ser tão convidativo para um chá.
Não quero acusá-la de ser uma ilusão para seu amor.
Eu vi o quanto é feio acusar sem ter provas,
mas meus olhos viram,
e meus olhos disseram-me:
"avise aos desavisados que fiquem em alerta, existe uma ilusão visitando corações,
ela atua tão bem que até duvidamos de sua tamanha inexistência."
A ilusão existe,
mas ela se teletransporta.
Talvez seja essa habilidade mística que à faz ser "imaginação".
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Certa Vez...
Poésie" Mesmo que as folhas caiam, as raízes permanecerão. " - Certa Vez Plágio é crime! Obra de minha autoria.
