Cadê você?
Pergunto ao vento e inclino os ouvidos para te escutar.
Não ouço nada, fale mais alto!
Mas você não diz uma palavra.
Eu tentei lembrar do dia em que me escondi,
e acabei te perdendo.
Como fui brincar de pique-esconde com alguém que não sabia?
Desculpe-me se te fiz se perder,
eu jamais vou te encontrar.
Não sei onde você se escondeu quando era para você me achar.
Perdoe-me por te vendar os olhos e te fazer tatear o ar e as paredes,
foi uma brincadeira de mau gosto.
Eu só queria que me encontrasse,
porque também me perdi.
A claridade do dia não ajudou muito,
fiz um nó bem feito,
não tinha frestas,
então quando apareci rindo para desatar esse nó,
você sumiu.
E agora, vida?
Será que foi a morte que te levou?
Onde quer que esteja e não esteja enxergando,
escute o ar,
e escute minha voz te chamando:
Volta!
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Certa Vez...
Poésie" Mesmo que as folhas caiam, as raízes permanecerão. " - Certa Vez Plágio é crime! Obra de minha autoria.
