- Bom, é hora de finalmente usarmos o dinheiro do roubo para comprarmos o que precisamos. - Tom anunciou, em mais uma de nossas espécies de reuniões. Era uma segunda, ou seja, dias se passaram desde que o assalto à loja aconteceu. E dias desde que eu e Gerard nos beijamos pela segunda vez no nosso quarto.
Rob estava ao lado de Thomas, prestes a falar alguma coisa também. Era muito estranho vê-lo assumindo e se colocando em uma posição de dar ordens, como era normalmente sem muita vontade de tomar o papel principal com um dos planejadores.
- Tom e eu pensamos um pouco e descobrimos que é melhor criarmos identidades falsas para cada um de nós. - ele falou.
- Conheço um cara que pode fazer isso para nós por um desconto bom para mim. - Tom o interrompeu. - E o preço fica muito mais barato.
- Quão mais barato? - Jamia ergueu uma sobrancelha.
- Quatrocentos dólares para cada identidade. É difícil que elas apareçam como falsas em qualquer sistema. E ele pode incluir uma certidão de nascimento por cem a mais.
Jamia o olhou com reprovação, seguida por Elisa.
- O preço normal é mais de mil dólares! Não me encarem assim. - Thomas exclamou, colocando os dois braços na cintura.
A justificação dele parecia ser suficiente.
- O que precisamos fazer para conseguir os documentos, então? - Elisa perguntou.
- Nós podemos ir em pares para o local que o conhecido do Tom nos passou. Parece que vão fazer perguntas para cada um, sobre a data de nascimento real para colocar no documento, tirar uma ou duas fotos e registrar a impressão digital. Algo assim. - Robert explicou.
- Falaram que é melhor irmos em turnos diferentes, porque os caras que fazem isso não gostam de ver muitas pessoas sabendo do lugar. - Tom falou. - Então, vamos ver... Jamia e Frank, vocês podem ir agora. Gerard e Elisa vão em segundo e, quando todos voltarem, eu e Rob saímos. Pode ser assim?
- Prefiro trocar de lugar com o Gerard. Ele e o Frank podem sair primeiro.
Olhei para Jamia imediatamente após ela dizer isso. Eu havia contado, pela minha promessa a Jamia, que eu e ele quase transamos no dia seguinte ao roubo, e ela praticamente cuspiu um copo inteiro da bebida que ela estava tomando bem na minha cara ao ouvir isso. Desde de então, ela estaria apenas esperando o momento certo para nos deixar sozinhos, e por isso eu sabia que ela quis trocar de lugar com ele de propósito.
- Estou com preguiça. - ela inventou uma desculpa. - Tudo bem por você, Gerard?
- Ahn, claro. - ele falou.
Robert mexeu em uma das bolsas com o dinheiro e nos entregou quinhentos dólares para cada um, com um "Cuidem bem disso" ao largar as várias notas nas nossas mãos. Por que ele diria aquilo? Nós não éramos nem um pouco mais irresponsáveis que eles.
Antes de saírmos, Tom ficou frente a frente conosco e nos entregou um papel amarelo, arrancado de algum bloco de anotações, com uma rua
- Ao chegarem lá, digam que o James mandou vocês ali. Ele é o meu contato, e assim eles vão saber que vocês têm desconto. Certo?
- Pode deixar. - falei.
Já no lado de fora do galpão, analisei o papel com o endereço nas minhas mãos. Eu não tinha a menor ideia de onde ficava aquela rua ou como acharíamos o número.
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Bulletproof Heart
FanfictionUm grupo de adolescentes são vistos como nada além de delinquentes para a sociedade. Frank Iero faz parte desses que se veem obrigados a sair dos limites para sobreviverem. Para a surpresa de sua rotina, um novo membro se junta ao grupo: Gerard Way...