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  Ouço o som dos pássaros ressoando pelo céu e os primeiros raios do sol do dia começaram a entrar pela minha janela. Resmunguei e me xinguei mentalmente por ter deixado a cortina aberta noite passada apenas por preguiça.
-Saco.
Odiava ter que acordar mais cedo do que deveria, mas quando acordo, não consigo voltar a dormir. Me levanto e vou até o banheiro para lavar o rosto, olhando-o no espelho e vendo aquele cabelo preto completamente armado.
-Só não vai atirar em mim, em...
  Sim, eu amava trocadilhos ruins. Era uma parte da minha face "boa" que eu não consigo deixar para trás.
  Vou até a janela e abro o vidro enquanto sinto a brisa de uma manhã de primavera em Nova Iorque no 10° andar de meu prédio.
  Olho em meu relógio digital que estava em cima da minha cômoda que marcava exatas 6 da manhã. Meu alarme nem tinha tocado ainda.
-Ótimo, tenho 2 horas livres para ir ao trabalho.
  Ironizei enquanto arrumava meu uniforme em cima da cama para colocá-lo logo após o café mas desviei minha atenção por um instante ao ver uma notificação em meu celular.

  RivAc curtiu Capítulo 3 de Conquistas Virtuais

Dou um sorriso de canto ao ver a mensagem de SpiritPad destacada em meu plano de fundo completamente azul.
-Ele de novo.
RivAc... Ele é leitor que me acompanhou desde que eu comecei a escrever, ou seja... Ele é meu leitor fiel desde 1 ano atrás. Sempre comentando e me motivando quando pensava em parar e outras coisas.
Parei de brisar olhando para a notificação e fui para a cozinha preparar o café da manhã. Coloquei uma música que amo para começar o dia animada: History Maker.
Ia dançando enquanto preparava meu pão com queijo derretido e café com leite, saltando de um lado da cozinha para o outro em questão de segundos. Não sou profissional em dança, mas sei de alguns passos graças à Hanji, que era professora de balé antes de ir para a polícia.
-Delícia.
Digo ao sentar à mesa e ver aquele pão quentinho com queijo e manteiga. Devorei meu café da manhã em questão de minutos e escovei os dentes logo depois.
Enquanto me despia do meu pijama, observei meu corpo e reparei bem nas poucas cicatrizes que tinha por conta do meu trabalho: uma ao lado do umbigo e outra em meu tórax. Não eram de missões importantes, então nunca fiz questão em reparar muito nelas.
Vesti meu uniforme de trabalho e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo bem preso logo após de pentea-lo
Olhei novamente no relógio: 6:55.
-Dá pro gasto.
  Se tem uma coisa que eu amo é sair de manhãzinha, completamente tranquila, sem medo de me atrasar e ouvir música durante o caminho.
  Peguei um casaco fino para tampar meu uniforme e desci de elevador até a garagem. Depois, fui até a vaga onde se encontrava um Bravo prata e entrei no mesmo enquanto dava a partida e ligava o rádio.
  O caminho daqui até o local onde trabalho não era muito longo, e isso era bom. Não gostava de ter que dirigir entre um trânsito enorme por muito tempo.
  Por falar nisso, tempo eu tinha de sobra, então passei em uma farmácia para comprar um remédio para dor de cabeça, pois eu tinha certeza de que iria precisar mais tarde.
  Estacionei perto do lugar e desci do carro. Entrei na drogaria e procurei nas estantes onde ficavam os analgésicos e tudo mais.
-Onde está... Achei.
  Peguei a pequena caixinha e fui para o caixa pagar, mas fui atropelada por uma garota ruiva que, aparentemente, tropeçou, levando-nos para o chão.
-BEL, toma cuidado, sua louca.
  Um rapaz louro de mais ou menos 1,70 se aproximou de nós duas.
-Desculpe. Você está bem?
  Ele perguntou enquanto ajudava-nos a levantar.
-Ah, tudo sim, não precisa se preocupar.
-Desculpe, moça. Não foi minha intenção.
  A garota tinha um tom de arrependimento em sua voz, o que me fez sorrir.
-Eu já falei, está tudo bem.
-Ei, vocês dois.
  Uma outra voz mais grave veio da entrara do estabelecimento, e seu dono era um homem com aparência intimidadora e cabelos pretos, mas tinha apenas uns 5 centímetros mais alto que eu.
-Vamos logo.
  Ele os chamou.
-Vem, precisamos ir. Mais uma vez, desculpe, moça.
  Os dois saíram às pressas de lá e eu apenas dei de ombros enquanto ia pagar o remédio.

Assassino PerigosoOnde histórias criam vida. Descubra agora