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Pego meu carro e saio correndo de meu apartamento para dar apoio à Annie. Enquanto dou a partida eu ligo para o celular de alguém da Exploração, mas ninguém atende, infelizmente.
Bato no volante com força e disco o número de telefone do meu escritório, num impulso. Sei que posso ligar para a polícia militar de outro local, mas demoraria muito para eles chegarem até aqui.
-Alô?
Suspiro aliviada por alguém ter atendido, mas logo noto algo.
-Farlan?? O que faz em meu escritório?
-N-Nada. Eu estava sem sono e passeei por aí.
-Tsk, tanto faz. Farlan, eu precise que chame todos os outros que estiverem aí e ACORDE os que estiverem dormindo.
-Certo, capitã. Mas o que houve?
-Teve um louco que escapou da cela. Eu e Levi demos um jeito nele na madrugada e a polícia militar o levou, mas pelo que parece ele é anormal. Preciso de TODOS na delegacia militar, AGORA!
-Sim, senhora.
Desligo o celular e acelero mais na avenida quase vazia. Havia apenas alguns carros e ônibus com funcionários de empresas que ficam a quilômetros de casa, por isso acordam quatro e meia da manhã para irem trabalhar e ganhar seu sustento.
A delegacia militar está perto, então pego minha CZ P-10 dentro do porta-luvas para a defesa e acelero um pouco mais o carro. As nuvens carregadas no céu davam um prelúdio de uma grande tempestade se aproximando, então pretendo acabar isso o mais rápido possível para eu poder deitar na minha cama e assistir à minha série favorita agora: Lúcifer.
Desvio de umas pessoas correndo na rua denunciando que a delegacia estava logo à frente, então estaciono o carro e saio em disparada do mesmo com a arma em mãos.
-POLÍCIA DE LOS ANGELES. TODO MUNDO NO CHÃO!
Grito ao entrar subitamente naquele lugar. Me deparo com uma recepção vazia com sangue espalhado por aí. Logo penso na quantidade de assassinatos que podem ter ocorrido, mas diminuo o número quando não vejo nenhum cadáver por aí.
A delegacia estava completamente silenciosa, parecia até que os criminosos se juntaram à polícia para fazerem um pique-esconde, e eu era a procuradora. Suspiro aliviada quando ouço um carro de polícia chegar e, logo em seguida, vejo meu esquadrão entrando. Estavam todos aqui tirando Erwin, Hanji e Isabel. Não sei o motivo, mas estou feliz de receber ajuda.
-Ainda bem que vocês acordaram a tempo, bando de irresponsáveis.
Sussurro meio alto para os seis que chegaram agora.
-Desculpe, capitã.
Ral se dirigiu a mim com um tom culpado.
-Petra, não é hora de desculpas. Não temos tempo para detalhes, então vou contar o básico. Há três criminosos identificados com força anormal, alta agressividade e canibalismo espalhados pela delegacia. Não fiquem sozinhos, se espalhem em dupla. Ah, e também não fiquem sem arma, peguem qualquer coisa que possa servir para a defesa pessoal.
-Sim, capitã!
Todos responderam.
-E... Church, Ackerman!
Chamei os dois, que olharam para mim.
-Me acompanhem. Não quero deixar novatos sozinhos em uma ocasião como esta.
-Certo, capitã.
Com passos largos e sigilosos nós três íamos explorando a delegacia. Sempre mantivemos o cuidado e o silêncio para não denunciar aos criminosos que estamos aqui. O sol surgindo também clareava o lugar, dando-nos uma pequena vantagem na visão.
Vez ou outra eu apontava a arma para um lugar que julguei ter ouvido um barulho suspeito, mas sempre acabava me decepcionando ao ver que era apenas o vento. Isso foi fruto de várias piadas debochadas da parte de Levi para comigo.
-Estamos atrás de pessoas reais, não atrás do homem invisível, capitã.
-Ackerman, estamos em um caso com risco de vida. Será que poderia parar de ser insuportável agora com essas piadas fora de hora e nos ajudar?
-Não é confundindo uma folha voando com um bandido que vamos conseguir.
-Sempre é bom ser cuidadoso.
-Ah, claro. Adoro combater poeiras.
-Se você lutar capoeira, talvez sim.
Escuto Farlan segurando uma risada pelo meu trocadilho. Admito que também tive vontade de dar risada pois todos sabem que sou ótima com trocadilhos.
-Depois sou eu que faço as piadas fora de hora aqui...
Virei-me para trás para retrucar com ele quando vejo algo se movendo atrás de nós. Aponto a arma para o local e o moreno já ia reclamar de eu ter confundido alguém com o ar novamente quando um ser surge detrás da parede de outro corredor e corre até nós.
-CHURCH, ACKERMAN, TOMEM CUIDADO.
Dou dois tiros em suas pernas para incapacita-lo e o deixá-lo no chão, porém me surpreendo ao vê-lo levantando como se nada tivesse acontecido e voltando a correr. Fumaças saem de seus ferimentos, aparentemente os curando lentamente.
-FARLAN, SUPORTE!
Quando falo isso, o rapaz surge detrás de mim com uma barra de ferro e perfura o peitoral do homem maluco, deixando-o longe. Fiquei perplexa, pois com certeza atingiu o coração e esse cara não morreu.
-Ackerman, sabe atirar?
Olho para o moreno.
-Claro que sei, eu era um criminoso.
-Então pega. -Falei enquanto entregava a arma para ele. - Eu vou imobiliza-lo, caso algo fuja do normal, atire.
Termino de falar e vou em direção ao homem, chutando-o na barriga e derrubando-o no chão com uma rasteira. Infelizmente, enquanto estava no chão, ele se rastejou rapidamente até mim e me mordeu na perna. Usei isso ao meu favor e chutei sua cabeça para desnortea-lo, pulando em suas costas logo em seguida e prendendo suas mãos.
-Church, é o seguinte, prenda a cabeça desse cara no chão com a barra enquanto eu o algemo.
-C-Certo.
Farlan pegou a barra e veio para prensa-lo, mas ao tentar fazer isso, ele calcula mal e enfia a barra dentro da nuca do infeliz, que para de se mexer.
-MAS, FARLAN...!!
Grito com o rapaz. Ah, não, esse maluco não pode morrer... Não antes de descobrirmos o motivo da agressão anormal.
-D-DESCULPA!
O silêncio toma conta do lugar depois do grito de desculpas dele. Meu celular dentro do bolso desperta, denunciando que são seis da manhã em ponto. Esse é o horário que eu acordo para vir ao trabalho. Pego o aparelho e o desligo, colocando-o de volta no bolso.
-Ele morreu??
Levi pergunta enquanto abaixava a arma.
-Provavelmente sim.
Saio de cima do homem pois fui praticamente obrigada, já que sua pele começara a soltar vapor quente.
-É, ele morreu. Droga!
-Capitã, e agora??
-Farlan, Levi, fiquem de vigia. Vou tentar contatar Annie de novo. Tenho que saber o que aconteceu com o resto da polícia militar.
Pego meu celular novamente e viro-me de costas para os rapazes, discando o número da policial em meu aparelho. Coloco-o no ouvido e espero até que alguém atenda.
-Alô?
-Annie, que bom que atendeu!
-Lara, você está dentro da delegacia??
-Sim, estou. Escuta, eu preciso que você me fale onde todos estão.
-Esse é o problema. Estamos presos em uma sala de segurança máxima com um dos três maníacos rondando aqui perto. Tivemos no total de cinco assassinatos e dez feridos, no total de quinze vítimas. Ah, e Nile está aqui dentro também.
-E onde estão os corpos desses cinco mortos?
-Esse é o problema, Lara... Esses caras consumiram os cadáveres como se fosse um grande banquete. Tentamos impedi-los com tiros, mas eles se curavam rapidamente sem ao menos deixarem sequelas.
-Certo... Acho que sei como pará-los. Annie, não saia daí até eu chegar, ouviu?
-Espera, como que a gente para eles?
-Provavelmente é acertando a nuca.
-Certo. Vou tentar derrotar o maluco lá fora.
-Annie?? ANNIE, NÃO FAÇ...
Foi em vão. A chamada foi terminada no instante que a mulher falou a última frase. Ela sempre foi teimosa desse jeito, então eu deveria saber que, se eu falasse a maneira de acabar com os caras, ela iria atrás de um deles.
-Tsk, imbecil.
Me viro novamente para chamar os dois e me deparo com eles encarando o corpo no chão.
-Ei, o que estão olhando? Não sei se minha equipe está bem e não tenho tempo para ficar aqui encarando um cadáver.
-S-Sim, capitã, mas... Ele está evaporando.
-Como?
Me aproximo mais e vejo partes faltando do corpo. Realmente, ele está em um estágio ultra avançado de decomposição e eu não sei o que está causando isso.
-Não sei, quer perguntar pra ele?
-Cala a boca, Ackerman!
Reviro os olhos e coleto o sangue com um tubo que carrego comigo. Sempre é bom estarmos preparados para qualquer coisa, não é?
-Ackerman.
-Fala.
-Quando vocês saíram, onde Isabel estava?
-Estava largada no chão, no mesmo lugar em que a deixamos.
-Tem certeza disso?
-Total certeza. Ela e aquela tenente.
-Sabe pra onde Erwin foi?
-Não sou a babá de nenhum deles, então não, não sei.
-Certo. -Entrego meu celular nas mãos da moreno com o telefone ligado. -Ligue para a secretaria, se ninguém atender depois de duas tentativas, ligue para o comandante e avise-o que estamos aqui. Não se preocupe com os números pois estão todos salvos nos meus contatos. Ah, Church, você fica de guarda-costas do ranzinza aqui. Eu irei atrás dos policiais.
-Beleza, então.
Ao falar isso, saio correndo para a ala das celas de segurança máxima. Preciso encontrar Annie o quanto antes antes que ela faça uma loucura da qual se arrependa. Não quero ninguém choramingando perto de mim em um quarto de hospital sem um braço cujo qual fora arrancado por um canibal maluco.
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oii, o que acharam do capítulo? Vote e comente, isso me motiva muito a continuar ;*

Assassino PerigosoOnde histórias criam vida. Descubra agora