07 | life is a nightmare

11.5K 1.2K 248
                                        

O lugar onde eu me encontrava era antigo e apesar das contastes risadas e sussurros a minha volta, o ar fúnebre pairava por todo o local perante meus olhos, exceto para as pessoas que inconscientes da minha presença, tudo parecia perfeito

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

O lugar onde eu me encontrava era antigo e apesar das contastes risadas e sussurros a minha volta, o ar fúnebre pairava por todo o local perante meus olhos, exceto para as pessoas que inconscientes da minha presença, tudo parecia perfeito.

As várias fileiras de poltronas se estendiam até um pequeno palco, logo acima uma grande tela luminosa, em apenas preto e branco várias cenas se passavam, nenhuma delas prendiam minha atenção.

Não, qualquer pessoa ali parecia ser mais chamativa, os sussurros as quais acreditavam ninguém estar ouvindo, embalavam-se em juras falsas de amor ou palavras maliciosas. Parecia que eu já estava mais que acostumada de ouvi-las, era tedioso.

Meus olhos de repente se dirigiram a outra coisa, algo mais chamativo. Uma mulher de cabelos negros, com um estonteante vestido vermelho de marca cara, seu pescoço estava coberto por um tipo de cachecol peludo, por algum motivo, era aquilo me irritava.

Conforme ela saia da grande sala do cinema, meus olhos captaram um homem de terno que conforme a seguia sussurrava coisas sujas. Eu me ergui em movimentos calmos, chamando atenção de alguns olhares que logo voltaram-se para o filme.

Enquanto eu atravessa o pequeno espaço entre as cadeiras, as pessoas continuavam a sussurrar, talvez nem prestassem tanta atenção no filme. Estranhamente enquanto falavam, suas bocas pareciam não se mover.

O vendo gélido tocou minha pele pálida, porém ele não me incomodava, ele ainda parecia ser mais quente que minha pele mórbida. Minhas mãos se encontravam dentro dos bolsos do comprido e grosso sobretudo, usado apenas por aparência.

A noite estava calma, apenas grilos e sussurros que eu não me preocupava em descobrir de onde vinham. Meu campo de visão nunca perdendo quaisquer mínimos movimentos a longos metros, meu olfato detectava diversos cheiros de fontes desconhecidas, mas que eu poderia encontrar facilmente se eu quisesse.

Sem ser notado, eu acompanhava lentamente os passos do homem que seguia a mulher, como um felino atrás de sua presa. O homem não muito alto portava uma arma, outra coisa irrelevante para mim, começando a tirar de dentro de seu terno vintage pronto para executar seus planos.

Antes mesmo que pudesse erguer a arma, eu surgi a sua frente, rápido demais para seus olhos capitarem. Quando minha presença foi finalmente notada por ele, que arregalou os olhos, eu o segurei pelo pescoço impedindo que ele pedisse socorro para a mulher, que antes era sua vítima.

O som da água, conforme ele esperneava em uma tentativa de fuga, não fora o suficiente para chamar atenção de qualquer pessoa, e mesmo que fosse, ninguém ao menos se arriscaria entrar naquele beco escuro.

— Agora, eu pretendo lhe causar tamanha dor que planejava causar a dama. — O que eu acreditava ser meus lábios se moveram conforme voz masculina cortou o ar como uma espada, fria e mortal.

Um som gutural e animalesco se fez presente em minha garganta, então eu o ataquei rapidamente e segundos depois seu corpo caiu ao chão em um baque surdo. A poça de água ao meu lado tremulou, a escuridão impossibilitava de ver meu rosto, porém as duas orbes vermelhas eram tão chamativas quanto a mancha de sangue que permanecia no pescoço do homem.

[...]

Meus olhos se abriram rapidamente enquanto eu me sentava na cama de forma sobressaltada, ergui as mãos tremulas tateando a coberta a minha volta, tentando tira-la de meu corpo suado. A escuridão do quarto me atrapalhava assim como fazia as cenas do sonho se tornarem mais reais.

Engatinhei até uma das beiras da cama e quando fiz menção de me levantar minhas pernas pareceram não suportar meu peso, fazendo-me ir diretamente ao chão. Meu coração batia rapidamente contra meu peito de forma dolorosa, eu engolia em seco diversas de vezes criando um nó em minha garganta.

— Está tudo bem. — Uma voz se fez presente assustando-me.

Cambaleei sobre os joelhos para trás, tentando encontrar a fonte da voz, mas desesperada demais para procura-la com clareza. Então de repente a luz do quarto se acendeu, fazendo-me piscar diversas vezes com minha visão turva, Edward estava a poucos centímetros de mim.

— Como você...? — Arfei confusa olhando para os lados.

— A porta estava aberta. — Ele me respondeu, seus olhos corriam por todo meu rosto, procurando pela fonte do problema.

Ele pareceu não me compreender, uma vez em que eu queria perguntar como ele acendera a luz do outro lado do quarto e aparecera a minha frente tão rápido, porém eu não conseguia formular toda a pergunta. Coloquei as mãos sobre meu peito e pescoço enquanto sentia uma grande dor presente ali, meus pulmões queimavam implorando por oxigênio.

— Carlisle. — Edward pronunciou de repente, sua voz tão baixa que eu quase não ouvira, deixando-me ainda mais confusa.

Acreditava estar perdendo a consciência vez e outra, pois as coisas aconteciam rápidas demais para eu registar, em um questão de segundos, eu que antes me encontrava no chão, fui parar nos braços de Edward que delicadamente me colocara na cama, seu toque parecia extremamente mais gelado.

Carlisle, Alice, Esme e Rosalie surgiram a beira da cama entre uma piscadela e outra, seus semblantes eram preocupados conforme sussurram tão rapidamente que o som chegava ao meu ouvido como zunidos, seus lábios mal se moviam.

O mais velho desapareceu e voltou com uma maleta, conforme Esme passava a mão sobre meu cabelo, Rosalie apenas analisava a todos, parecendo não saber o que fazer e Alice andava freneticamente de um lado para o outro. Minhas pálpebras voltaram a pesar, mas eu não queria dormir, não queria voltar a ver aquelas cenas.

Eu arfava ainda buscando por ar, este que pareciam não chegar ao seus pulmões, fazendo com que a dor apenas intensificasse e eu começasse e choramingar em meio aos gemidos de dor.

Carlisle rápido demais para meus olhos, se aproximou com uma seringa, espetando meu braço e logo em seguida injetando algum medicamento em mim, no momento não me importava o que era, nada importava. Aos poucos minha respiração foi se normalizando, apesar da dor não ter diminuído.

A sonolência voltara intensamente, forçando-me a fechar os olhos diversas vezes, até que eu não tivesse mais forças para abri-los e por fim, deixar com que a inconsciência me levasse, na esperança de não ter outro pesadelo aguardando por mim.

Redline | TwilightHistórias para pegar e não largar. Descubra agora