Sentimentos

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- Precisa de algo ? Pergunto.
- Nada, apenas continue lendo seu livro.
Não entendo, mas faço o que ele diz, tento continuar lendo e não consigo com o olhar dele em mim.
- Está me desconcentrando, porque não diz o que quer ?
- So quero registrar esse momento, não é todo dia que vejo uma psicóloga tão bonita ficar mais linda ainda por ler um livro.
Sinceramente não entendo Gustavo, uma hora me ignora e na outra diz coisas bonitas, me afasta e me atraí ao mesmo tempo, gosta de mim e me odeia. É tudo tão confuso, chega a bagunçar com minha cabeça.
- Vou me deitar. Levanto mas sua mão me impede de ir.
- Não vá, fique mais um pouco, estou sem sono, sofro com uma terrível insônia, me faça companhia. Pede.
Não consigo ser dura, acabo me sentando de novo, ele se levanta e traz a garrafa de vinho para perto, enche meu copo e me fita.
- Deveria dar um jeito nessa insônia.
- Já tentei, mas ainda não consegui resolver.
- Adorei o Diogo é a Mariana. Digo tentando puxar assunto.
- Percebi, são ótimas pessoas, são como minha família.
- E sua família verdadeira, onde estão ?
Ele para um pouco pra pensar e responde.
- Minha mãe e pai adotivos moram em Los Angeles.
- Então você também é adotado ? Ele parece não entender a pergunta. - Eu também sou, fui adotada aos 8 anos.
Ele apenas me olha surpreso pela minhas palavras.
- Você tem irmãos ? Pergunto.
- Tenho, minha mãe teve minha irmã depois de mim, a Rose e adotaram o Jhony depois de um tempo.
- Você mantem contato ?
- Sempre que posso, não os visito a um bom tempo, mas sempre ligo pra saber como estão. Vejo carinho em suas palavras, ele ama a família adotiva.
- O que aconteceu com seus pais ? Pergunto sem pensar e percebo que ele se incomodou um pouco com a pergunta. - Desculpe, é sua vida pessoal, não tenho o direito.
- Tudo bem, não me importo em falar
Faz uma pausa. - Minha mãe e meu pai eram viciados, minha mãe me deixou na rua abandonado e matou meu pai, ela foi presa e eu acabei indo pro orfanato, meus pais me adotaram com 10 anos.
- Não passou nada nem perto disso na minha cabeça. Respondo surpresa pela sua resposta.
- Tudo bem, isso não me afeta, não mas.
Conversamos mais um pouco e ele fala sobre os irmãos, Rose parece ser irmã gêmea de Ana e sorrio em pensar como seriam as duas juntas. Jhony parece ser mais reservado, namora uma menina da faculdade e trabalha na empresa junto com o pai.
Percebo que já passa da meia noite e decido que já é hora de dormir.
- Se não se importa, vou dormir, amanhã quero estar disposta para visitar Sofia.
- Claro. Ele se levanta junto comigo. - Obrigado por me fazer companhia.
- Não precisa agradecer, adorei a conversa.
Caminho em direção ao quarto mas ele me chama.
- Clarisse ?
Viro e ele está bem atrás de mim.
- Sim ?
Ele me agarra pela cintura e me olha nos olhos.
- O que está fazendo comigo ? Pergunta me olhando fundo.
- Não entendo.
- Não vou conseguir dormir se não for com você.
- Gustavo, eu tenho alguns comprimidos se quiser eu posso te dar uns.
- Não quero nenhum remédio. Diz me olhando com desejo. - Quero você.
Não consigo responder pois ele já está me beijando. Mas me beija com carinho, como se quisesse me devorar e me amar ao mesmo tempo.
Me leva para meu quarto e me deita com carinho na cama, me olha nos olhos.
- Deixou seu cheiro em minha cama, seu cheiro de morango, mas o pior não foi isso, o pior é sentir ele grudado em mim, sentir seu cheiro em todos os lugares, essa é a pior parte.
- Gustavo.
- Hoje eu quero sentir seu cheiro, direto da fonte, quero me embebedar de você. Diz e começa a me beijar, beijos calmos, por todo meu corpo, enfia seu nariz em meus cabelos e me cheira, inspira meu perfume como se fosse o oxigênio que precisa pra viver.
- Feiticeira. Sorri em meu ouvido. - Quanto mais te tenho, mas quero seu corpo no meu.
- Sou toda sua hoje querido.
Não consigo mas medir minhas palavras, sinto carinho, um carinho que nunca tinha sentido até Gustavo.
Ele beija a extensão das minhas pernas enquanto tira meus saltos, estou entregue.
O quarto está quente, parece uma sauna, estamos quentes, mas não sentimos só tesão por um sexo casual, queremos gravar cada pedaço dessa noite, vejo em seus olhos como se ele quisesse filmar tudo e guardar na sua mente.
Fecho meus olhos quando sinto suas mãos passearem pelo meu corpo, ele tira meu vestido com delicadeza e me fotografa como pode, o quarto está com a luz baixa o que torna tudo ainda mais misterioso.
- O que quer de mim Gustavo ? Sussurro quando ele me toca.
- Quero estar em você, sentir seu calor enquanto me olha, enquanto me deseja, quero grudar seu cheiro em mim.
- Então faça isso, pode fazer o que quiser comigo.
Gustavo não espera mais nada, tira as roupas desesperado, como se o que eu tivesse dito fosse água no deserto, ele necessita de mim, se enterra, sem precisar de preliminares, estamos molhados o suficiente para isso.
Sinto seu toque, sinto a pressão que faz querendo estar o máximo dentro de mim, olho em seu rosto e admiro o homem que me toma, está ainda mais lindo com o suor que se forma em seu rosto, ele percebe que estou olhando e me olha de volta, ficamos uns segundos apenas olhando um ao outro, até que o puxo para um beijo calmo, sentindo seu gosto, seu cheiro, penso que seria fácil me envolver com ele, mas ele deixou claro no jantar que não quer nada sério, então apenas aproveito o momento, quando chegamos ao nosso orgamo, Gustavo se deita ao meu lado, cansado me oolhando, me dá um beijo carinhoso e envolve seus braços em mim adormecendo, fico o observando por uns minutos até cair no sono também.

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