3.

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Bárbara Narrando.

Tereza: me perdoa minha filha... - fala com seus olhos se enchendo de lagrimas.

Eu: te perdoar?! Você sabe quantas vezes eu me perguntei onde estava a minha mãe? Se ela me amava? Se algum dia ela apareceria? Diversas vezes! - falo começando a ficar alterada - Eu via todos com famílias felizes, e eu não sabia nem quem era a minha mãe praticamente! Quer dizer, eu ainda não sei.

Tereza: eu sei que isso foi difícil pra você! Mas você precisa entender que eu não fiz isso porque eu quis, eu fui forçada! Fui forçada a ficar longe de você, da minha menina - fala começando a chorar fazendo meu coração apertar - me perdoa por todo o mal que eu te causei minha menina, mas agora eu estou aqui! Estou aqui pra ser a mãe que você nunca teve, a mãe que eu nunca fui. - fala segurando a minha mão e eu não me aguento e começo a chorar.

Tereza me puxa me abraçando e de início eu reluto, mas logo me entrego e retribuo o seu abraço a apertando, enquanto começo a soluçar.

[...]

Tereza: me conta tudo que aconteceu durante todos esses anos! - fala enquanto nos sentamos no sofá.

Começo a contar da minha vida pra ela e sempre que falo do meu pai a mesma esboça um sorriso bobo.

Será que ela era apaixonada por ele?

Eu: o que aconteceu entre vocês dois?

Tereza: o seu pai foi um amor de verão. Nós nos conhecemos na praia, e tivemos um romance. - fala sorrindo - Infelizmente não durou muito, e por motivos maiores nós tivemos que nos afastar - fala ficando triste - eu não posso entrar em detalhes, pelo seu bem! - fala me olhando e eu fico confusa. - pela sua segurança eu não posso falar. - suspira.

Eu: saiba que qualquer coisa que você me contar, eu não falarei pra ninguém! se é algo a meu respeito eu acho que eu tenho o direito de saber - falo a olhando.

Tereza: isso é algo que até se apenas você souber, você estará correndo perigo. - fala respirando fundo - oh minha querida, peço que confie em min. Por mais difícil que seja!

Eu: prometo que tentarei - sorrio fraco - é que é muito difícil... mas prometo que irei tentar - falo e a abraço e reparo que a mesma volta a chorar.

Tereza: foi tão difícil ficar longe de você- fala me apertando.

Jamaica Narrando.

Alemão: o parça, que papo é esse de tu ter irmã? - pergunta me olhando confuso.

Eu: véi, nem eu entendi direito. A única coisa que minha véia me disse é que ela teve que se separar da Bárbara. E ainda adiantou que não pode falar nada sobre esse assunto - falo ficando estressado - tem história por ai, quero nem ver a merda que vai dar - suspiro.

Alemão: pô, se a dona Tereza falou que não pode contar nada confia! Tua véia é sábia carai! - fala batendo no meu ombro e logo fazemos nosso toque.

Eu: só espero que essa mina não traga problema! Tu não viu a puta cara de patricinha que ela tem. Tá maluco ! As mina daqui vão ficar pistola em dois pulo - falo e nós rimos.

Alemão: já quero ver as treta - nós rimos - parça, vou meter marcha. Vou dar um pulo la no asfalto, vou dar uma ajudazinha lá pros pé preto! - fala e eu assinto.

Sempre que a gente vai fazer alguma ação lá no asfalto a gente da uma grana pros polícia pra dar uma aliviada.

Eu: pode pá, qualquer coisa manda um rádio que eu mando os mano passar o cerol rapidinho. - fala e logo assente pegando a mochila com a grana e saindo em seguida.

Pouco tempo depois que o Alemão sai o Nando manda um rádio.

Nando: o Jamaica, lembra daqueles papo do talarico lá?

Eu: lembro, qual foi dessa vez?

Nando: o mano pegou o Everton la dá rua 13 dando em cima da mulher do Wesley pai.

Eu: puta que me pariu, eu mandei esse filha da puta parar com essas porra mano - falo irritado. - manda ele ir lá pra quadra de trás que eu vou ensinar esse filha da puta a respeitar.

A única pessoa que está abaixo do Alemão sou eu. Então quando ele sai pra resolver alguma parada eu fico na responsa.

Peguei a peça e botei na cintura, logo indo até a quadra.

Chego la e o filha da puta ta com a maior cara de desespero, certeza que deve estar com o cu na mão.

A patricinha do VidigalOnde histórias criam vida. Descubra agora