Larissa: o que você sente pelos dois?
Eu: eu gosto deles - falo suspirando em seguida. - cada um me conquista do seu jeitinho sabe? isso é tão confuso. e eu fico com medo de machucar a mim, e a eles.
Larissa: o problema é que você tem dois caras extremamente gentis e príncipes com meninas. Eu já gostei do Alemão, mas foi algo passageiro.
Eu: sério?? - falo surpresa e a mesma assente.
Larissa: nós éramos muito grudados, ai acabamos confundindo os sentimentos. E desde então nos demos uma distanciada, e eu e o Pedro viramos melhores amigos.
Eu: o Breno é tão fofo comigo. Quer dizer, em algumas horas né, se é que me entende - falo fazendo a mesma rir - e o Pedro é fofo comigo sempre. Os dois me tratam bem, se preocupam comigo. Eu não sei o que fazer. Não sei mesmo.
Larissa: só sei de uma coisa, você tem que se decidir. Porque só de olhar pra eles da pra perceber que ambos gostam de você.
Eu: isso é tão difícil- suspiro me encostando no sofá.
Continuamos conversando e a Lari logo foi embora me deixando sozinha.
Enquanto esperava dar o horário para eu me arrumar fiquei pensando nas coisas que a Lari me falou.
O Breno é tão diferente comigo. Ele trata todos de uma forma, e comigo é tudo diferente. Ele me faz sentir especial, não sei explicar.
O Pedro me tratou mal quando nos conhecemos mas eu entendi o porque. Eu fico com medo de o que eu sinto por ele estar sendo confundido por um amor de irmãos. Um carinho.
Mesmo que a gente não tenha um parentesco de sangue, ele é filho de criação da minha mãe. Eu não sei como ela reagiria se a gente tivesse algo de verdade, se a gente namorasse.
Ele de certa forma é meu parente.
Depois de tanto refletir me levanto e vou tomar um banho.
Assim que saio me troco colocando um body preto, um shorts rasgado e um tenis branco.
Faço uma maquiagem bem básica, arrumo meu cabelo e coloco um colar e brincos pra complementar o look.
Quando estava passando perfume escuto a campainha e pego meu celular, indo abrir a porta em seguida, dando de cara com o Breno.
Alemão: nossa, isso tudo é pra mim?! - sorri me olhando de cima a baixo me fazendo rir.
Eu: eu que o diga, você ficou lindo com essa roupa - sorrio me aproximando dele e nós cumprimentamos com selinhos.
Alemão: vamos? - sorri me olhando e eu assinto com a cabeça.
Saio trancando a porta e logo ele segura minha mão, entrelaçando nossos dedos.
Alemão: tem um lugar aqui que tem uma das melhores vistas do Rio. E tenho certeza que você ainda não foi lá.
Entramos em uma kombi e ficamos alguns minutos dentro da mesma. Fomos até o ponto mais alto do morro.
Alemão: você vai ter que por isso - fala me mostrando uma venda - faz parte da surpresa.
Eu: ta bom - falo rindo e fico de costas pra ele e o mesmo amarra a venda em mim. - agora me ajuda - rio
O Breno me ajuda a descer e nós andamos uma distância curta.
O mesmo fica atrás de mim e tira a minha venda.
Ao eu abrir meus olhos, me deparo com uma das vistas mais lindas que eu já vi.
Alemão Narrando.
Eu: aqui é o ponto mais alto do Vidigal. Chamam de Mirante do Arvrão. E só tem dois jeitos de vir pra ca. De mototáxi, ou de kombi, como nós viemos - falo a olhando enquanto a mesma observa cada palavra que eu falo. - achei que você gostaria dessa vista - falo apontando pra frente.
Bárbara: isso é muito lindo - sorri olhando a paisagem e logo me olha - como sabia que eu iria gostar?
Eu: intuição- falo e nós rimos - mas sério. Eu pensei que você é toda meiga, toda princesinha. Achei que um role diferente seria legal! Pra gente sair um pouco dos bailes da vida- sorrio e a mesma se aproxima de mim me dando um selinho.
Bárbara: eu amei demais! você não tem noção do quanto! - sorri largamente.
Eu: e pra melhorar a noite, o que acha da gente comer alguma coisa?
Bárbara: isso é um encontro Breno? - me pergunta séria mas logo sorri me fazendo ficar tranquilo
Eu: é se você quiser que seja - falo acariciando sua bochecha.
Bárbara: então é um encontro - nós sorrimos e me aproximo dela dando início a um beijo calmo.
Nos separamos dando um selinho demorado e a olho sorrindo.
Eu: vem, vamos la pra mesa que eu reservei pra gente! - seguro sua mão e andamos até a respectiva mesa. Puxo a cadeira pra ela se sentar, e assim que ela se senta dou a volta na mesa sentando em sua frente.
Bárbara: você é tão fofo comigo - sorri me olhando me fazendo rir - é sério! com todo mundo você é tão...- pensa em uma palavra
Eu: ignorante? estourado? - falo fazendo-a rir.
Bárbara: diferente. Essa era a palavra que eu tava procurando - nós rimos - comigo você é fofo, você se preocupa. Eu acho isso tão lindo - fala e nós sorrimos ao mesmo tempo.
Eu: eu tenho que manter essa pose de durão por causa do morro e tal. Mas por baixo sou só um cara normal que curte demonstrar os sentimentos quando necessário.
Continuamos conversando e pedimos dois hambúrgueres e duas cervejas.
Terminamos de comer e voltamos pra ponta do mirante e a Babi se apoiou nas grades enquanto eu a abraço por trás, dando um beijo em sua bochecha.
Eu: seria tão prático se fosse assim todo dia - sorrio olhando pra frente.
Bárbara: assim como?
Eu: imagina só. Acordar com você do meu lado, com uma vista massa que nem essa pra gente desfrutar. Depois a gente levanta, toma um café e depois ficamos olhando a paisagem até cansar - sorrio imaginando.
Nem só de tráfico vive um dono de morro.
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A patricinha do Vidigal
Ficção AdolescenteDo condomínio pra comunidade. Bárbara tem sua vida virada de cabeça pra baixo depois da morte de seu pai. A jovem nunca imaginou que teria de largar a sua vida para viver com uma desconhecida, a mulher que lhe deu a vida. Nunca pensou que teria qu...
