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Pedro Narrando.

Que filha da puta tiw!

Vou fazer da vida dessa mina um inferno. Se depender de mim essa ai volta rapidinho pro condomínio cheio de playboy.

Pego minha baranga e saio indo até a quadra.

Passo pela lanchonete da tia Jô e dou de cara com minha mãe, o alemão e a Bárbara conversando.

Quer dizer, a Bárbara tava com aquela cara de cu dela.

Alemão: o Jamaica, preciso bate um lero contigo - me grita me fazendo concordar e ir até ele.

Eu: qual foi?

Alemão: aqui não! - tchau tia tereza, tia Jô - sorri se despedindo das mesmas - tchau loirinha - pisca sorrindo e vem até mim.

Começamos a andar e logo chegamos no escritório.

Alemão: mermão, que mina é aquela?! - fala sorrindo de lado - gata demais pai!

Eu: vish sai dessa! A mina é mó nariz empinado. Da nem pra bater um papo suave.

Alemão: tu falou pra ela sobre hoje? - assinto - e ela?

Eu: então man, eu avisei pra ela sobre as minas daqui, dai ela veio mó pá pra cima de mim! começou a falar um monte. Só não meti a arma na cara dela porque minha mãe me impediu. Se não ela estaria fudida.

Alemão: qual foi Alves! Ela é tua irmã carai! ta maluco?! - fala colocando a mão na cabeça no sentido de me fazer pensar.

Eu: eu sei carai! mas se loko, ela me tira do sério - suspiro irritado.

Alemão: eu to querendo que ela me tire do sério também, mas de outra maneira - ri malicioso me fazendo negar com a cabeça.

Eu: caiu na rede é peixe né não pai?! - falo rindo e fazemos nosso toque.

Bárbara tá errada se ela tá pensando que vai tratar a gente da maneira que quiser.

Bárbara p.o.v

Tia jô: esses dois não tem jeito mesmo - fala negando com a cabeça e ri olhando minha mãe.

Tereza: no começo eu tinha muito medo sabe Jô... - fala pensativa - hoje em dia eu ja aceitei . Se é isso que meu filho quer pra ele, paciência.

Eu: o que o Pedro faz?

Tereza: isso é conversa pra outro dia, e ele precisa estar junto - suspira me olhando e sorri fraco.

Tia Jô: fiquei sabendo que hoje você será apresentada la na quadra, você vai mesmo? - pergunta sorridente me olhando.

Eu: se não tem outro jeito eu vou - rio fraco - mas, o Pedro, ou Jamaica, enfim - falo e nós rimos - me falou pra não usar as roupas que eu uso, porque as meninas daqui vão ficar bravas e sei la o que - falo revirando os olhos.

Tia Jô: ah menina, é o grupinho da Jessica. Aquelas ali não suportam que alguém seja melhor que elas. E eu falo com propriedade, a conheço desde que nasceu! - sorri fraco - tenta não arrumar confusão com ela, uma vez ela cortou o cabelo de uma menina, me lembro como se fosse ontem.

Eu: sinceramente Tia Jô, posso te chamar assim? - falo rindo e a mesma assente com a cabeça- eu não tenho medo. Posso até ser uma menina de condomínio, como todos que eu conheço falam, mas eu sei bem como me defender, e sei até onde uma pessoa pode me desrespeitar sem que eu reaja sabe ? - falo e a mesma assente - eu sou mais de palavras do que de ações, mas quando é necessário... - faço uma pausa - eu reajo - falo rindo.

Tia Jô: assim que tem que ser - sorri - e o que você achou do Brenno? - pergunta me deixando confusa.

Eu: quem é Brenno? - arqueio a sobrancelha pensando.

Tia Jô: o pedaço de mal caminho que estava com a gente agorinha - fala fazendo com que a Tereza ria.

Eu: ah, ele é bonitinho - dou de ombros- da pro gasto - falo rindo

Tereza: não aguento você falando assim - ri negando com a cabeça - bom, está quase dando meu horário, tenho que ir trabalhar. - fala me olhando - Filha, por tudo que é mais sagrado, tenta não arrumar confusão com essas garotas, por mais que elas queiram comprar briga com você- fala e eu assinto com a cabeça, recebendo um abraço seu em seguida.

A patricinha do VidigalOnde histórias criam vida. Descubra agora