Entre brigas e provocações, Natsu e Lucy não conseguem evitar sentir algo a mais que ódio. Se vendo presa num jogo perigoso e excitante, Lucy descobre que ainda existem muitos mistérios sobre os incidentes do passado, especialmente quando coisas es...
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Voltei, meus lindoooos! Eu até tentei trazer todos os capítulos do passado de uma vez, mas não deu. Provavelmente solto os outros três ainda nesse final de semana!
Boa leitura!
Ps.: Por enquanto sem banner pois estou sem tempo, mas asim que possível venho colocar <3
Confesso que às vezes me pego pensando no que teria acontecido se eu tivesse feito alguma coisa quando percebi que tudo começou a mudar. Poderia dizer que o clima estranho entre nós dois havia começado depois dali, daqueles primeiros beijos na cachoeira, onde usufruímos da intimidade um do outro para experimentar novos desejos. Mas não. Natsu mudou antes mesmo que eu percebesse isso, antes ainda da minha mudança. Quando me levou sozinha para cachoeira, quando fez a proposta do beijo. Quando disse que queria me falar alguma coisa.
Mas eu fiquei com medo. Não conseguia perguntar o motivo de suas preocupações, do quanto ele parecia perturbado em certos momentos. Era tão novo para mim saber que ele estava se tornando um homem, tive receio de que ele me deixasse de lado. Entretanto, foi justamente por causa desse medo, que quem acabou se afastando, fui eu. Procrastinei todas as tentativas que ele fazia de falar sobre algo mais profundo, coisas que eu nunca entendia de início, e acabava tirando sua coragem de chegar no ponto principal. Sua mudança me mudou, mas antes que eu pudesse encará-lo com olhos maduros, ele chegou.
Lembro-me como hoje dos pirciengs no rosto, os olhos extremamente azuis, seu cabelo loiro e bagunçando e o carisma sem igual. Sting tinha má fama, mas encantava a todos por perto, e comigo não foi diferente. Pelo menos depois da desconfiança habitual que tenho com todos os estranhos, até que eles deixem de ser estranhos. O que eu não sabia, era que por trás da simpatia, existia alguém que brincava com as pessoas do modo mais cruel possível. Virou meu amigo, me mostrou o mundo, apenas para me destruir depois, me tirando a coisa mais importante que eu tinha na vida.
Natsu.
Cinco anos atrás
Depois daquela última conversa que não tivemos, Natsu estava mais pensativo que o normal. Eu quase podia sentir sua aflição, mesmo que ele disfarçasse muito bem. Me odiei tanto com isso que decidi de uma vez por todas que iria deixar a paranoia de lado e escutá-lo. Sempre estivemos juntos, praticamente desde que nascemos, e não havia ninguém no mundo que nos conhecesse melhor do que um ao outro. E o fato de que isso estava deixando de ser verdade me deixava muito pior do que o medo que sentia sobre o que ele queria dizer.
O único problema é que eu tinha tomado essa decisão tarde demais.
– Lu. – Natsu entrou no quarto sem bater, o que vinha me incomodando bastante já que não éramos mais crianças, mas reclamar com ele era o mesmo que falar com uma porta. – Você não se esqueceu de amanhã, né?