Quarenta e oito - Infiltradas

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Oi meus amores! Demorei, mas voltei. Leiam o comentário aqui <3




Quarenta e oito - Infiltradas




As coisas não mudaram há tanto tempo assim, para que eu me sinta plenamente confortável com a ideia de que estou buscando conforto nos braços dele.

Mas eu decidi ignorar o sentimento, me concentrando apenas em sustentar os olhares intensos que trocamos enquanto nossos corpos se encaixam perfeitamente. Natsu entra e sai devagar, apoiando uma das mãos na cabeceira da cama, enquanto a outra faz o maravilhoso trabalho de apertar minha coxa, aquecida e arrepiada com seu toque. Contornei calmamente seu peito, sentindo e admirando todos os músculos deliciosamente contraídos antes de olhar para outro lugar.

Eu havia adquirido um fetiche obsceno de observar nos mínimos detalhes o nosso encaixe. Me perdi nos movimentos ritmados, sua maravilhosa extensão saindo completamente, apenas para voltar a ser engolida por mim outra vez, num ciclo viciante que eu me pegava implorando para que nunca parasse. Percebendo o que eu fazia, Natsu empurrou mais forte, me fazendo cravar as unhas em seu braço e revirar os olhos antes de fechá-los com força.

Meu gemido foi quase como um choro.

— Ei.

Olhei para ele quando segurou meu queixo, sua expressão exigia uma obediência que ele sabia que só teria de mim nesses momentos.

— Você tem que olhar para mim.

Narcisista do caralho.

Não é de agora que percebo que Natsu gosta de ser observado por mim. Talvez eu não o faça tanto quanto deveria porque, principalmente agora, tenho medo de que meu olhar entregue todo o jogo de mentiras que venho contando para mim mesma há tempos. Não existe, na face da terra, um momento na vida em que eu esteja mais vulnerável do que no sexo com ele.

Natsu não sabe disso, por isso ele tem essa necessidade de se fazer notar, como se quisesse se certificar de que não é o ato por si só que me cativa, e sim ele. Por Zeus, se ele soubesse o que se passa na minha cabeça...

Mas não sabe, por isso mordeu o lábio e se ergueu quando enfim ele obteve de volta minha total atenção, o gesto me fez perceber seu cabelo já bastante crescido em cima dos olhos. Suspirei, tentando não parecer tão decepcionada quando ele saiu, mas o sentimento durou pouco. Meu coração se acelerou em euforia quando ele, de repente, me puxou com tudo para a beirada da cama. Por um momento, achei que ele iria me virar de bruços para me impedir de olhar, mas pelo contrário. Depois de colocar um travesseiro para elevar minhas costas, Natsu apoiou minhas pernas ao redor de seu pescoço. Lambendo toda a extensão interior da minha coxa, ele me encarou com uma expressão safada por trás de seus cílios volumosos enquanto eu apenas ofegava em expectativa.

O primeiro toque de sua língua ainda foi olhando para mim, fazendo questão de observar a maneira como eu mordi o lábio e apertei com força o lençol da cama. Depois, ele abaixou a cabeça, plenamente ciente de que eu estava olhando muito bem para ele.

Não tivemos preliminares quando cheguei. Eu havia ligado para ele, dizendo que o encontraria aqui, no nosso canto, porque eu sabia que se pedisse para ele me buscar nós teríamos transado no carro mesmo. A primeira coisa que fiz quando ele abriu a porta foi beijá-lo e dizer:

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