Entre brigas e provocações, Natsu e Lucy não conseguem evitar sentir algo a mais que ódio. Se vendo presa num jogo perigoso e excitante, Lucy descobre que ainda existem muitos mistérios sobre os incidentes do passado, especialmente quando coisas es...
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Nesse capítulo temos a diva da Michele, a fada sensata mais louquinha de JS <3 Saudades dela. Boa leitura!
– Prima!
Me encolhi levemente na cadeira, virando o rosto e cogitando seriamente a ideia de me levantar e ir embora, fingindo que aquele escândalo não era comigo. Mas meu pai não me deu tempo de pôr o plano em prática.
– Filha, olha. – Ele me cutucou, se levantando. – A Michele chegou.
Revirei os olhos.
– Nossa pai, jura? Eu nem notei, ela é sempre tão discreta.
– Igual a você assistindo a jogos de basquete. – Retrucou, rindo.
– Ei! – Protestei. – É diferente!
– Tio! – Michele grita novamente, chegando até nós. Levantei da cadeira do aeroporto, levemente pasma.
Minha prima era uma típica patricinha de Bervely Hills, com roupas cor de rosa, saltos, frufrus e sua mala de oncinha. Na minha memória ela era mais singela, visualmente falando. Ao chegar até nós, jogou tudo no chão e deu um gritinho, nos envolvendo em um abraço. Apenas pude ficar imóvel.
– Meu Deus, que saudades de vocês! – Disse ela com seu hálito de morango, provavelmente do chiclete que mascava. Logo em seguida ela se volta para o meu pai, colocando os óculos de sol na cabeça e ajeitando os fios loiro escuro. – Tio, o senhor está um coroa muito bonito, aposto que a tia deve sentir muito ciúme. – O cutucou debilmente.
– Obrigada, Michele. É bom te ver também, vejo que cresceu bem. Como está seu pai?
– Ah, na mesma. Chatice, trabalho, mais chatice... Lucy!
Ela me pega pelos braços, me analisando de cima a baixo.
– Garota, como você está bonita! Parece que a adolescência chegou por aqui. Eu me lembro quando você era desse tamanhinho e fazíamos trancinhas uma na outra.
Dessa vez eu ri, agora lembro porque gosto da Michele. Ela é completamente louca, mesmo que de um jeito irritante.
– Michelle, você é apenas dois anos mais velha.
– O que me dá alguns centímetros e vinte e quatro meses a mais de experiências vividas. – Ambos olhamos para nossos pés, ela de salto e eu de tênis. Se ela os tirasse, eu certamente ficaria maior, porém ela negou esse fato deliberadamente, o que fez meu pai e eu rirmos. – Mas me diga, não acho que tenha sido apenas a puberdade que te fez bem, tem algo que eu deveria saber?
Meu pai pegou sua mala e bolsa no chão, dando umas tossidas sutis com a palavra "garotos" disfarçadamente dita entre elas. Isso foi o suficiente para Michele arregalar os olhos e ficar saltitando loucamente ao meu redor.