Treze - Provocações

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Acabou que Dragneel cozinhou nosso café da manhã/almoço e também o jantar. Me surpreendi por ele não ter ido tão mal. O filho da puta sabe fazer muitas coisas.

Coisas até demais.

Estou sentada na poltrona da sala enquanto ele lava a louça, tarefa que me recusei a fazer depois que ele se negou – mais uma vez – a devolver minhas roupas. O desgraçado me jogou uma camisa depois do banho, e disse que estava de bom tamanho. Não sei se ele quer um jeito mais fácil de me ter, ou se é alguma idiotice masculina de querer que eu use suas roupas. Ou talvez os dois.

Impacientemente, levanto da poltrona e me ergo em cima do balcão da cozinha, vendo-o de costas na pia. Ignoro o formigamento crescente lá em baixo ao observar suas costas nuas, que são umas das coisas mais sexys que ele tem. E melhor ainda agora que estão com marcas das minhas unhas.

Mordo o lábio.

– Eu quero minhas roupas. – Digo da forma mais sensual que consigo.

Ele se vira com a sobrancelha arqueada, um sorriso malandro brota em seu rosto:

– Está tentando me seduzir?

– Talvez. – Me inclino para frente, fazendo com que ele desvie o olhar para o meu decote por alguns segundos.

Até que ele bufa, e volta a ensaboar o prato.

– Não vai rolar. Suas técnicas de sedução são muito fracas, Lucy. Parecia mais que você estava envergonhada em soltar alguns gases se esticando desse jeito, ainda mais com essa cara.

Sinto meu sangue ferver e jogo nele o primeiro objeto que encontro: Uma xícara. Mas, mesmo de costas, Dragneel desvia facilmente e a xícara se estilhaça na parede.

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