Sarah Montenegro
Acordo sendo arrastada por varias cordas na lama, meus pulsos e minhas pernas estão totalmente amarrados impedindo qualquer movimento que eu queira fazer.
Tento me mexer mais é em vão, um pano na minha me boca impede de xingar esses filho da puta que estão fazendo isso comigo, solto um gemido de dor pela minha perna que ainda sangra muito.
Meus olhos pesam e acabo adormecendo novamente.
.............
- ACORDA SUA PUTA - recebo um tapa na minha cara acompanhado com um balde de água gelada.
Abro meus olhos atordoada e observo o homem a minha frente, alto com um dos seus braços tatuado, seus cabelos pretos juntamente com os olhos dao um charme que o brutamonte não tem, resmungo um filho da puta pra ele que rir ficando sério depois.
- você é muito sacana mesmo né, quero vê me chamar de filho da puta quando eu estiver te socando com força - diz com um sorriso malicioso e meus olhos marejam.
Ele abre uma porta e sai fechando a mesma logo em seguida.
Acompanho com os olhos todo o lugar e estou em uma casa abandonada que eu não faço a mínima ideia de onde seja, meu braço esquerdo e minha perna latejam com força e eu já não sei o tanto de sangue que perdi muito menos que hora é agora, olho por uma brecha da casa e percebo que já é de dia.
Uso de toda força que tenho pra tentar me mexer na cadeira que estou amarrada mais não me movo um centímetro, a porta se abre mais um vez e o brutamonte entra com outro homem trazendo um homem e uma mulher, seus pés e mãos amarrados e com um pano na boca.
Olho pro rosto de cada um e reconheço assim que os olhos furiosos de Letícia se encontram com os meus.
Meus deus, Letícia e Carlos também estão aqui, a essa hora Henrique deve tá surtando atrás dos pais.
Letícia e Carlos são levados até as cadeiras e amarrados, Carlos tenta reagir mais leva um murro caindo inconsciente na hora, Letícia chora e eu apenas observo tudo a minha frente.
Ele tira o pano da minha boca e saem novamente do quarto, olho pro buraco na minha perna e a única coisa que eu quero é tirar a maldita bala daqui de dentro.
A porta se abre novamente e assim que levanto minha cabeça Vanessa entra com ar de superioridade rindo da minha cara, travo o maxilar de raiva e a mesma puxa uma cadeira se sentando a minha frente.
- olha só.... a fodona do morro esta amarrada a minha frente, isso chega até a ser emocionante - diz sarcástica e eu continuo o olhando seria.
O João vai me pagar bem caro por não ter acreditado em mim quando eu falei dessa vadia.
- acho que já tive muita atração por hoje - debocho da cara dela e ela fecha a cara - o João não vai gostar de saber disso - balando a cabeça em negação.
- não se esforce muito querida, vou me vingar de cada vexame que você me fez passar, e sobre o João coitado tão inocente, tão idiota - se levanta da cadeira colocando no mesmo lugar em que tinha pegado.
Letícia apenas observa nossa conversa e logo Carlos acorda a olhando preocupado.
- morrendo de medo de você - arqueio uma de minhas sobrancelhas e ela apenas assente indo até Letícia e Carla tirando os panos de suas bocas.
- eu vou te mostrar com quem você se meteu Sarah - caminha minha direção metendo o dedo na ferida da bala em mim perna.
Fecho o punho pela dor sentido nojo de sua mão em contato com a minha pele e ela se afasta rindo.
- e eu vou te mostrar que vai precisar fazer muito mais que meter o dedo em uma ferida pra me amedrontar - travo o maxilar e ela sai batendo à porta com força.
- sua arrogante idiota, por causa de você eu e meu marido estamos aqui - Letícia rosna com raiva e seu marido abaixa a cabeça com a falação da mulher.
Não presta nem pra mandar ela calar a boca eu em.
- só faltou o Henrique né, aí sim o pacote completo - solto um sorriso sínico pra ela que fecha o punho me olhando.
- amor da pra ficar calada um pouco eu estou amarrado, com dores no corpo e dor de cabeça - Carlos a olha sério e ela rir.
Finalmente disse alguma coisa, não que eu não goste de implicar com ela mais sinceramente eu não estou nos meus melhores momentos.
- não me mande calar a boca eu estou certa, se não fosse por causa dessa traficante de merda nossa família não estaria passando por essa situação.
- você é mesmo uma traficante ? - Carlos me olha com decepção e eu concordo com a cabeça - eu acreditei que você era o melhor pro meu filho!
A verdade é que eu não sou o melhor pra ninguém, nunca me permiti me apegar a tantas pessoas e muito menos dar intimidade pra qualquer um.
A porta se abre novamente fazendo com que eu olhe em sua direção e o caveira entra no quarto me olhando de cima em baixo balanço a cabeça em sinal de negação, suas rugas denunciam sua velhice juntamente com os cabelos grisalhos, o brilho dos seus olhos negros se perdem na maldade em que há nele.
Caveira é dono de um morro vizinho, já tentou muitas alianças comigo mais nunca dei bola sei que ele não é do tipo de pessoa em que se confia em algo que ele fale, seu morro está indo a decadência muitos traficante já foram presos e ele sumiu por um tempo foragido da polícia, só não queria o encontrar agora.
- Sarah minha querida, ambiciosa como o pai, e burra como a mãe - diz em pé a minha frente - vocês conhecem a história da Sarah ? - pergunta a Letícia e Carlos que estão amedrontados com a sua presença.
- não interessa a ninguém minha história - digo entre dentre e ele me olha colocando a mão no coração fazendo cara de indignado.
- mais vou contar mesmo assim! Então... Sarah uma menina sofrida, era espancada pelo pai, via a sua mãe apanhar na sua frente e não fazia nada, até resolver matar seu pai depois de alguns anos da morte da sua mãe, matou o pai pela ambição, pelo morro, pelo desejo de obter o poder - anda de um lado para o outro como se tivesse contando um conto de fadas.
- eu nunca quis o morro - digo rude e ele concorda com a cabeça.
- você quis claro que quis, matou diversas pessoas, todas que entraram no seu caminho.
- ah quem é você pra querer falar de maldade não é mesmo - debocho de toda a sua encenação.
- claro mais sua sogrinha já sabe que foi você quem matou o filhinho dela ?
- É OQUE! - Carlos e Letícia diz juntos me fuzilando com os olhos, eles tentam se soltar da cadeira e o caveira rir ainda mais da situação.
Não vou negar matei ele e não me arrependo.
- pensei que já sabiam... - caveira diz me olhando com nojo.
- EU VOU TE MATAR - Carlos grita em minha direção fechando o punho com força.
- EU VOU ESFOLAR SUA CARA SUA ASSASSINA.... matou o meu filho - grita mais logo começa a chorar junto de Carlos.
Abaixo minha cabeça tentando levar minha alma pra outro lugar que não seja ali, tendo minha tentativa em vão assim que sinto minha vista escurecer novamente.
Mais um capítulo
Espero que gostem
Votem e comentem bastante!
❤️
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A Dona Do Morro
FanfictionPessoas entram e saem da minha vida, se elas forem espertas saem vivas, se não...elas morrem, conhecida como Flor de Liz no mundo do crime, já matei muita gente por entrar no meu caminho. Então cuidado! A próxima (o) pode ser você! Minha prioridade...
