Capitulo 47

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Narradora

Todos despercebidos na sala até o celular do Mika tocar e um número desconhecido aparecer na tela, todos ficam apreensivos e o Mika atende.

Ligação on

- rastreia esse celular porra - Sarah diz do outro lado da linha em um sussurro baixo e a mão do Mika treme - os pais de Henrique estão aqui.... a gente precisa de ajuda - a ligação cai e o Mika afasta o celular de seu ouvido encarando todos já sala.

Ligação off

- CHAMA O MELHOR HACKER AQUI DO MORRO, AGORA! - diz autoritário e o João se levanta em um pulo saindo rapidamente da casa.

Mika pega o rádio reunindo sete grupos de homens para ajuda - lo na missão, o hacker chega depois de alguns minutos junto do João e se inicia a busca pela localização.

- desculpa mais o sistema tá lento e só vai dar uma localização precisa amanhã - o hacker diz encarando todos aflitos a sua frente.

- olha bem aqui pra minha cara e vê se eu tenho paciência pra esperar até amanhã! Eu quero encontrar meus pais hoje ainda entendeu - Henrique avança sobre o homem mais Victor afasta o mesmo.

- te acalma mano todo mundo tá apreensivo com isso mais coloca na tua cabeça que vai dar certo porra - Victor tenta acalmar o mesmo que anda de um lado pro outro.

....

Já se passaram horas desde a ligação, a madrugada fria trazia consigo o medo e a incerteza, junto com os sete grupos de ajuda, todos quiseram participar mais os únicos que foram foi: Mika, João, Victor.

As meninas mesmo com raiva por não irem entendeu que seria o melhor a fazer, ir pra casa e descansar um pouco depois de dias tão conturbados. Henrique foi preparar a chegada dos três no hospital e garantir que tudo seria em total sigilo.

Henrique Menezes

Dia amanheceu rápido, não havia recebido nenhuma ligação e não saber oque realmente estar acontecendo me matava por dentro, porque eu gosto de saber de tudo!

Já reuni pessoas de minha confiança para atenderem os três com sigilo e darem o seu melhor, olho no relógio mais uma vez encarando a entrada nos fundos do hospital e não há um movimento que me de alguma esperança.

Me sento em um banco e pego meu celular vendo algumas mensagens de Débora, ignoro assim que entra o carro dos meninos repleto de lama, levanto apressado e o Mika sai do carro com minha mãe desmaiada em seus braços.

Pego a mesma e a abraço forte, choro por ela ter passado por isso, fico alguns minutos paralisado até voltar a realidade e chamo a equipe que tinha formado.

Eles aparecem com as três macas e medicamento, coloco o colar cervical em minha mãe e eles a levam, Mika tira meu pai com a ajuda de Victor e ele também está inconsciente.

- pai - corro até ele, eles estão muito sujos de sangue.

Ele é levado na maca às pressas e meu coração se aperta quando tiram Sarah algemada com um homem que aparenta ter 1,85 de altura, o homem levou alguns tiros e às vezes ele delira alguma coisa mais acaba adormecendo novamente.

Os dois são levados pelo restante da equipe e fico como uma estátua, parado sem ter reação, não sei oque falar, não sei oque pensar.

- a gente vai no morro, temos que avisar as meninas e tomar um banho - Victor diz tirando um pouco de barro dos seus cabelos e eu apenas concordo.

- não fica assim, o pior já passou... - Mika diz e sai com Victor.

Volto pra dentro do hospital correndo, tenho que dar o meu melhor eles precisam de mim.

Mika Santos

Assim que chegamos no morro, avisamos pras meninas tudo que tinha acontecido e marcarmos de mais tarde ir todo mundo visitar a Sarah.

Quase não conseguimos chegar na localização em que Sarah estava, local de difícil acesso e muita lama, o pior de tudo é que todos que estavam por trás disso tudo estavam mortos, e um dos mortos era GM e a namorada do João, oque eu fico mais puto com tudo isso é como que ele pode se deixar levar por aquela mulher, eu e o Victor concordamos de não falar nada agora, Sarah mesmo vai ter o prazer de esfregar na cara dele de que ela estava certa.

O objetivo agora é saber oque e o porque daquele desconhecido estar algemado a Sarah, isso eu vou descobrir logo.

Termino de parabenizar os soldados que foram comigo e pego minha moto subindo em direção pra casa, não ter dormido direito tantos dias me rendeu um resultado de muitas olheiras.

Senhor obrigado por hoje.

Entro dentro de casa e vejo Carla conversar com um homem as risadas dentro do quarto, entro feito um furacão e os dois me olham assustados.

- MAIS QUE PORRA É ESSA ? - digo seco.

................

Chegamos todos juntos no hospital e Carla tenta uma vez ou outra segurar minha mão mais eu a solto, vejo Henrique sentado no corredor e vamos até ele.

- alguma notícia Henrique ? - digo preocupado.

- nada, me afastaram eu não estou em condições de cuidar de ninguém eu... eu não pude cuidar nem dos meus pais - diz chorando com suas mãos no rosto e eu sento ao seu lado batendo de leve em suas costas.

O silencio reinou por um bom tempo até vim um outro doutor chamando nossa atenção.

- queiram me seguir até a minha sala por favor - diz e todos seguimos em fila atrás dele.

Depois de alguns corredores ele abre uma porta e todos entram, dou prioridade as meninas que puxam as cadeiras se sentando e nos homens ficamos em pé, o doutor pega alguns papéis olhando os mesmos e logo nos encara.

- bom eles chegaram aqui em um estado muito crítico mais conseguimos reverter o quadro dos três... Henrique - diz o doutor o encarando - sua mãe levou dois tiros e estar sendo preparada pra cirurgia - diz e Henrique apenas assente amargurado - sua mãe foi muito espancada e isso fará com que o pós operatório seja um pouco mais complicado mais é por pouco tempo.

- façam oque puder - Henrique diz e o doutor assente.

- bom seu pai levou apenas um tiro e também estar sendo preparado para a cirurgia, tem alguns machucados mais se recuperará bem - diz com um sorriso mais logo se desfaz quando Carla e Sofia o olham feio.

- e a Sarah doutor - Sofia diz seria e ele abaixa a cabeça e levanta logo em seguido encarando a todos.

- Sarah levou dois tiros, ambos estão infeccionados e a cirurgia vai ser um pouco mais complicada em seu braço já que a bala está alojada no osso, já no ferimento da sua perna não possui bala, acho que a mesma deve ter tirado, o seu estado é precário, pois ela perdeu muito sangue e sinceramente não sei como ela ainda estar viva, chegou aqui com muita febre que foi consequência de varias surras que ela levou, é nítido seus hematomas por todo o corpo, mais conseguimos meio que estabilizar um pouco a situação da mesma, mais algo me preocupa muito mais do que tudo isso que eu falei... - o doutor encara o Henrique que chorava algumas lágrimas quieto escorado na parede.

- oque é pior que isso doutor - Carla diz chorando e eu tento consolar a mesma.

- Sarah está grávida e sua gestação é de risco por tudo que ela passou, risco redobrado por ser gêmeos - o médico diz e o Henrique arregala os outros pra ele, ou melhor é uma surpresa pra todo mundo agora é só cuidar dela que logo eles vão estar correndo pelo morro - porém Sarah está sedada, ela acordou algumas vezes mais tinha pequenos surtos com o toque das enfermeiras e médicos, a preocupação maior é que não garantimos que ela irá acordar depois da cirurgia - diz de uma só vez e meu pulmão falta todo o ar que tinha dentro dele. 

- repete por favor - digo em um sussurro e o médico me encara com o olhar baixo, lágrimas quentes descem do meu rosto.

Um barulho alto ecoa pelo lugar e o Victor mais o João vão em direção ao Henrique que esta jogado no chão, todos tentando acordar o mesmo e o médico sai pra fora da sala pedindo ajuda.


Mais um, de pouco em pouco vou postando os capítulos pra vocês.

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