Quatro estrelinhas.

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Jongin estava em uma reunião de negócios. Explicava sobre valores de sua empresa aos homens de vários países que lhe ouviam atentamente. Mesmo se passado nove anos, o Kim continuava nervoso toda vez que estava em assuntos sérios.

— Quantas filiais o Senhor tem?

Indagou um dos homens.

— Estou terminando a minha quinta e..– sorriu pequeno e quando iria concluir, sua porta foi aberta com tudo mostrando sua secretária afobada. — Agora não, Jungsoo. Estou ocupado.

— Senhor é sério!

— Kim Jungsoo, estou o.cu.pa.do. Poderia se retirar? – suspirou e a mulher assentiu com os ombros murchos. — Bom, continuando... pretendo fazer logo após a inauguração dessa uma... desculpem. É o meu marido.

Viu seu celular que tocava e atendeu na frente dos homens.

Papai, o Minjun vai nascer!! – Sooni, filha mais velha deles de quatro anos disse feliz. — KIM JONGIN, ONDE VOCÊ ESTÁ?

Gritou Kyungsoo atrás.

— Ele o quê, amor?

O papai vai ter o Minjun. Ele tá com dorzinha na barriga, papai Nini. Não sei o que fazer e o Mingyu tá chorando agora. Mas eu posso fazer uma cilurgia no papai? Aprendi assistindo série de hospital com a titia Jihyo.

Mingyu tinha um aninho e era o caçula dos Kim's até descobrirem – no mês do aniversário dele.– que Kyungsoo já esperava outro neném. Ele era calminho e sorridente, diferente da irmã que tinha apenas quatro anos mas já era muito esperta.

— Sooni, avise ao seu pai que já estou indo. Aguente mais um pouco. E não. Não pode fazer cirurgia.

AGUENTAR? VOCÊ SABE A DOR QUE ESTOU SENTINDO PRA VOCÊ ME VIR COM ESSA DE AGUENTAR? – Kyungsoo gritou e Jongin suspirou. — Esteja aqui em menos de cinco minutos, Kim Jongin. Ou você vai ter que pagar pensão.

A chamada foi encerrada e o Kim ficou afobado arrumando suas coisas de cima da mesa.

— Senhores, mil perdões. Mas terei que finalizar nossa reunião. Meu ômega está em trabalho de parto, minha filha pensa que está em Grays anatomy, meu caçula está chorando e meu mais novo filho nascendo. Então, eu prefiro não ter contrato com vocês do que me separar do meu marido.

— Vá cuidar de seu ômega, Jongin. – uma das alfas ali disse apertando a mão do empresário. — Deixe nossas conversas para depois. Tenha uma boa tarde.

Assim que todos saíram, Jongin correu em direção ao seu carro e partiu até sua casa lugar que encontrou uma bagunça. Sooni assistindo no celular do pai ômega, Mingyu mamando e Kyungsoo chorando de dor na sala.

— Sooni! Pegue a bolsa amarela que está no quarto do bebê. Mingyu já chega de comida. Venha para sua cadeirinha. E amor, vai dar tudo certo! Já passou duas vezes por isso. E logo depois teremos mais um...

— MAIS UM? VOCÊ ACHA QUE EU SOU O QUÊ? UM COELHO? EU VOU LIGAR ESSA MERDA. TER FILHOS MAIS NÃO!

Dizia sendo levado pelo alfa até o carro onde foi deixado nos bancos de trás junto as crianças que chegaram depois.

— Eu já avisei aos nossos parentes e eles já estão indo para o hospital, amor. Vai dar tudo certo! Não precisa se preocupar. Pense no nosso neném que irá nascer, tudo bem?

Pediu calmamente observando o ômega pelo retrovisor do carro que assentiu de olhos fechados. Mesmo com crianças, Jongin não pode dirigir como uma tartaruga e por isso, acelerou tendo as risadas dos dois pequenos.

— O papai não te alimentou direitinho, não é, meu amor? – Kyungsoo fez carinho no rostinho do neném que o encarava quietinho. — Depois o papai te dar, tá bom? Você vai poder mamar muito. Mas seu papai não!

Sorriu pequeno e o homem na frente tossiu.

— O papai ainda mama? – Sooni começou a sacanear o alfa. Mingyu vendo que sua irmã ria, fez a mesma coisa. — Há há! Papai ainda mama!

— Mama e muito! Menos quando é um garoto mau.

— CHEGAMOS!

Estacionou o carro de qualquer jeito e saiu do veículo e abriu a porta de trás onde Sooni pegou Mingyu no colo e Jongin pegou seu ômega.

Alguns enfermeiros já se encontravam trazendo uma cadeira de rodas para o ômega. Jongin sentou seus filhotes em frente a recepção passando a regra de não falarem ou irem embora com absolutamente ninguém. Apenas com familiares. Sooni como uma boa alfa, assentiu e apertou seu irmão em seu colo o protegendo.

Aquela menina era o orgulho dos papais.

— A pressão dele já está em quase dezessete. Temos que levá-lo logo para a sala de cirurgia. – uma enfermeira disse e os que levavam o mais novo assentiram e partiram em direção a sala deixando Jongin e a mulher conversando. — Qual nome de vocês?

— Kim Jongin e Kim Kyungsoo.

— Okay. Vamos nos higienizar para irmos a sala. Temos um bebê a nossa espera.



Foram exatas dez horas de parto, de ansiedade e de medo. Mas acabou que tudo deu certo. Choraram de alegria ao ouvirem o chorinho do neném gordinho que nasceu forte e saudável e choraram ao verem que Kyungsoo não demonstrou nenhum tipo de convulsão.

Mesmo tendo passado por isso duas vezes, Jongin ainda se sentia um jovem de vinte e três para vinte e quatro anos segurando a pequena Sooni. Três anos depois segurando Mingyu e agora o pequeno Minjun que provavelmente seria o único ômega igual ao papai dele.

— Você perfeito, amor. Obrigado pelos maravilhosos filhos, obrigado por ter me aceitado no altar e obrigado por ter ido comigo naquele dia.

Beijou a testa do ômega que já estava no quarto e amamentava o pequeno que estava com os olhinhos abertos e atentos. Kyungsoo ainda não podia falar por conta do surgimento de gases intestinais que podem levar estofamento no estômago.

A porta bateu e Jongin ajudou o ômega a pegar a criança no colo e assim que foi ate a porta e a abriu, um mutuado de pessoas entraram. Chanyeol e Baekhyun com seus quatro filhos. Um casal de onze e um casal de três. Sehun e Junmyeon. Jungkook e Taehyung com um menino de sete anos. Sooyoung com a irmã e Senhores Wang, os Senhores Kim jongdae e sua filha– esse se casou com Minseok, o garoto com quem transou na praia e ainda era seu escolhido. —, Jihyo e Lisa e Jennie com sorrisos enormes.

Foi só amor naquele momento. Todos totalmente apaixonados pelo neném dos Kim. E Jongin completamente apaixonado pelo seu Kyungsoo.

Agora o alfa tem mais uma estrelinha. Mais um ômegazinho para lhe fazer manha, para puxar seus cabelos igual ao pai faz quando está com raiva e mais um para lhe expulsar da cama.

Mas ele não ligava.

Ele amava suas quatro estrelinhas incondicionalmente.

— Festa de natal dos Oh. Não faltem. E senhores Kim e Senhores Wang, se quiserem ir estão convidados, mas já vou avisando que vai ter droga, sexo na piscina e prostituição.

— SEHUN!

— Brincadeira! É family friendly.

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