Parado em frente a casa de Deidara, Tobirama hesita por os pés no degraus que levam até a casa. O que sabe, é que nunca mais viu o loiro ou teve notícias.
─ Onde estará, Deidarão? ─ perguntou-se coçando o topo da cabeça.
Em uma tarde qualquer, ele pega o básico para uma viagem sem volta, voa para longe da aldeia em seu pássaro, sem avisar ninguém e por conta própria.
Deidara passa anos longe de todos, em uma pequena caverna, com um viçoso gramado verde em volta, e algumas flores que pareciam diferentes das que costumamos ver. Estava tudo indo muito bem, até que uma noite ele começou a sentir frio além do normal. A princípio achou que fosse apenas por causa da noite gelada, então foi dormir com um lençol a mais. No dia seguinte quando acordou, já sentia seu corpo dolorido nas articulações, olhos cansados como se estivesse com muito sono, mas sem nessecidade de dormir, garganta seca, e lábios muito ressecados.
Achando ser apenas sede acompanhada de um mal estar físico, sai do local onde esta em busca de água, carrega uma cantil de bambu em mãos. Não demorou muito para que viesse à piorar, perde as forças nas pernas, caindo de joelhos sobre o solo, sua visão escuresse e desmaia tombando para o lado, enquanto o cantil cai para o outro. Sua pele esta muito pálida, suas olheiras estão muito mais escuras e profundas, soa frio, batendo os dentes.
Enquanto isso, Yamanaka Ino saía de sua casa com um certo objetivo. Caminha pela principal rua de Konoha em direção a saída, carrega consigo uma bolsa e traja sua clássica roupa de cor roxa. Quase passando pelos portões, depara-se com Uchiha Itachi que a observa de forma curiosa.
─ Ino, vai sair em missão? ─ perguntou Itachi, caminhando ao lado dela, já que Ino não parou.
─ Ah, mais ou menos. Eu preciso ir em um lugar onde tem uma flor rara, boa para remédios. Não preciso com urgência, mas é sempre bom ter em casa para o caso de emergência. ─ explicou, olhando para frente e dando um sorriso fraco. O Uchiha olhava para frente também, e acabou por ficar curioso com essa novidade, olhou para ela por um breve momento.
─ Então irei com você se não se importar, achei interessante essa história de flor medicinal. ─ falou desviando seu olhar para frente.
─ Uh? ─ surpresa, olhou para Itachi. ─ Certo, acho que poderá me ajudar, afinal dois é sempre melhor que um.
Os dois entraram na floresta, então seguiram o resto do caminho saltando sobre os galhos das árvores, algumas horas depois chegaram ao destino que Ino havia procurado. Começaram a caminhar sem rumo, afinal a jovem apenas ouviu dizer onde essa flor poderia ser encontrada.
─ Quer começar por onde? ─ perguntou ele.
─ Dizem que é aqui nessa parte que deve ter. ─ olha em volta tentando encontrar a tal flor. ─ Se você vê alguma flor verde com botão lílas, e parecida com uma margarida, é ela, Itachi.
O rapaz fecha os olhos levando a mão ao cabelo para tirar do rosto, pois estava ventando bastante no local, assim que ajeitou seus cabelos, abriu seus olhos novamente.
─ Como se eu fosse floricultor para saber a comparação.
─ É uma flor diferente das comuns, assim que ver, saberá. ─ disse ela, um pouco irritada. Itachi não disse mais nada, apenas continuou caminhando a procura daquela flor, enquanto Ino procuro por outro lado.
Deidara esta tendo um pesadelo com sua antiga vila, Iwagakure no Sato. Sobrevoa com seu passáro de argila entre as casas e telhados da vila, alguns anbus o perceguem acirradamente. Sorria de canto, improvisando mais obra de arte perfeita, e quando olha para os lados se perguntando onde estão, se dá conta de que esta com mão e pés presos.
Batem em seu estômago, rosto e toda região frontal do seu corpo com golpes de taijutsu, fechou os olhos ragendo os dentes de dor, podia ouvir risos de deboche acompanhados de incentivos para que o maltratassem ainda mais. Depois de alguns minutos pararam, foi quando cospiu sangue pela boca e abri os olhos vendo tudo embaçado, ouviu guargalhadas em volta de sí.
─ Querem matar o melhor artista que essa aldeia já teve, hun! Um dia ouvirão falar de mim, a arte nunca morre! ─ exclamou irritado, dentro e fora do pesadelo. Seu rosto esta desfigurado, escorre saliva com sangue de sua boca, que não consegue mante-la fechada devido o inchaço.
─ Ora, vejam só. O ladrãozinho terrorista sabe falar. ─ disse um deles, enquanto outros davam mais risos.
Antes que podesse dizer algo em sua defesa, sente uma descarga elétrica passar pelo seu corpo, fazendo seus olhos arregalarem e sua cabeça inclinar para trás, batendo os dentes. Quando para, sua cabeça vai para frente de uma vez, enquanto respira ofegante pela boca, só não cai, porque esta com os braços e pés presos.
─ Podem me torturar o quanto quiserem... ─ disse isso com dificuldade em meio a ofegância, dentro e fora do pesadelo ─ MAS ISSO NÃO FICARÁ ASSIM, HUN! ─ gritou.
Ino parou ao ouvir uma voz, colocou-se em posição de ataque sacando uma kunai.
─ Itachi, ouviu isso? ─ murmurou ela, franzindo o cenho na direção de onde supostamente veio aquela voz masculina.
─ Não ouvi nada. ─ disse Itachi, como se não se importasse.
─ Tem alguém precisando de ajuda, vem! ─ a Yamanaka saiu correndo, até ver o corpo de Deidara jogado no chão logo à frente. Itachi saiu andando logo atrás, sem pressa alguma.
─ Veja, tem alguém alí, acho que esta ferido. ─ apontou ela, guardando a kunai.
Em instantes chegou até o loiro, sentou-se lado dele sobre as próprias pernas. Ele fazia expressão de dor, enquanto saltava gemidos reprimidos entre os dentes.
─ Nossa, ele esta muito mal. ─ põe a mão na testa dele, franze o cenho preocupada ─ Esta ardendo em febre. ─ Olha em volta sem pensar, então pôde ver a flor medicinal que tanto procurava, abriu um sorriso de alívio. ─ Alí, Itachi! ─ aponta para flor. ─ Aquela é a flor que eu procurava. Pegue-a para mim, por favor.
O Uchiha observava-os em silêncio, deu as costas indo em direção a aquela flor, onde arrancou e trouxe para Ino.
─ Obrigada, Itachi. Se eu estiver certa, apenas uma petala desta flor será o suficiente. ─ falava para sí mesma, arrancando uma petala, logo depois machucando-a com um pouco de água em um recipiente, e colocou dentro da boca de Deidara.
Itachi ficou de pé à frente dos dois observando Ino fazer aquela ação desesperada, porém mantendo-se muito calma. O loiro careta ao sentir o gosto ruim na boca, nesse momento ele acorda e vê o rosto de Ino um pouco embaçado.
─ Ele já é feio sem fazer careta, agora piorou. ─ debochou Itachi.
Ino lançou um olhar cruel para o Uchiha, então ignorou-o e voltou sua atenção para Deidara, colocando a cabeça dele sobre a perna. O rapaz fecha os olhos adormecendo.
─ Itachi, vamos ter que leva-lo para o hospital de Konoha agora.
Sem dizer nada, virou-se de lado para eles deixando sair apenas um dos braços de seu susano'o, que passa a carregar Ino e Deidara.
─ Estou preocupada com ele, e não sei como será quando ele acordar, Itachi. ─ afasta a franja dele, colocando um pano umidecido em sua testa.
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Deidara
FanfictionApós Deidara ter participado de diversos atos terroristas, e da organização Akatsuki, acaba detido pela aldeia da Folha. Em sua liberdade, decide fazer o bem ajudando a vila, provando sua lealdade diversas vezes. No entanto, sempre que tenta alcança...