Quase Uma Traição

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Numa noite calma e tranquila, Naruto caminha solitariamente pela aldeia de Folha, sem se dar conta de que Boruto esta seguindo-o escondido. Em poucos minutos aparece Mito, com um sorriso simpático.

─ Olá, Naruto. ─ saudou ela.

─ Ah, então foi com a senhora Mito que velhote veio se encontrar. ─ murmurrou com o cenho franzido. ─ Mamãe não vai gostar de saber disso, dattebasa.

─ Oi, senhora Mito. ─ dá um sorriso fraco. ─ Estava indo dar uma volta. Se importaria de me acompanhar?

─ Não. ─ negou rapidamente com a cabeça ─ Estava indo fazendo a mesma coisa, dattebayo.

─ Então vamos. Sim? ─ ela assente, e ele também.

O Uzumaki à levou para uma pequena lagoa no meio da floresta, onde a água é clara e reflete o brilho das estrelas, a grama é macia e aconchegante o suficiente para deitar-se e até tirar um cochilo.

Ele se deita no chão com os braços abertos, enquanto Mito permanece de pé olhando a beleza do lugar.

─ Este lugar é bem bonito. Em toda minha vida morando na vila, nunca tinha vindo para cá. ─ disse ela, logo depois senta-se ao lado do rapaz.

Boruto seguiu os dois, manteve-se escondido como um bom espião, observando tudo o que fazem. Naruto não tem intenções algumas com Mito, por este motivo deitou-se no gramado, mas quando olha para o lado, a Uzumaki esta deitada ao seu lado e perto demais. Nesse momento seu filho salta para fora da moita com um pequeno rasengan na mão, vendo isso, o Uzumaki rapidamente ativa o Modo de Chakra do Nove-Caudas, pega Boruto por um dos pés com a mão de chakra da raposa, arremeçando-o no lago, sem saber que é seu próprio filho. O garotinho fica furioso, sai da água e corre em direção ao próprio pai, tentando inultimente acerta-lo com golpes de taijutsu e corta-lo com uma kunai. Vendo que não tem como derrota-lo, acaba desistindo e sai correndo rapidamente, desaparecendo em meio a floresta. Naruto ainda vai atrás dele, para tentar saber quem era, mas era tarde demais. Mito ficou assustada com o ocorrido, também o ajudou procurar, mas não tiveram sucesso.

─ Quem sabe se voltarmos para lá, a pessoa volte. Mas estaremos preparados. ─ disse Mito, assentindo com o cenho franzido.

─ Tem razão. ─ assentiu.

Eles voltaram para o local onde estavam. A mulher senta-se com as pernas dobradas para o lado, quanto a Naruto senta-se com as pernas cruzadas em frente ao corpo.

─ Você sempre vem aqui neste lugar, Naruto? ─ perguntou ela.

─ As vezes. Gosto de lugares como este, dattebayo.

─ Entendi. ─ dá um leve sorriso. Aproxima-se um pouco mais dele, enquanto o rapaz observa o céu estrelado. ─ Naruto... ─ sussurrou aproximando o rosto ao dele.

Ele olhou-a e então virou o rosto para o lado, pegou uma kunai na bolsa, arremeçou-a em um arbusto.

─ Ouviu isso? ─ olhou para onde a kunai caiu.

─ Isso o que? ─ piscou algumas vezes procurando em volta. Astuto inventou a desculpa de ter ouvido algum ruído, mas na verdade não quer beija-la.

Como Mito disse que a pessoa voltaria, o garoto voltou mesmo. Naruto jogou-o uma série de vezes na água, como da outra vez, e sempre o pequeno voltava a ataca-lo. Seu pai queria apenas que ele cesse os ataques. Cansado, Boruto revela-se.

─ Boruto? ─ perguntou surpreso.

─ VOCÊ É UM IDIOTA! ─ grita ─ VOCÊ ÍA TRAIR A MÃEMÃE COM ESSA VELHA, DATTEBASA! ─ cerrou os punhos, com semblante furioso.

─ Acalme-se, Boruto! ─ ordenou, franzindo levemente o cenho.

─ Ei, eu não sou velha! ─ disse ela, um tanto irritada.

─ Por isso estava me atacando? Achou que estavamos em um encontro romantico, Boruto? ─ perguntou o pai.

─ Eu sei que estavam! Não adiante dizer outra coisa! Eu sei o que eu vi.

─ Esta muito enganado. ─ estreita os olhos para o menor, reprovando sua acusação.

─ Então eu fui ludibriada? ─ murmurou para sí mesma abaixando a cabeça, franze a testa com olhar triste.

─ Vamos para casa, vai acabar pegando um resfriado. ─ disse Naruto.

─ Grr! ─ saiu andando na frente em passos largos.

─ Não rosne pra mim, moleque! ─ dá um cascudo nele.

Mito foi logo atrás irritada com Boruto, e triste por Naruto não ter lhe beijado.

─ Droga! Eu sempre perco para esse velhote. ─ murmura, trinca os dentes com o punhos cerrados ─ Pelo menos ele não beijou aquela mulher, dattebasa. ─ sorriu descretamente olhando para ela de canto. Olha para o pai, sua expressão fechou novamente ao sentir-se um fracassado. ─ Não consegui fazer nem um arranhão.

─ Pare de murmurar baixinho aí! ─ deu outro cascudo nele. Ele gruniu levando as mãos a csbeça.

Mito nem se despediu dos dois. Quanto a Naruto sorri aliviado por ela ter ido embora. Passa uma das mãos na nuca e a outra dava cascudos em Boruto, todas as vezes que ele murmurava alguma coisa.

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