Part II | C : 3

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N/A: Oiiii meninas. Boa noite 🌹

Demorei mas trouxe mais um capítulo para vocês, desculpem pela demora.

Antes de seguirem a leitura, quero informar os avisos.

ATENÇÃO:

O capítulo a seguir abordará: Uso ilícito de drogas. Sexo de consentimento duvidoso. Dominação, sadismo e humilhação.
Menções a suicídio.

RESSALTO QUE: Não sou a favor de nada aqui imposto. Esse capítulo e o livro em si, não condiz com meu caráter.

Estejam cientes e por favor! Prezem pela saúde mental de vocês.

Por enquanto é só. Havia dito que terminaria o livro este mês, porém, como minha vida se tornou um carro sem freio despencando de um penhasco, pode demorar só mais um pouco.

OBS: O livro está em processo de revisão e reescrita, portanto, os comentários antigos já não condizem com a nova atualização.

BOA LEITURA A TODAS  🌹

FUIIIII.




"Dizem que o monstro debaixo da cama desaparece quando você cresce. Esqueceram de avisar que ele troca as sombras do chão pelos lençois de seda e o hálito de fumaça. Naquela noite, o toque dele não foi um convite, foi uma invasão. E o pior de tudo não foi o frio da faca contra a minha pele, mas o calor da minha própria traição quando percebi que não queria gritar."

— Y.S. 

JÉSSIKA VELARK


— Vivi por quinze anos com um homem que acreditei ser o amor da minha vida. No começo, não quis acreditar no que as pessoas próximas diziam sobre ele, nem mesmo ex-namoradas. Pensei que comigo ele seria diferente, que se tornaria o homem que sonhei em ter… —  ouço em silêncio, outro relato de alguém que passou pelo mesmo que eu, talvez não na mesma proporção, entretanto, estar aqui foi uma escolha e com isso me atormento com vivências tão horrendas quanto a minha. — Anos fui calada e coagida por ele, medidas protetivas não ajudaram, pelo contrário, quando ele descobria, eram horas a fio apanhando, desejando morrer a cada golpe. 

Meus olhos não desviam nem por um segundo da figura fragilizada, a voz embargada e as mãos temendo por expor em alto e bom som o que havia passado. A terapia em grupo foi uma ideia da minha terapeuta a dois meses atrás, mesmo receosa, aceitei ir, e desde então, não me senti preparada para dizer nada e se fosse, iria ocultar o máximo possível, não por vergonha, mas por medo de que ele soubesse e tomasse as medidas para que isso jamais ocorra de novo. 

— …Agora faz cerca de um ano e meio que busco me reconstruir,  me conectar com outras pessoas sem temer a violência. Ele morreu em um acidente e quando soube senti alívio, me culpei por isso também, mas agora sinto o gosto da liberdade e fico feliz, ainda que não esteja curada o bastante — encerrou. 

O silêncio não durou muito, a psicóloga pontuou cuidadosamente, trazendo acalento que todas nós naquele círculo precisava. Quando acabou, fiquei um tempo sentada, observando as outras se despedirem, respirei fundo antes de fazer o mesmo.

VELARKOnde histórias criam vida. Descubra agora