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N/A: BOA NOITEEEEE!!!!

Voltei com mais um capítulo para vocês, era para ter mais cedo porém estava caótico por aqui e só consegui agora.
Lembrando que estamos em revisão, ta bom?
E espero que essa nova versão esteja agradando vocês.
Tentarei ao máximo atualizar com frequência, mas é complicado, pois além do meu trabalho, tenho duas faculdades em andamento.
Mas darei meu olhar.
Agradeço por não desistirem de mim.

OBS: Na conclusão da revisão estarei colocando Velark na Amazon ♡♡♡♡

Enfim...

Boa leitura e até a próxima atualização pessoal.



Implore por misericórdia, mas nunca por amor.
— autor desconhecido.


JÉSSIKA VELARK

O céu clareava em uma lentidão indescritível, mantenho o livro fechado em meu colo, a casa toda estava bem aquecida, com os cabelos presos em um coque alto, o moletom forrado por dentro impedia que minha pele arrepiasse pelas lembranças melancólicas que me mantiveram acordada desde às três da manhã — através da enorme janela que vai do chão ao teto, observo a neve caindo, a tristeza paira como uma sombra inconveniente, ir a casa de minha mãe no meu aniversário foi o ápice de culpa que pude digerir a seco, portanto, hoje, véspera de Natal, me encontro sozinha, sem nada para fazer para aliviar o peso que venho carregando por meses a fio e que esqueci por um curto espaço de tempo, afinal, foi desesperador encontrar conforto nesse lugar e com seu respectivo dono. 

Tiro do bolso da calça de moletom a pequena chave da minha casa, permaneço com os olhos vidrados, recordando de tudo que era sinônimo de felicidade, das promessas que jamais seriam concretizadas — guardo no bolso novamente e me levando, colocando a manta em cima do sofá juntamente com o livro, pego a xícara vazia e sigo para cozinha, meu corpo congela ao vê-lo descendo as escadas, o tronco despido, descalço, a calça de moletom frouxa no quadril, e o rosto ainda sonolento. 

— Bom dia! — saudou, o timbre rouco e grave me deixou arrepiada dos pés à cabeça. 

— Bom dia — não espero que chegue mais perto, apenas sigo em passos apressados.

Deixo a xícara dentro da pia, respiro fundo antes de pensar em ir para o quarto, precisava sair um pouco, ficar longe deste lugar e consequentemente dele também. Sebatian me olha parecendo inquieto, todavia, passo por ele sem dizer nada ou esperar que ele o faça, subo rápido as escadas, entro no quarto fechando a porta. 

Visto roupas quentes e pesadas para enfrentar o frio, me olho no espelho já pronta, respiro fundo mais uma vez e deixo o cômodo — ele não me impede ao me ver, saiu para o tempo gélido, meu carro já aguardava na entrada, entro e dou partida, engolindo o nó na garganta, a vontade de chorar por horas ou gritar em algum lugar, liberar tudo que venho reprimindo, seria um bom jeito de passar pelas festividades de fim de ano sem sentir tanta amargura. 

Longe o suficiente umedeço os lábios, paro no acostamento para colocar o endereço da casa no mapa — no rádio, uma música tocava, eu mesma não prestava atenção, tudo era sufocante demais, como se o mundo todo estava sobre meus ombros, 

Parei na cafeteria que ia quase todos os dias antes de tudo, peço café expresso e peço outro com canela e chocolate, aguardo por alguns minutos, observo alguns casais chegando, comemorando, fazendo planos, o que torna o aperto em meu peito ainda pior. 

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