[ REESCRITA: INÍCIO: 12/05/2023
Sebastian Velark. Um homem poderoso. Por trás de uma bela aparência e um corpo de arrancar suspiros de muitas, há algo tremendo, maligno e demoníaco. O que ele quer ele tem e não importa o que tem que fazer. Se for p...
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“Tudo está ao alcance das mãos do homem, mas ele deixa tudo escapar debaixo do seu nariz, pura e simplesmente por covardia.” — Fiodór Dostoiévski — Crime e Castigo.
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SEBASTIAN VELARK
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Meu corpo parece pesar uma tonelada. Abro meus olhos com certa dificuldade, a luz diurna feria ao ponto de trazer uma dor de cabeça que há tempos não sentia.
Forço meu cérebro a enviar comandos ao meu corpo, abro novamente meus olhos e espero me adaptar a claridade infernal. Aos poucos reconheço o cômodo que estou, meu quarto estava intocado, me movo devagar, sentindo o corpo ainda pesado, o gosto de álcool impregnado em meu hálito e roupas, essas que ainda que fraco, possui o cheiro que mesmo morto reconheceria.
É o cheiro dela.
Que porra aconteceu ontem?
De pé, cambaleio até a cama, buscando na memória enevoada o que havia ocorrido na noite anterior. Com as mãos trêmulas pego o celular dentro no bolso da calça, ao desbloquear a tela, vejo a imagem, mesmo em meia luz, sabia que era ela.
Amarrada. Nua.
Puta merda!
Antes de procurá-la, verifico os bolsos do moletom, encontrando ali um frasco pequeno, sem nome algum, sabia exatamente do que se tratava e o arrependimento vinha como uma avalanche. Depois de tomar um banho gelado e rápido, me visto com pressa, deixo o quarto praticamente em desespero, de uma forma que não era do meu devido costume.
Dirijo até seu endereço em alta velocidade, cortando os veículos e avançando sinais, a todo momento não conseguia lembrar nem mesmo de um pedaço do ocorrido.
Desço da moto e corro para o interior do condomínio, sendo barrado pelo porteiro de imediato, o mesmo sinalizando para que eu remova o capacete.
— Quem o senhor está procurando? — Questionou, semicerrando os olhos.
— Jéssika Scarlett.
— A senhorita Scarlett não se encontra no momento.
— Poderia me dizer para onde ela foi? — Meu coração acelera. Pelo menos está viva.
— Infelizmente não.
Assinto e retorno para moto, pego o celular e ligo para Kenji, este que atendeu no primeiro toque.