[ REESCRITA: INÍCIO: 12/05/2023
Sebastian Velark. Um homem poderoso. Por trás de uma bela aparência e um corpo de arrancar suspiros de muitas, há algo tremendo, maligno e demoníaco. O que ele quer ele tem e não importa o que tem que fazer. Se for p...
N/A: Boa tarde Velovers. kkkk brincadeira. Trouxe mais um cap para vocês, este bem maior do que o costumeiro. Espero que gostem. Coloquei uma referência bem legal. kkkkkkk Ótimo feriado a todas ( os ) Até a próxima leitura.
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Que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. — Clarice Lispector.
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JÉSSIKA VELARK
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Oa dias tem passado lentamente, chatos e totalmente tediosos. Sebastian chegava muitas vezes nervoso, resmungando sobre dores que parecem cada vez mais dolorosas e insuportáveis — optei por não me importar com isso como havia feito antes, até porque, não é problema meu.
Neste momento estamos jantando, meu prato passou a ser vegetariano, mesmo assim fico receosa em comer, o silêncio era quebrado pelo tintilar dos talheres; pela visão periférica percebo-o distante, a expressão costumeira de incômodo vinha em tremenda angústia, algo que não costumo ver estampado em sua face. Tomei um pouco de vinho tinto e respiro fundo, odiando-me pela pergunta que farei.
— Você está bem?
— Se importa? — retruca seco e impaciente.
— Se não me importasse não estaria perguntando, acredite. — devolvo no mesmo tom, conforme corto os legumes.
Velark solta o ar e me encara, as orbes azuis me fitando como se pudesse arrancar minha alma e engoli-la. — O que quer? Duvido que esteja de fato preocupada com meu estado de saúde. — nisso ele tinha razão. Realmente não me interessa, por mim que morra.
— Quero ver meus pais. — informo. — faz meses que estou aqui e não tentei mais fugir ou pedir ajuda. — relembro.
— Não. Está fora de cogitação. — resmunga.
— Por quê? — aumento um pouco a voz. — Podemos dar um jeito. Prometo voltar, ou talvez, você possa ir comigo. — o amargor por dizer tais palavras por pouco não fez com que eu engasgasse com minha própria saliva. Maldita situação de merda.
— E o que pretende dizer a eles, Jéssika? Hum? — desdenha. — O que dirá sobre mim? — seu timbre sobe uma oitava.
Dizer a verdade traria problemas, e faço de tudo para manter meus pais a salvo desse filho de chocadeira, penso um pouco antes de responder, não o encaro, termino a bebida e o olho diretamente.
— Podemos inventar algo. Que nos conhecemos na Holanda, durante um passeio meu e nos tornamos amigos. Não vou dizer que nos casamos, você matou meu namorado.