Capítulo 4: O Alçapão

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— Naty...eu...eu gosto de você mais do que como uma amiga! Você sente o mesmo por mim?

  Isso sim é uma bomba, quais as chances de Ray ter dito isso? Eu também me pergunto, mas preciso de foco agora. Apenas haja naturalmente e responda naturalmente

— Ray...eu sinto isso desde os meus 6 anos de idade...-Digo corada.

  Um sorriso surge na face do garoto. O mais velho sai de sua posição e lentamente vai se aproximando de mim, sua mão áspera encosta gentilmente em minha bochecha vermelha, quente e fervente. Me rendo a sensação do momento e deixo o peso de minhas pálpebras tomar conta de minha visão. A escuridão permanecia contudo ainda era possível sentir cada respiração do garoto rodeando todo o meu pescoço e rosto. De forma levemente repentina, os lábios de Ray se encontram com os meus dando uma sensação de conforto, felicidade, meu coração dispara e queria manter aquela sensação para sempre.

  Desde jovem já havia lido vários livros descrevendo diversos beijos em locais diferentes, e todos tinham uma coisa em comum: Eram tão bons que podiam fazer alguém sorrir ou chorar.

  A mão de Ray desliza por minhas costas chegando a minha cintura. Seus lábios se chovacam com os meus insasivelmente.

  Uma luz invade nossa privacidade, olho para o lado e vejo a ruiva intrometida aparecer. Ela entra em choque e grita:

— Gilda!!! A Naty e o Ray tão se beijando!

Sinto o ódio de Ray se esparramar pelo quarto todo. Ele corre atrás da menina.

— Emma, você não viu nada! Tá bom? Se você ousar contar alguma coisa para alguém, eu juro arrancar essa sua língua de tagarela.

— Ray! — chamo.

— Fala.

— Acho melhor voltarmos para o quarto, antes que a Mama brigue com a gente por tá gritando essa hora.

— Concordo.

  Descemos a escada e vamos até o quarto de mãos dadas. Ray tranca a porta, apaga a luz deixando apenas a luz da lua cheia que batia em nossa janela, no cômodo. Ele me deita na cama com seu sorriso e sedutoramente sussura:

— Onde paramos mesmo?

  A boca do garoto passa por todo meu pescoço, era como se uma espécie de metonímia fosse ativado e eu sentisse borboletas no meu estômago. Ele dá uma mordida em meu pescoço e solto um pequeno gemido.

— Shiu, querida, queremos ser discretos certo? — ele fala ainda me beijando e como se fosse um desafio.

Troco de papel e beijo seus lábios intensamente. repito o beijo que Ray fez em meu pescoço no do mesmo. Ray solta um gemido assim como eu.

— Seja discreto querido! - falo como uma revanche.

Deitamos felizes como crianças ganhando doces. A sensação de estar agarrada a Ray ao dormir já não era desconfortável. Finalmente estava realizando o meu conto de fadas.

𝑻𝒆𝒙𝒕𝒐𝒔, 𝑪𝒂𝒓𝒕𝒂𝒔 𝒆 𝑩𝒆𝒊𝒋𝒐𝒔 (𝚁𝚊𝚢 𝚇 𝙻𝚎𝚒𝚝𝚘𝚛𝚊)Onde histórias criam vida. Descubra agora