Num palco onde a vida imita a dança, Maia é uma jovem bailarina que se equilibra entre os passos tortuosos de um passado familiar conturbado e a busca incessante por seu lugar no mundo. Enquanto lida com a redescoberta de um amor de infância, Jonas...
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— Olhe como são fofos juntos! — disse Mel, com um suspiro derretido, ao ver nossos pequenos prontos para o primeiro dia de aula. A diferença de idade entre eles era de quase um ano, mas, pagando escola particular, conseguimos colocá-los juntos. Mel me puxou para mais perto e sussurrou: — Escuta!
Observei a cena: Luna, com seus cabelos dourados esvoaçando, ajeitava a gravatinha-borboleta do Jim, que segurava os óculos de sol com as duas mãos. Os dois tinham inventado de ir usando a mesma roupa, conseguimos camisetas iguais, Luna de saia e Jim de calça. Uma duplinha de dar inveja!
— Lu, e se não gostarem de nós? — perguntou Jim, a voz miúda, cheia de uma preocupação que só as crianças pequenas sentem.
— Levanta a cabeça, Jim, coloca seu óculos! — Luna respondeu com uma firmeza surpreendente para sua idade, terminando de ajustar a gravata dele com carinho.
— Mas Lu...
— Jim, se não gostarem de nós, temos um ao outro, não precisamos de mais ninguém! — A convicção na voz da minha filha me encheu de orgulho.
— Owmm... Céus, Mia, eles nasceram um para o outro. — Mel se derreteu ao meu lado. — Vamos, meus filhos?
Luna deu a mão para Jim, e os dois correram para o carro, ansiosos. Entraram e se ajeitaram nos assentos, prontos para a jornada. Eu e Mel os levaríamos juntas, e Jey e Tay buscariam. No caminho para a escola, meu celular tocou. Era Tay. Pedi para Mel atender a chamada de vídeo.
* Oi, cadê os meus amores? — A voz animada do Tay preencheu o carro pelo viva-voz.
— Aqui, papai! — saltou Luna, e Mel virou o celular para eles.
— Oi, Dindo! — Jim acenou, sorrindo.
* Olha só, infelizmente a escola está lotada e não podia ficar sozinha, mas eu e Jey vamos buscá-los. — Tay explicou, a voz cheia de desculpas.
— Quero ir para a escola de dança, dindo! — Jim pediu, manhoso, aproveitando a oportunidade.
* Está bem, agora eu quero que vocês sejam dois jovens corajosos e vão fazer amigos na escola, está bem?
— Tá! — Responderam em uníssono.
* Amo vocês dois!
— Eu também! — disseram as crianças, quase ao mesmo tempo, antes de Mel virar o telefone para nós.
De repente, Gabriel começou a chorar no colo de Taylor, emburrado porque ainda não tinha idade para ir para a escola.
— Gabi, por favor! — falei, tentando acalmá-lo. — Você tem que ajudar o papai e o dindo.
* Má, mamãe... — resmungou ele, com um biquinho adorável.
— Gabi, você é a única gracinha que pode distrair todas essas pessoas no momento. — Falei com um tom de voz suave e persuasivo.