Capítulo 35

1.2K 128 8
                                        


Pensei melhor e resolvi fazer diferente. Deixei que ele visse a mesa posta na sala de jantar, as velas tremeluzindo, e me aninhei no nosso quarto, deitada no meio da cama, coberta apenas com algumas pétalas de rosas.

— Uau, eu morri? — sussurrou ele, a voz carregada de surpresa e admiração.

— Seu bobo. — Respondi com um sorriso, o coração acelerado.

— Você está sexy e linda... E eu já disse sexy? — Ele vinha em minha direção, os olhos fixos nos meus, a voz rouca de desejo.

Eu sorri para ele, e ele deixou a toalha cair, revelando seu corpo atlético.

— Se estiver com muita fome, podemos jantar primeiro! — sugeri, brincando.

— Eu estou com fome de você! — Ele respondeu com um sorriso malicioso.

— Que bom, assim eu posso ser seu jantar!

Ele pulou em cima de mim, grunhindo de prazer, e me beijou com uma intensidade que incendiava minha alma. O Taylor carinhoso começou a descer os beijos pelo meu pescoço, tirando minha lingerie por cima. Eu gemia com suas carícias, entregando-me ao momento. Ele desceu os beijos pela minha barriga e, quando tentou puxar minha calcinha com os dentes, sentiu algo duro.

— O que é isso? — perguntou, a voz confusa.

Liguei o abajur para que ele visse melhor. Ele pegou as alianças com a mão e as olhou contra a luz, os olhos arregalados. Ajoelhei-me em sua frente na cama, meu coração batendo feito um tambor.

— O-O que isso significa? — A voz dele mal saiu.

— Taylor Blackwood, quer se casar comigo?

Ele começou a rir, uma risada nervosa, mas cheia de alegria.

— É o que eu mais quero nesta vida!

— Isso é um sim? — perguntei, já sabendo sua resposta, mas querendo ouvi-la em voz alta.

— Sim, claro que é um sim! — Os olhos dele se encheram d'água. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, o puxei para terminarmos o que estávamos fazendo, selando nossa promessa com paixão.

. . .

Taylor sorria enquanto comíamos sushi, e de repente, balançou a cabeça, ainda processando tudo.

— Que foi? — perguntei, curiosa.

— Ainda estou abobado!

— Por quê?

— Como homem, era para eu ter feito tudo isso para você...

— Ei, ei, ei, ô machão! Os tempos mudaram, tá bom? Hoje não tem mais disso!

— Eu sei, me desculpa. Eu amei tudo que você fez!

— Obrigada!

— Agora... será que eu consigo uma sobremesa de Maia?

— Humm... Sempre!

Ele levantou e me colocou em seu ombro. Eu ria enquanto ele me levava para o quarto, sentindo a leveza de ser amada e a felicidade transbordar em cada fibra do meu ser.

. . .

Um mês depois do nascimento do nosso pequeno Jim, a Mel não quis mais ficar de licença-maternidade. Ela decidiu trazê-lo para as aulas. Ele fica numa cadeirinha no canto do estúdio, ao lado da Mel, enquanto ela dá aula. Por incrível que pareça, ele dorme mesmo com a música e os gritos da Mel. Esse garoto é um amor! O bom disso tudo é que pude focar com o Jey na parte do galpão. Ele aceitou trabalhar como administrador, o que me deixou muito feliz. Estamos trabalhando em família. A antiga professora de balé pediu demissão, e lhe pedi 30 dias para achar alguém para substituí-la.

Amor Secreto - DegustaçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora